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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

circulacao de drogas

Estudo aponta que 83,3% dos municípios brasileiros enfrentam problemas com circulação de drogas
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 83,3% dos municípios brasileiros enfrentam problemas relacionados à circulação de drogas. Entre os municípios que identificam a questão, 37,1% consideram o problema de alta intensidade, enquanto 43,9% o classificam como médio. Outros 17,5% avaliam a situação como de baixa intensidade.

 

Segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o cenário exige maior cooperação entre União, estados e municípios, principalmente por meio de apoio técnico e financiamento para que as prefeituras possam ampliar as ações relacionadas às drogas.

 

O impacto, de acordo com os gestores municipais ouvidos pelo levantamento, aparece principalmente nos serviços de saúde, apontados por 87,7% dos municípios. Na sequência estão a assistência social (84,8%), a segurança pública (77,6%) e a educação (73,8%). 

 

FINANCIAMENTO

O levantamento também aponta dificuldades para financiar as políticas municipais sobre drogas. Em torno de 88,1% dos municípios pesquisados não contam com o Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas, enquanto 77,2% dependem de recursos próprios para executar ações na área.

 

Apenas 3% dos municípios consultados informaram utilizar recursos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad). Para a CNM, o dado pode indicar dificuldades de acesso aos recursos, insuficiência dos valores disponíveis ou falta de mecanismos de transferência direta.

 

Ziulkoski afirma que, embora os municípios tenham papel central na execução das políticas públicas, não há uma garantia de financiamento proporcional por parte da União. Segundo ele, além da falta de recursos, dificuldades técnicas das administrações municipais podem dificultar o acesso a verbas federais.

 

PREVENÇÃO E ATENDIMENTO

Mesmo com as limitações, os municípios informaram desenvolver diferentes ações para enfrentar o problema. As iniciativas mais comuns são campanhas e palestras de prevenção ao uso de drogas, realizadas por 81,6% dos municípios.

 

Em seguida aparecem ações de assistência social, incluindo serviços oferecidos pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e unidades de acolhimento, presentes em 77,5% dos municípios.

 

A atenção e os cuidados na área da saúde aparecem em terceiro lugar, com 71,2%. Segundo a CNM, os dados mostram que ações relacionadas ao enfrentamento das drogas estão disseminadas pelos municípios brasileiros.

 

CONSELHOS E PLANO MUNICIPAIS

Apesar das iniciativas, a maior parte das prefeituras não tem estruturas específicas de governança para organizar as políticas sobre drogas. Em 77,2% dos municípios pesquisados não há Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas.

 

Em outros 72,2%, também não existe Plano Municipal de Políticas sobre Drogas. Esses instrumentos orientam ações de prevenção, cuidado, reinserção social e redução de danos, além de favorecerem a integração entre diferentes áreas do poder público.

 

Para a CNM, a ausência de conselhos e planos municipais dificulta a organização das políticas públicas. A entidade destaca que, embora as diretrizes nacionais orientem essas ações, grande parte das medidas de prevenção e atendimento é executada diretamente nos municípios.

 

Por isso, a confederação defende maior participação da União e dos estados no financiamento e na estruturação das políticas de enfrentamento aos problemas relacionados ao uso e à dependência de drogas.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O primeiro turno das eleições apresentaram aos políticos que é tempo de recomeçar. Ou ao menos reatar o que estava adormecido, como no caso do Soberano, que reatou com os Bolsonaro, apoiando o 01 do Capitão. Fez questão de levar os apoiadores para não dizerem que vai só leva um voto. Melhor dividir a responsabilidade mesmo... Além disso, por falar em recomeçar e resgatar o tempo perdido, veja Regis Redondo: passou a agonia de eleição e já voltou a vida fitness. Suspeito que esteja querendo que eu volte a chamá-lo de Sandrinho Light. Siga firme que penso em seu caso.

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda
O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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