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cine jandaia
Pano de fundo de clipes da cena musical contemporânea como "Brisa", do capixaba Silva, e "Quente e Colorido", da mineira Marina Sena, as ruínas do antigo Cine-Teatro Jandaia, localizado na Baixa dos Sapateiros, no Centro Histórico de Salvador, poderá ganhar uma nova roupagem.
A informação é da diretora geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Luciana Mandelli, que afirmou nesta terça-feira (11) ao Bahia Notícias a realização de estudos para a recuperação do imóvel, erguido em art-déco e art nouveau na primeira década do século passado.
Segundo Mandelli, a intervenção no cinema está dentro do plano do governo Jerônimo Rodrigues (PT). Ela, no entanto, não detalhou qual o provável uso da estrutura ou qual o estágio do estudo.
O equipamento cultural, tombado em definitivo pelo órgão em 2015, está fechado desde os anos 1990 - após um período exibindo filmes pornográficos e de artes marciais. O Jandaia faz parte do patrimônio do estado da Bahia desde 2014, quando foi doado pelos antigos proprietários.
Naquela oportunidade, por determinação do então governador Rui Costa (PT), ações emergenciais, como a salvaguarda de elementos e o escoramento de estruturas, foram feitas no local. A intenção, defendia o gestor, era transformá-lo em um espaço de promoção dos artistas baianos.
Entetanto, por falta de recursos financeiros, a revitalização do espaço não foi a frente. Ao BN, o secretário de Cultura da época, Jorge Portugal, afirmou que a gestão iria atrás de parcerias privadas para reabrí-lo. A previsão era de que isso pudesse acontecer no ano seguinte, em 2016.
Em 2018, como parte de um ato pelo Dia Nacional do Patrimônio, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) realizou um "abraço" em torno do edifício para manifestar o desejo de que aquele bem histórico fosse recuperado.
Nos "anos de ouro" passaram pelo palco do Cine-Teatro Jandaia grandes nomes do campo das artes, a exemplo de Carmen Miranda, Pablo Neruda, Grande Otelo e Dalva de Oliveira.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.