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A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) anulou, por três votos a um, uma resolução de 2019 do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que regulamentava a harmonização orofacial como especialidade odontológica. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (19). A norma permitia que cirurgiões-dentistas realizassem procedimentos como aplicação de toxina botulínica, preenchimentos, intradermoterapia, laserterapia, bichectomia, lipoplastia facial e técnicas cirúrgicas para correção dos lábios.
Segundo o entendimento que prevaleceu no tribunal, os conselhos profissionais não podem ampliar, por meio de resoluções administrativas, as atribuições estabelecidas pela legislação. Para a Justiça, não haveria respaldo legal para estender a atuação odontológica a procedimentos estéticos invasivos em toda a face.
Apesar da decisão, não há uma mudança imediata na atuação dos profissionais. Em nota, o CFO informou que pretende recorrer e utilizar os recursos judiciais disponíveis para tentar reverter o entendimento. O conselho classificou a decisão como surpreendente, destacando que a norma havia sido alvo de decisões judiciais favoráveis à legalidade ao longo dos últimos anos.
Enquanto o processo estiver em andamento, o conselho afirma que os dentistas podem continuar realizando procedimentos de harmonização orofacial que estejam dentro dos limites legais de sua profissão.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Marcius Gomes
"A Bahia não tem aprovação automática. Isso é um termo que vem sendo utilizado pela oposição, mas nós temos uma portaria, a portaria 190, que fala sobre a recuperação da aprendizagem. Eu sou da época que tinha a tal da ‘dependência’, acho que os ouvintes e os pais lembram bem disso. O que nós temos tido com a 190 é justamente isso, a gente não pode deixar o menino pelo caminho, a menina pelo caminho".
Disse o secretário de Educação do Estado, Marcius Gomes ao negar que a rede pública estadual de educação realize a “aprovação automática” dos alunos na Bahia.