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chef kaywa hilton
A Revista GQ Brasil elegeu dois chefs com forte ligação com a Bahia entre os nomes mais promissores da gastronomia brasileira. O baiano João Diamante e Kaywa Hilton, à frente do Boia Restaurante, aparecem na seleção que reúne profissionais de até 35 anos em ascensão no cenário nacional.
Nascido em Salvador e criado no Complexo do Andaraí, no Rio de Janeiro, João construiu uma trajetória marcada pela superação antes de se tornar um dos principais nomes da gastronomia afro-brasileira contemporânea. À revista, o chef relembrou que trabalhou desde cedo como entregador, piscineiro e ajudante de pedreiro até descobrir a cozinha profissional.
Segundo ele, a virada aconteceu após ingressar na faculdade de gastronomia e conquistar uma vaga de estágio com o chef francês Alain Ducasse, no restaurante Le Jules Verne, na Torre Eiffel, em Paris. “Para uma criança de favela, trabalhar na Torre Eiffel é um sonho distante”, afirmou à publicação. Atualmente, além de comandar o Dois de Fevereiro, restaurante dedicado à gastronomia afro-brasileira na região da Pequena África, João também é reconhecido pelo projeto Diamantes na Cozinha, iniciativa social voltada à formação de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Já Kaywa construiu a carreira a partir de influências intercontinentais. Filho de pai baiano e mãe francesa, nasceu em Minas Gerais, mas se mudou ainda criança para a Bahia, onde fortaleceu a relação com a culinária local. À GQ, o chef definiu sua formação como uma mistura “entre a moqueca e o camembert”.
Depois de passar por restaurantes estrelados na França, Kaywa retornou à Bahia e abriu, em 2020, o Boia, no Horto Florestal. O restaurante ampliou a projeção do chef após sua participação no programa Mestre do Sabor.
Em 2024, ele inaugurou o Maré, na Praia do Forte. “A base dos dois é matéria-prima local, com ênfase no mar. Comida boa é comida fresca”, disse o chef. Entre os projetos futuros, Kaywa revelou o desejo de abrir uma padaria e “um boteco para tomar cerveja e ouvir samba”.
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Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.