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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

claudius schaefer

Presidente das Ligas Europeias diz que Infantino “não tem futuro” na Fifa e cobra reforma
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O presidente das Ligas Europeias, Claudius Schaefer, afirmou nesta quarta-feira (26) que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, "não tem futuro" à frente da entidade. Ele questionou sua capacidade de permanecer no cargo e defendeu uma reforma profunda na forma como a entidade é comandada. As declarações foram dadas em entrevista ao The Athletic.

 

Schaefer representa uma organização que reúne 53 ligas profissionais do futebol masculino e feminino e afirmou que existe preocupação crescente com a concentração de poder nas mãos do presidente da Fifa.

 

“Nós questionamos a capacidade dele de continuar como presidente. Aqui na Suíça, tivemos uma visão próxima da Fifa e parece que a influência do presidente cresceu ano após ano. Decisões importantes são tomadas sem uma consulta significativa aos grupos que serão afetados”, afirmou.

 

As declarações acontecem em meio ao aumento da tensão entre diferentes organismos do futebol mundial. Infantino vem sofrendo pressão de UEFA, AFC e Concacaf, e há discussões sobre a possibilidade de um voto de desconfiança contra o dirigente.

 

Schaefer também criticou episódios recentes que, na visão dele, colocam em dúvida a integridade da entidade.

 

Entre os casos citados estão a criação de um prêmio da paz da Fifa, entregue ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro, e a retirada de uma suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo após uma ligação de Trump.

 

“A Fifa é uma associação regida pela legislação suíça e, nessa associação, existem regras. O presidente e os membros do conselho precisam cumprir seus deveres com cuidado. É uma questão jurídica”, declarou.

 

Na avaliação do presidente das Ligas Europeias, decisões desse tipo não deveriam ser tomadas sem consulta aos demais integrantes da estrutura de governança da entidade.

 

“Se você toma uma decisão como a do prêmio da paz sem sequer informar o conselho, na minha visão, isso é uma violação da lei. E, durante a Copa do Mundo, todos sabemos sobre a questão do cartão vermelho.”

 

Schaefer foi ainda mais duro ao abordar o episódio relacionado ao caso Balogun.

 

“Foi um verdadeiro escândalo. Não consigo me lembrar de uma intervenção política desse tipo relacionada a uma questão esportiva. Atos assim colocam em dúvida a integridade do jogo. É por isso que não há futuro na Fifa para Infantino. Não pode haver”, afirmou.

 

Infantino pretende disputar um novo mandato à frente da Fifa no próximo ano e deve encontrar resistência maior do que em eleições anteriores.

 

Para Schaefer, porém, a discussão não deveria se limitar a encontrar um nome capaz de substituir o atual presidente. O dirigente defende uma reformulação mais ampla, que reduza a concentração de poder e redefina as atribuições da presidência.

 

“Para nós, conseguir essas reformas é a tarefa mais importante, e elas só podem acontecer com outro presidente”, concluiu.

 

A Fifa não havia se pronunciado sobre as declarações até a publicação da entrevista.

 

Tags: Gianni Infantino, Fifa, Claudius Schaefer, Ligas Europeias, UEFA, AFC, Concacaf, futebol internacional, Donald Trump

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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