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A celebração do Círio de Nazaré mobiliza fiéis, turistas e visitantes, movidos por sentimentos de fé, união, esperança e amor ao próximo, durante o mês de outubro na capital do Pará. Muito além de uma manifestação religiosa, o evento nazareno é oficialmente reconhecido como patrimônio cultural da humanidade pela Unesco.
Na edição de 2026, que carrega o tema "Maria, Mãe Missionária que nos dá Jesus", o calendário festivo reúne um conjunto de 14 procissões realizadas entre os dias 7 e 26 de outubro. A romaria principal teve início no começo da manhã, logo após a celebração de uma missa na Catedral Metropolitana de Belém. O percurso de 3,6 quilômetros até a Basílica Santuário de Nazaré possui duração estimada em seis horas e a expectativa de reunir 2,3 milhões de fiéis. A estrutura do evento conta com bloqueios viários, ordenamento de fluxo e pontos de apoio da Cruz Vermelha e da Defesa Civil ao longo do trajeto.
A festividade acumula mais de dois séculos de história, cujas origens remontam à devoção ao caboclo Plácido. De acordo com a tradição popular, no século XVIII, Plácido encontrou uma pequena imagem de Nossa Senhora às margens do Igarapé Murutucu.
Após levar a imagem para sua casa, o morador notou que a escultura desaparecia e reaparecia no mesmo local da descoberta inicial. O fato repetiu-se por diversas vezes, mesmo quando a imagem era deslocada para outros pontos da cidade. Diante da interpretação de que a Virgem desejava permanecer naquele espaço, ergueu-se ali uma ermida, local onde hoje se situam os fundos da Basílica Santuário de Nazaré, ponto de chegada da procissão.
Além da dimensão espiritual, o Círio integra a própria identidade cultural da região. O historiador Márcio Neco ressalta que diversos elementos da cultura paraense e amazônica ganham força no período, como a culinária regional, o artesanato em brinquedos de miriti, os vocabulários e expressões locais, além da acolhida entre as pessoas.
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Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.