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censo do ibge
Uma revisão do Censo do IBGE acrescentou mais cinco mil habitantes baianos. O número altera as populações de 83 cidades do estado a partir do último censo. Segundo o IBGE, houve acréscimo de pessoas em 49 cidades e redução em outras 34. No entanto, em apenas oito municípios a variação ficou acima de 1%. Os dados foram divulgados na última quinta-feira (31).
Conforme o G1, Sítio do Quinto, no Nordeste baiano, perdeu 7,6% da população. Em junho, eram pouco de mais de 14,8 mil habitantes. Agora, tem 13,8 mil, uma perda de mil habitantes. Já São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), ganhou mais de mil moradores. Antes com mais de 37 mil habitantes, o município ultrapassou os 38 mil.
Os dados foram obtidos entre 1° de agosto do ano passado e 28 de fevereiro deste ano. Os primeiros resultados foram divulgados em junho. Ainda segundo informações, o resultado do ajuste deve ser encaminhado para o Tribunal de Contas da União (TCU) para que o órgão use os dados para, entre outras ações, fazer o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
A Bahia tem o maior número de pessoas que se consideram quilombolas no país. São 397.059 pessoas espalhadas em 308 municípios do estado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo IBGE no Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador. É a primeira vez que um censo, feito desde o século 19, inclui na pesquisa dados de quilombolas.
Dos mais de 300 municípios baianos com quilombolas registrados Senhor do Bonfim, no Piemonte Norte do Itapicuru, é o com maior número absoluto, com quase 16 mil pessoas. Em segundo, Salvador tem 15,9 mil. As duas também são as com maior contingente quilombola nacional.
Clique na imagem para ampliá-la / Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
Em terceiro Campo Formoso, na mesma região de Senhor do Bonfim, registra 12,7 mil, em quarto, Feira de Santana com 12,2 mil; e em quinto Vitória da Conquista com pouco mais de 12 mil.
PROPORÇÃO
Em termos proporcionais, o município baiano com maior índice é Bonito, na Chapada Diamantina. Na cidade, 50,3% dos habitantes se consideram quilombolas. O primeiro no país é Alcântara, no Maranhão, com 84,6% dos habitantes nesta condição.
Depois de Bonito, Mulungu do Morro, na região de Irecê, é o segundo com maior índice de quilombolas entre os habitantes, 38,49%. Depois, aparece Filadélfia, na região de Senhor do Bonfim, com 35,46%; Antônio Cardoso, no Portal do Sertão; com 33,70%; e América Dourada, na região de Irecê; com 31,23%.
Clique na imagem para ampliá-la / Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.

