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cerqueira leite
O cientista e professor Rogério Cezar de Cerqueira Leite faleceu na madrugada deste domingo (1º), aos 93 anos, no Hospital Centro Médico em Campinas (SP). Formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), ele era professor emérito da Universidade de Campinas (Unicamp) e doutor em Física de Sólidos pela Universidade de Paris (Sorbonne).
O velório aconteceu no Cemitério Parque Flamboyant, em Campinas, ocorreu neste domingo às 13h, com o sepultamento sendo realizado por volta das 17h.
De 2005 a 2008, durante os dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), coordenou uma série de estudos sobre a expansão da produção e uso do etanol brasileiro, encomendados pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do governo federal à Unicamp. O cientista defendia a autonomia nacional na tecnologia do etanol em relação ao pré-sal.
Cerqueira Leite também desempenhou um papel crucial na criação de instituições como o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) e a Companhia de Desenvolvimento Tecnológico (Codetec), uma das primeiras incubadoras de empresas no Brasil. O LNLS, inaugurado em 1997 em Campinas com sua contribuição decisiva, foi a primeira fonte de luz síncrotron do Hemisfério Sul, utilizada para avançar pesquisas em áreas como física, biologia e química.
Ele também foi pioneiro no uso do laser aplicado à medicina no Brasil e presidia, até sua morte, o conselho de administração do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).
Em nota, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lamentou a perda: "Sua dedicação ao ensino, à pesquisa e à inovação fez dele um exemplo de comprometimento com o desenvolvimento do país."
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.