Artigos
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Multimídia
Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
chocolate da bahia
Todo mundo tem um jingle para chamar de seu — e, certamente, alguma música de campanha ficou marcada na memória durante uma disputa eleitoral. Seja pela letra, pela melodia ou pelo tradicional “hit chiclete” que não sai da cabeça, os jingles são muito mais do que canções sobre trajetórias de candidatos, pedidos de voto ou críticas a adversários.
A música curta e marcante criada para divulgar campanhas políticas passou por transformações ao longo dos anos, com mudanças nas letras, nos arranjos e nos ritmos utilizados. Na Bahia, a influência de gêneros populares também ajudou a moldar a identidade sonora das campanhas, enquanto a chegada da inteligência artificial abriu uma nova frente para a produção dessas peças.
Na reta final das eleições de 2026, o Bahia Notícias conversou com dois compositores e um advogado especializado em direito autoral para entender as mudanças nos jingles eleitorais, a influência das novas tecnologias e os cuidados que candidatos e partidos precisam ter na utilização dessas obras.
NÃO SE FAZ MAIS LETRA BONITA, DIZ CHOCOLATE DA BAHIA
Uma das principais figuras quando o assunto é a composição de músicas e jingles, Raimundo Nonato da Cruz, conhecido como Chocolate da Bahia, refletiu sobre as diferenças entre as produções atuais e as realizadas em décadas anteriores.
Ao BN, Chocolate lamentou o que considera uma perda de elaboração melódica e poética nos jingles atuais. Segundo ele, a preocupação com a qualidade das letras diminuiu ao longo dos anos.
“Ninguém está ligando mais para letra atualmente. Tenho tantos hinos que fiz, inclusive para doação de órgãos, o que você pensar e imaginar. Não se faz mais letra bonita, não”, afirmou.
O compositor também criticou a utilização de ritmos repetitivos e avaliou que as agências de publicidade passaram a dar menos espaço para a criação autoral.
“Existe muita falta de informação mesmo. As agências criativas não estão criando nada. Estão produzindo somente pela pressa e fazem qualquer coisa. É isso que estou vendo. Está tudo muito ruim”, disse.
Chocolate também citou a produção de jingles em ritmos populares e o uso de inteligência artificial. Para ele, a facilidade proporcionada pelas novas ferramentas pode ocorrer em detrimento do trabalho de compositores.
“Depois das eleições vamos ver muita gente se lamentando por não ter contratado um bom jingle. Se tivessem me ligado, me emocionaria. E muita campanha se ganha com a emoção de um jingle bonito, não é isso?”, refletiu.
“Estou muito frustrado em ver que eles não estão respeitando a criação. E ainda tem a IA que estão utilizando para fazer jingle. Eles vão pelo mais fácil e não querem nem pagar a reutilização”, completou.
Chocolate tem longa trajetória na produção de jingles políticos. Em 2024, ele contou ao Bahia Notícias que conseguia compor uma música de campanha em cerca de 40 minutos e destacou que a emoção era um dos elementos fundamentais para um bom jingle.
“TEM QUE SER UM CHICLETE”, DIZ COMPOSITOR JULIANO MADERADA
Outro compositor ouvido pela reportagem foi Juliano Maderada, de 52 anos, conhecido por trabalhos ligados à música política. Ele é autor do hit “Tá na Hora do Jair”, utilizado em 2022 em uma campanha crítica ao então presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Juliano, a música surgiu a partir de um slogan utilizado em uma propaganda eleitoral de Bolsonaro. A partir da frase, ele e o amigo Tiago desenvolveram a composição.
“Teve uma propaganda do Jair, na época. Eu e o meu amigo Tiago estávamos assistindo televisão e tinha uma propaganda do Jair que falava: ‘Tá na hora do Jair’. Aí eu falei: ‘Ah, tá na hora do Jair ir embora’. Aí a gente acabou escrevendo por conta da própria propaganda”, contou.
Ao comparar os jingles de 2026 com os produzidos quatro anos atrás, Juliano destacou a chegada da inteligência artificial como a principal novidade. Na avaliação dele, porém, a estrutura dos jingles produzidos por compositores ainda segue praticamente a mesma.
“A diferença do jingle do ano passado para este foi só que apareceram jingles de IA. Em termos de jingle físico mesmo, humano, não teve muita diferença. Acho que está mais ou menos a mesma coisa”, afirmou.
Para Juliano, a curta duração das campanhas faz com que os jingles precisem transmitir rapidamente a mensagem do candidato. Por isso, ele considera que ritmo, repetição e facilidade de memorização são fundamentais.
“É mais voltado mesmo para ritmo e um chiclete. Eu também faço com uma letra boa, mas eu acho que o que populariza mais é a melodia. A gente tem que ter uma canção que chegue logo, dê logo o recado na lata. Aí tem que ser um chiclete”, explicou.
JINGLES TAMBÉM ENVOLVEM DIREITOS AUTORAIS
A discussão sobre a transformação dos jingles eleitorais não se limita ao campo artístico. A utilização dessas músicas também envolve direitos de propriedade intelectual, especialmente quando uma composição é reaproveitada em campanhas posteriores.
Em entrevista ao BN, o advogado especializado em direito autoral Rodrigo Moraes chamou atenção para uma situação que, segundo ele, ainda gera dúvidas entre candidatos e equipes de campanha: a contratação de um jingle não significa necessariamente a transferência definitiva dos direitos sobre a obra.
“Tem gente que faz um jingle para um político, o político quer reutilizar isso oito anos depois e acha que é dono da música, e não é”, destacou.
Segundo o especialista, a autorização concedida para utilização de uma composição em determinada campanha não significa, necessariamente, que o candidato ou partido passe a ser titular da obra. Em caso de reutilização em uma eleição posterior, as condições previstas no contrato devem ser observadas e pode ser necessária uma nova negociação com o autor.
Moraes também chamou atenção para a diferença de tratamento entre os diversos profissionais envolvidos em uma campanha.
“Se todo mundo ganha de novo — se o jornalista ganha, o assessor de imprensa ganha, o advogado eleitoral ganha, o maquiador ganha —, só não vai pagar de novo o compositor, coitado?”, questionou.
IA REDUZ CUSTOS, MAS LEVANTA NOVOS DESAFIOS
A inteligência artificial também aparece como uma das principais mudanças na produção contemporânea de jingles. Para Rodrigo Moraes, a tecnologia pode reduzir custos, mas não necessariamente reproduzir a mesma experiência criativa de uma produção envolvendo compositores, músicos e maestros.
“Por mais que a Inteligência Artificial seja algo interessante, é um barateamento de custo. É muito mais barato fazer um jingle com IA do que produzindo com compositores, maestros e músicos. Mas quem é sensível sente a diferença”, avaliou.
O uso de IA em campanhas eleitorais também passou a receber atenção específica da Justiça Eleitoral. Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que conteúdos sintéticos multimídia produzidos ou alterados por inteligência artificial sejam identificados de forma explícita, destacada e acessível. Há ainda restrições específicas para novos conteúdos sintéticos que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores ao pleito.
Na Bahia, o uso de IA em conteúdos relacionados às eleições também já chegou à Justiça Eleitoral. O TRE-BA criou um centro específico para inteligência em propaganda eleitoral digital e vem adotando medidas relacionadas à fiscalização de conteúdos produzidos ou manipulados por ferramentas tecnológicas.
Para Moraes, além da discussão sobre tecnologia, o uso de músicas sem a devida autorização pode trazer consequências jurídicas para as campanhas.
“O uso indevido de propriedade intelectual na propaganda eleitoral pode levar a pedidos de liminar para a retirada imediata do jingle do ar, bloqueio de conteúdos nas redes sociais e até multas aplicadas pela Justiça Eleitoral por propaganda irregular”, afirmou.
Os jingles, portanto, continuam ocupando um espaço importante na comunicação eleitoral, mas a forma de produzi-los e utilizá-los mudou. Entre a composição artesanal, os ritmos populares e a produção automatizada por inteligência artificial, a disputa pela música que vai ficar na cabeça do eleitor também ganhou novos capítulos em 2026.
O samba é o novo pop? Na terra do samba, o gênero nunca perdeu a majestade entre os admiradores fies do ritmo. Mas comercialmente é nítido que o samba voltou a ser atrativo para quem investe na música em busca do retorno financeiro. Afinal, não é à toa o surgimento de novos eventos dedicados ao ritmo, além da mudança de estilo de alguns artistas que de repente passaram a se interessar pelo gênero musical.
Nos marcadores digitais, a exemplo do Spotify, o samba e o pagode já dão as caras nas playlists mais ouvidas do ano, porém, ainda é difícil barrar a hegemonia do sertanejo, que aparece na lista com o artista mais ouvido do ano e tem duas playlists mais executadas.
Mas nas ruas, onde o samba sempre foi consumido, longe da tecnologia e dos números em streams, é possível ver que o gênero tem feito sucesso entre a nova geração, que dita a tendência nas redes sociais, e que, também, nunca abandonou o favoritismo entre os mais velhos.
Herdeiro de um dos talentos do samba na Bahia, Tiago Carvalho da Cruz, assina com o Da Bahia, assim como o pai, Chocolate da Bahia. Em entrevista ao Bahia Notícias, o músico falou sobre a nova ascensão do ritmo, que apesar de nunca ter deixado de ser consumido na Bahia, passou a se tornar mais comercial, com a criação de novos eventos.
“Eu percebo um crescimento no interesse do público, principalmente no samba raiz e o samba da Bahia. É algo bom para a gente, que faz música, porque normalmente o pessoal costuma ouvir o samba do Rio, mas ver esse samba feito aqui, da nossa velha guarda, composta por Batatinha, Edil Pacheco, Gal do Beco, Waldir Lima, Nelson Rufino, Chocolate da Bahia, ser exaltado, é lindo demais. São canções que precisam ser resgatadas e passada de geração em geração.”
Foto: Divulgação/ Arquivo Pessoal/ @mochilab.co
A paixão pela música passou de pai para filho, assim como o talento para fazer canção. Especialmente por não ser para qualquer um herdar o dom de Raimundo Nonato da Cruz, ou para quem ouve na rádio e na TV com alguns dos jingles mais marcantes da publicidade baiana, simplesmente Chocolate da Bahia.
Tiago embarcou na área da música como produtor e compositor, e tem registrado no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) 67 obras musicais. Até o estilo escolhido para seguir foi o mesmo.
Apesar de admirar a música como um todo, foi no samba que Tiago se encontrou. Não tinha como ser diferente, se dentro de casa a referência era Chocolate, Edil Pacheco, Batatinha, Nelson Rufino e outros grandes do samba, a fruta não cairia longe do pé.
Para o artista, é necessário que as pessoas deem continuidade ao legado deixado pelos grandes nomes, não só executando as músicas, mas também se inspirando para criar obras tão impactantes como as que já existem, sempre atentos as letras, as mensagens que devem ser passadas com as músicas e o poder social que o samba sempre teve.
Foto: Arquivo Pessoal
“Tenho visto novos nomes, muitas mulheres tendo espaço para finalmente cantar o samba e serem vistas e exaltadas pelos seus trabalhos. É um verdadeiro espetáculo e eu vejo um futuro bonito para esses artistas.”
O bom momento no samba é pontuado por outros artistas e produtores de eventos na capital baiana. Ao Bahia Notícias em novembro deste ano, Samora Lopes, idealizador do Banjo Novo, que também herdou a paixão pelo gênero da família, pontuou a alta nos marcadores digitais como um momento de reflexão e celebração para o ritmo.
“O samba sempre esteve presente da mesma forma de segunda a segunda em Salvador, porém agora, com as redes sociais, ele está tendo uma visibilidade que ele não tinha antes. A gente também está vivendo um bom momento do samba nos streams. O samba, acho que na última semana, bateu o top 1 nos streams, coisa que não tinha acontecido com a música pelo domínio de outros ritmos.”
Por outro lado, o interesse no samba gera uma preocupação. A de que o samba como “o novo pop” seja apenas para extrair financeiramente tudo que o gênero ancestral pode dar por estar na moda.
Nas redes sociais, ao mesmo tempo, em que o boom no samba tem sido elogiado, tem ligado o alerta para reconhecer quem sempre esteve ali, na linha de frente de toda essa história, como diz o poeta, Jorge Aragão em 'Moleque Atrevido', “do tempo do samba sem grana, sem glória”. Tiago segue o mesmo discurso do “vovô”.
“Eu acho que todo esse movimento é bom para o ritmo, para propagar, mas a gente precisa saber quem é que vai estar em destaque. Acho que tendo o devido respeito, dando o mérito a quem começou tudo isso, não se torna um grande problema. Eu digo o seguinte em uma canção 'Fazer samba não é só ritmar num tamborim ou sincopar num pandeiro. Fazer samba é respeitar os terreiros e as nossas tradições. Oxalá, meu Deus, transmitir aos filhos teus, filhos meus, nossa verdade'.”
Para o produtor musical, é necessário entender o ritmo e respeitar as origens do samba ao decidir “se jogar” na história. Para se ter uma ideia, a velha guarda baiana sofreu nos últimos anos para manter a celebração ao Dia do Samba na capital, e é desse reconhecimento que quem fez o samba acontecer na Bahia que o gênero precisa para propagar a arte.
“O samba não é somente a gente fazer aquela batucada, é você ter esse entendimento da origem do samba, dar esse devido valor e respeito. Porque muitas vezes a gente vê o samba agonizando, mas ele não morre, mantém a sua força. Espero que essa turma venha para somar e que o samba permaneça”.
Quarenta minutos. O tempo não chega a ser nem a duração completa de uma partida de futebol, não chega nem ao 1º tempo que pode ser decisivo para um time, mas é nesse espaço que Raimundo Nonato da Cruz, mais conhecido como Chocolate da Bahia, consegue compor um jingle para uma campanha eleitoral.
Dono de mais de 90 composições, entre elas 'Haja Amor', 'Eu Sou o Samba', 'A Cobra Mordeu Caetano' e 'Menina do Cateretê', foi basicamente nesses 2400 segundos, que o cantor, compositor e instrumentista colocou na rua o jingle que fez com que João Henrique, na época pelo antigo PMDB, fosse reeleito prefeito de Salvador no 2º turno das eleições de 2008, com a música "Todo Mundo Tem um João".
Aos 81 anos, celebrados nesta sexta-feira (30), Chocolate segue em atividade e ainda compõe jingles com a mesma rapidez com a qual fazia na década de 70, mesmo que a tecnologia tenha mudado tanto a ponto de conseguir fornecer aos candidatos, jingles em questão de minutos com a Inteligência Artificial.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o artista, que iniciou a carreira no mundo artístico no Mercado Modelo com rodas de samba que atraíam populares, artistas e intelectuais, como o escritor Jorge Amado, o poeta Vinícius de Moraes e o artista Carybé, revelou como iniciou a carreira na composição de jingles para a política.
"Minha história com jingle começou quando eu fiz as músicas para Cesta do Povo. Na época foi um grande sucesso, 'Eu quero meu povo nesse ano novo com mais alegria...'. Na época, gravei na WR, de Wesley Rangel e ganhou vários prêmios. Foi ali que as pessoas começaram a me procurar para pedir música para os candidatos".
Foto: Instagram
Ao site, Chocolate revelou o tempo médio para compor um 'jingle que ganha eleição' e contou como é o processo para falar tanto em uma música tão curta quanto um jingle de campanha. "Em quarenta minutos eu faço uma música. Eu vou fazer perguntas ao candidato, se ele é a favor, se ele é contra. Se é de oposição, de situação, se é de esquerda ou de direita e a história da vida. Daí ele vai contar, se trabalha muito pelo social, pelo esporte, pelo lazer. Na luta pela segurança... O segredo está em emocionar o ouvinte".
Questionado sobre a média de jingles já feitos ao longo dos mais de 40 anos de carreira, Chocolate da Bahia foi franco: "Já passou de mil, porque nós temos 417 municípios, cada município com lança 10 candidatos, entre vereadores e prefeitos. Você imagina isso em quarenta anos de carreira? Fora os comerciais, sem ser o de política".
Para Chocolate, um dos atrativos na composição dos jingles para a política foi o dinheiro. "A gente tem que ter o dinheiro, quando eu vejo o cheiro do dinheiro eu fico feliz. Eu não me perdoo se o cara me pedir para fazer uma música, eu sabendo que o cara está ali com as notas de R$ 100 na mão 'Chocolate, o dinheiro está ouvindo a conversa', e eu não conseguir? Eu vou fazer é na hora. Nunca me recusei a fazer um jingle, só quando a pessoa é um mau pagador", conta ele que não revelou os valores que tem cobrado atualmente, mas afirma que ele varia a depender do cenário.
Para o compositor, que elege o jingle 'Todo Mundo Tem um João' como um dos mais marcantes da carreira como compositor para a política, o modo e o estilo de se fazer jingle foi mudando com o tempo e com as novas tecnologias, coisa que o artista não reprova, mas entende que não substitui o trabalho de compositores como ele e do filho, Tiago Carvalho, que seguiu os passos do pai na música e, além de compositor, é produtor musical.
"Hoje você pega uma música, você tira a voz do cantor e bota outro em cima cantando no mesmo arranjo. Eu não sou contra isso não, a pessoa tem que embarcar na modalidade. Quem quer um negocinho ligerinho vai atrás disso."
Foto: Instagram
Nos últimos 16 anos, os "jingles" campeões tiveram uma similaridade, tirando a de João Henrique em 2006, dois lançados por ACM Neto, na época pelo DEM e a lançada por Bruno Reis em 2020, foram pagodão.
O ex-prefeito de Salvador, que apostou em três jingles no primeiro ano que saiu como candidato, teve um deles com a voz de Márcio Victor cantando o "25 na cabeça". Já em 2016, o jingle de Neto, que buscava a reeleição foi na voz de Léo Santana cantando "É Neto Outra Vez". Na primeira eleição de Bruno Reis pelo DEM, o atual prefeito seguiu os passos de Neto e investiu no pagodão com Léo Santana, que cantou "Bora com Bruno".
Chocolate foge do estilo. Para o artista, o estilo de composições que ele faz para período eleitoral é o que vai conquistar o voto do eleitor, e não uma música que vá tocar no paredão e fazer o povo dançar.
"Me entristece quando as pessoas querem só pagode e eu sou mais a linha de Batatinha, de Everaldo Gentil, de Riachão, Nelson Rufino, Edil Pacheco, essa turma da velha guarda. Nessa hora que a pessoa me diz assim 'rapaz, eu quero um estilo bem para paredão', eu aviso 'Amigo, não me leve a mal, eu faço música para você ganhar o voto'. Eu faço música para a família, para os eleitores, para quem vai votar e não para maluco que quer ficar junto no paredão dizendo que quer descer na boquinha de garrafa e nem desce."
O Bahia Notícias levantou dados sobre os jingles dos três candidatos que serão entrevistados pelo Projeto Prisma no próximo mês e para as Eleições de 2024, o gênero musical predominante é o pagode em alguns estilos diferentes. O candidato Geraldo Júnior (MDB) lançou duas versões da mesma música com a opção "arrochadeira", a mistura do arrocha com o pagode. Confira:
- Bruno Reis (União Brasil): jingle composto por Diana Aquino e Victor Marinho e cantado por Léo Santana
- Geraldo Júnior (MDB): jingle composto por Lukas Miranda e cantado por Lukas Miranda, com versão também de Larissa Marques
- Kleber Rosa (PSOL): equipe do candidato não informou responsáveis pela composição e por dar voz ao jingle
Vale lembrar que os jingles, por serem obras musicais, são protegidos pela Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98). Desta forma, o autor da obra, tem o direito exclusivo de autorizar ou proibir o uso de sua criação.
Os autores de obras artísticas ou audiovisuais usadas sem permissão para produção de jingle, ainda que em forma de paródia, podem solicitar que a divulgação do material seja interrompida. Para isso, é necessário requerer a cessação da conduta por petição dirigida às juízas ou aos juízes eleitorais.
Caso o jingle seja uma adaptação de uma música já existente, a autorização também deve ser obtida do autor da obra original.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.