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A Universidade Federal da Bahia (Ufba) alcançou a 696ª colocação mundial e o 12º lugar entre as instituições brasileiras na edição de julho de 2026 do Webometrics Ranking Web of Universities, ou seja, ela é a 18ª universidade latino-americana mais citada. Com o melhor desempenho em comparação com o de 2025, a Ufba é a única universidade do estado entre as 15 primeiras colocadas do país e entre as mais bem posicionadas do mundo no levantamento.
Em comparação com a edição de 2025, quando ocupava a 1.427ª posição mundial, a federal baiana avançou colocações e passou a figurar entre as 700 melhores universidades do ranking. Os resultados divulgados em julho de 2026 refletem algumas mudanças metodológicas.
Veja as 10 mais citadas por posição no Webometrics 2026:
- Universidade de São Paulo (USP) — Ranking nacional: 1º | Ranking mundial: 70º.
- Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) — Ranking nacional: 2º | Ranking mundial: 290º.
- Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) — Ranking nacional: 3º | Ranking mundial: 312º.
- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — Ranking nacional: 4º | Ranking mundial: 345º.
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) — Ranking nacional: 5º | Ranking mundial: 363º.
- Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) — Ranking nacional: 6º | Ranking mundial: 399º.
- Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) — Ranking nacional: 7º | Ranking mundial: 458º.
- Universidade de Brasília (UnB) — Ranking nacional: 8º | Ranking mundial: 579º.
- Universidade Federal do Paraná (UFPR) — Ranking nacional: 9º | Ranking mundial: 631º.
- Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) — Ranking nacional: 10º | Ranking mundial: 664º.
ENTENDA OS INDICADORES
Essa evolução coincide com mudanças metodológicas implementadas pelo ranking. A edição de julho de 2026 introduziu alterações no critério de Abertura (Openness). O Cybermetrics Lab, responsável pelo levantamento, substituiu o uso de perfis individuais de pesquisadores por uma análise integrada da produção acadêmica.
Laboratório de Pesquisa | Foto: Divulgação / Faculdade de Farmácia da Ufba
A nova metodologia busca medir com mais precisão a transferência de conhecimento das universidades para a sociedade por meio do Acesso Aberto. A organização dos dados institucionais e a adoção do identificador ROR pelas universidades também passaram a influenciar os resultados.
Confira os pesos para medir as notas:
O levantamento divulgado passou a exibir apenas as instituições mais bem colocadas de cada país. No Brasil, o grupo é encerrado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na 746ª posição mundial, muitas colocações atrás da Ufba.
Marcando a tríade de instituições nordestinas mais citadas, nesta versão, os dados devem ser atualizados em janeiro de 2027 com a Ufba, UFPE e a UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Dessa vez chama a atenção a ausência da UFC (Universidade Federal do Ceará), entretanto, nenhuma nordestina ficou no top 10.
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Devido à limitação da divulgação, outras instituições baianas, como a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, não aparecem nesta edição resumida da lista.
Publicado desde 2004, o Webometrics é elaborado pelo Cybermetrics Lab, grupo de pesquisa vinculado ao IPP-CSIC, com sede em Madri, na Espanha. O ranking monitora mais de 32 mil instituições de ensino superior em cerca de 200 países.
A avaliação combina indicadores webométricos (visibilidade digital) e bibliométricos (impacto científico). Veja a listagem divulgada pelo cientista Isidro Aguillo, do Cybermetrics Lab, veja a seguir:
(Nota atualizada às 15h31 para incluir posição da baiana no ranking latino-americano das universidades).
Marcando a presença como a única universidade baiana no Ranking Universitário do QS World University Rankings 2025, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) apareceu na 18ª posição entre as 35 brasileiras mencionadas, representando a Bahia no ranking global. Contudo, a instituição aparece apenas na posição 1346°.
Não é a primeira vez que a UFBA se classifica em posição de destaque, na mesma edição no contexto das melhores latino-americanas. A UFBA foi a melhor entre as 5 baianas na 14ª edição do QS World University Rankings.
Mesmo sendo a melhor universidade no ponto de vista baiano, a UFBA apresenta resultados menos expressivos quando comparada à melhor brasileira, a Universidade de São Paulo (USP).
A reputação acadêmica da USP é notável, com nota 92,8/100 em reputação acadêmica e citações de 28,5/100, posicionando-a na 92ª posição entre as 1503 instituições analisadas. A UFBA, por sua vez, obteve nota 9/100 em reputação e 3/100 em citações internacionais, ficando na 1346ª posição, quase empatada com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Mesmo com notas consideradas baixas, o Bahia Notícias analisou os dados da edição anterior e observou que a UFBA manteve uma estagnação na maior parte das categorias analisadas, contudo, em Engajamento Global, a universidade saltou de 0,4 para 4,8 em um ano, representando um aumento de 1071%.
O ranking deste ano é o maior de todos os tempos, apresentando mais de 1.503 universidades em 105 sistemas de ensino superior. Os Estados Unidos são o país ou território mais representado, com 197 instituições classificadas, seguido pelo Reino Unido com 90 e pela China continental com 71.
Pelo 13º ano consecutivo, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) mantém seu reinado no topo, e a Universidade de São Paulo se manteve firmemente no topo do Brasil.
Apesar desse resultado considerado baixo, a UFBA representou a Bahia. Quando consideramos as instituições do estado: a Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF), que aparece na 52ª posição; a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que aparece na 55ª posição; a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), que aparece na 76ª; e a Universidade Salvador (UNIFACS), que aparece na 93ª posição.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.