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Em meio à recente crise enfrentada pelo grupo Casas Bahia, surge um leilão de produtos que incluem notebooks, smartphones, refrigeradores, lavadoras e fogões, a fim de amenizar o prejuízo da empresa. O leilão termina nesta quinta-feira (20) e é realizado pela plataforma Kwara.
O leilão ganhou força nas redes sociais e coincide com o pedido de recuperação judicial da empresa. A iniciativa, no entanto, deu espaço para golpes, como páginas clonadas e fraudes no pix.
Em nota, a Casas Bahia afirma que "a operação segue normalmente nas lojas físicas e no e-commerce, com foco na continuidade do atendimento e na experiência dos consumidores."
A Kaspersky também se pronunciou e afirma que ainda não identificou uma campanha fraudulenta específica relacionada à recente liquidação de estoques, mas alerta que esse tipo de golpe já é conhecido. Segundo a empresa, criminosos costumam clonar sites de leiloeiros reais e criar páginas falsas para receber pagamentos das vítimas.
"Para não cair em páginas clonadas, recomendamos verificar a reputação da plataforma, confirmar os dados do leiloeiro, ler o edital com cautela e, principalmente, validar o destinatário na hora do pagamento", afirma Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky.
COMO NÃO CAIR EM GOLPES:
- Pesquise a reputação do site: verifique o histórico da plataforma em sites como o “Reclame Aqui".
- Verifique o portal “Leilão Seguro" que mantém uma lista de sites de leilão falsos.
- Confira as condições da venda antes de dar um lance.
- Calcule o custo total: o valor do lance não é necessariamente o preço final. Pode haver comissão de 5% do leiloeiro e outras taxas administrativas, dependendo da plataforma
- Confira a retirada: em geral, o produto não é entregue em casa.
- Tenha atenção ao pagamento: em um leilão legítimo, o pagamento deve ser feito para a conta da pessoa jurídica organizadora ou diretamente para a conta do leiloeiro oficial.
- Evite PIX, TED ou depósitos para contas de terceiros ou CPFs desconhecidos.
Foram suspensas, temporariamente, as demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas Bahia na semana passada. A decisão é do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, que restringiu novos cortes sem intermediação de entidades sindicais na terça-feira (18). O grupo ainda não se manifestou sobre a decisão, mas poderá ser multada em R$ 500 por dia por trabalhador atingido, caso não colabore.
A companhia protocolou, no domingo, 16, um pedido de recuperação judicial por dívidas de R$ 17,3 bilhões. Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirma que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras.
O grupo Casas Bahia atribui o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro
No processo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) afirma que a empresa fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários entre 13 e 14 de agosto, sem intervenção sindical prévia.
A decisão, assinada pela juíza Katarina Mousinho de Matos, determinou que a empresa tem cinco dias a partir da intimação para restabelecer provisoriamente os vínculos jurídicos e econômicos dos trabalhadores atingidos. Segundo o documento, a medida não implica reabertura das lojas encerradas nem retorno físico automático aos antigos postos de trabalho.
A Casas Bahia encerrou as atividades de quase 300 lojas, sendo 12 delas de Salvador, nesta sexta-feira (14). O processo que demitiu aproximadamente 1,9 mil funcionários faz parte da decisão da empresa de encerrar lojas em todo o país, em um dos maiores cortes da rede nos últimos anos.
As franquias fechadas representam quase 30% das unidades da empresa no país. O número de funcionários demitidos pode chegar a 3 mil, segundo dados do Valor Econômico.
Em Salvador, foram fechadas as unidades da Baixa dos Sapateiros, Manuel Dias, Avenida Sete de Setembro e Cabula (Silveira Martins). Também encerraram as atividades as lojas dos shoppings Salvador, da Bahia, Paralela, Barra, Piedade, Parque Shopping Bahia, Salvador Norte e Bela Vista.
Avisos foram colocados nas portas das unidades informando aos clientes que o atendimento seria encerrado a partir desta sexta-feira (14). Com o fechamento das lojas nos centros de compras, nenhuma unidade da Casas Bahia permanece em funcionamento nos shoppings de Salvador, conforme a relação divulgada.
A ação é uma alternativa para frear os prejuízos trazidos ao longo do ano. Nos primeiros três meses de 2026, a Casas Bahia registrou prejuízo de R$ 1,06 bilhão, mais que o dobro dos R$ 408 milhões negativos registrados no mesmo período de 2025. No ano passado, o prejuízo acumulado chegou a aproximadamente R$ 3 bilhões.
A empresa já vinha reduzindo sua estrutura. Nos 12 meses encerrados em março, foram 26 lojas a menos, sendo 12 da Casas Bahia e 14 do Ponto Frio. Ao fim de 2025, o grupo tinha 1.042 lojas, contra 1.064 em 2024 e 1.078 em 2023.
Em contrapartida, a companhia tenta ampliar as vendas digitais. No primeiro trimestre, as vendas online de produtos próprios cresceram 26%, enquanto as vendas nas lojas físicas recuaram 1,8%. A receita bruta avançou 6,4%, chegando a R$ 8,8 bilhões.
A Casas Bahia fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários em uma nova rodada de reestruturação, segundo informações do Valor Econômico. Os principais efeitos dos cortes ocorreram entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14). A medida representa uma das maiores reduções realizadas de uma só vez pela varejista em sua história recente.
Nas últimas gestões, os ajustes na rede física e no quadro de pessoal ocorreram de maneira mais gradual. O novo corte acontece em meio aos resultados negativos da companhia. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão. Em 2025, a perda líquida consolidada chegou a aproximadamente R$ 3 bilhões.
A Casas Bahia também adiou para esta sexta-feira (14) a divulgação do balanço do segundo trimestre, que estava prevista para quarta (12). A teleconferência com analistas foi marcada para segunda-feira (17).
A companhia vem reduzindo sua estrutura física enquanto amplia as operações digitais. No primeiro trimestre, as vendas online de produtos próprios cresceram 26%, enquanto as lojas físicas tiveram queda de 1,8%. Procurada, a Casas Bahia não se manifestou sobre os fechamentos e as demissões até a publicação das informações.
Um incêndio, considerado de grandes proporções, atingiu uma loja da Casas Bahia, localizada na região da Marechal Deodoro, no centro de Feira de Santana, na noite desta segunda-feira (20). As chamas foram controladas pelo Corpo de Bombeiros ao longo da madrugada desta terça (21).
A corporação foi acionada por volta das 21h para realizar o combate ao fogo. Segundo oficiais, a loja não possuía laudo de liberação dos Bombeiros.
No momento do início do incêndio não havia clientes na loja. Não há registro de feridos e as causas do incêndio serão esclarecidas após perícia.
De acordo com informações preliminares colhidas pela produção do Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, com Edson Barbosa, subsecretário de Prevenção à Violência do município, começou atingindo o primeiro andar da loja.
O Grupo Casas Bahia, uma das grandes redes varejistas do país, tornou-se réu em duas ações de despejo por falta de pagamento movidas por proprietários de mais shoppings centers em Salvador, na Bahia. Os processos, que tramitam no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), revelam disputas contratuais significativas e dívidas que, somadas, ultrapassam a casa dos R$ 2,5 milhões.
SHOPPING DA BAHIA
A primeira ação, datada de 26 de agosto de 2025, o Consórcio Naciguat, representante dos proprietários do Shopping da Bahia, em Salvador, move ação de despejo contra a Via Varejo S/A, sucessora da Casas Bahia por incorporação e agora denominada Grupo Casas Bahia S.A.
A alegação é de inadimplemento do aluguel de agosto de 2025, de duas parcelas condominiais (julho e agosto do mesmo ano) e da contribuição à associação de lojistas, totalizando R$ 373.622,62. Com a inclusão de honorários contratuais de 20%, o débito chega a R$ 448.347,14, e o valor da causa atinge a expressiva quantia de R$ 2.292.519,60. Neste caso, os autores destacam que o contrato, renovado em 2021, opera sem fiador desde então, o que, segundo argumentam, atende aos requisitos legais para um pedido de despejo liminar. Para tanto, pleiteiam que a própria dívida inadimplida sirva como caução, dispensando um depósito em dinheiro.
A reportagem do Bahia Notícias tomou conhecimento de que o shopping e as Casas Bahia firmaram um acordo e resolveram a questão administrativamente, porém ainda não foi protocolado na ação de despejo, que ainda está correndo.
SHOPPING BARRA
Em um segundo processo, protocolado em 30 de outubro de 2025 pelo Condomínio Shopping Barra, alega que a Via Varejo S/A, deixou de pagar aluguéis mínimos, encargos comuns, despesas específicas e IPTU referentes aos meses de julho a outubro de 2025.
O débito atualizado, conforme a inicial, é de R$ 222.063,93, e o valor da causa foi fixado em R$ 241.143,84. A locação, feita em 2009 e foi renovada por aditivos até 2031, é garantida pela fiadora Globex Administração e Serviços Ltda. Os autores pleiteiam a retomada do imóvel localizado no Shopping Barra, condenação da ré ao pagamento de custas e honorários advocatícios de 20%.
SALVADOR SHOPPING
Vale ressaltar que estas não são as primeiras ações de despejo envolvendo a rede na capital baiana. No início de outubro, o Salvador Shopping também ingressou com uma ação similar contra a Via Varejo, fato noticiado pelo BN.
O Salvador Shopping S/A ajuizou uma ação de despejo por falta de pagamento contra a Via Varejo S/A, operadora das Lojas Casas Bahia, em um processo de contrato de locação comercial de longa data, que envolve valores superiores a R$ 2,7 milhões no valor da causa.
De acordo com os autos do processo, as partes mantêm um vínculo contratual desde 2009, com a última renovação ocorrida em dezembro de 2023, estabelecendo um prazo de 60 meses para a locação de um salão comercial no Piso G2 do shopping. O valor do aluguel mensal foi fixado no valor de R$ 216.827,95, atualizado por índices predeterminados, ou 1,5% sobre as vendas brutas mensais da loja.
A alegação central da empresa autora, Salvador Shopping, é de que a locatária deixou de pagar os aluguéis e encargos contratuais, o que resultou em um débito atualizado de R$ 1.093.723,55. O contrato, que incorpora uma Escritura Declaratória de Normas Gerais, prevê a aplicação de multas e juros em caso de atraso, incluindo correção monetária pelo IGP-DI, juros de 1% ao mês e multa moratória de 10% sobre o valor em débito.
A parte autora fundamentou os pedidos nos artigos da Lei n.º 8.245/91 (Lei de Locações), afirmando que o inadimplemento caracteriza violação que autoriza a resolução do contrato e o despejo. O pedido judicial inclui a rescisão do contrato, a desocupação do imóvel e o pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, calculados em 20% sobre o débito.
A ação está em estágio inicial, cabendo agora a empresa ré, Via Varejo S/A, o direito de se manifestar e apresentar a defesa. A fiadora do contrato, a Globex Administração e Serviços Ltda., também será formalmente notificada sobre a ação.
A administração do centro de compras informou que não irá se manifestar sobre o assunto. (Atualizada em 16/10/25, às 9h36)
O CEO do grupo das Casas Bahia, Michael Klein, foi alvo de busca e apreensão em seu apartamento, na cidade de São Paulo, na tarde desta quinta-feira (15). O empresário é acusado de falsificar documentos do inventário do seu pai e fundador das Casas Bahia, Samuel Klein, morto em 2014.
A busca e apreensão foi deferida na Justiça pelo irmão de Michael, Saul Klein. Os dois travam uma batalha judicial há anos por conta da herança deixada pelo pai.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, o objeto do mandado eram documentos relacionados a doações feitas por Samuel em 2014, pouco antes de sua morte. Essas doações teriam favorecido Michael e seus filhos ao excluir Saul Klein.
Saul também chegou a questionar até uma suposta falsificação de assinaturas do pai em documentos que beneficiaram, em tese, o irmão. Michael nega e afirma que as acusações são falsas.
O Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou, neste domingo (28), um pedido de recuperação extrajudicial. A empresa disse que dará continuidade ao Plano de Transformação divulgado ao mercado através de fato relevante em agosto de 2023.
Segundo publicação da BP Money, a Casas Bahia, assinou, neste domingo (28), um contrato com seus dois principais credores, o Bradesco e o Banco do Brasil. Os dois bancos possuem em conjunto 66% das dívidas que serão incluídas no processo de recuperação extrajudicial, estabelecendo todos os termos e condições necessárias para a operação.
Para o pedido ser aprovado, é necessário um quórum mínimo de 50% mais 1 dos credores envolvidos. Essa ferramenta é a mais simples comparada ao processo de recuperação judicial tradicional, que possibilita o varejista a reestruturar suas dívidas e reduzir seus custos financeiros significativamente.
O pedido já estaria com uma aprovação antecipada, minimizando os riscos inerentes a esse tipo de processo, conforme interlocutores da empresa. O montante total dessas dívidas é de R$ 4,1 bilhões, sendo que as CCBs representam R$ 2,2 bilhões do valor total.
A Via Varejo, dona das Casas Bahia, anunciou um plano de reestruturação que prevê o encerramento de 50 a 100 lojas até dezembro deste ano, além da demissão de 6 mil funcionários. Segundo anúncio realizado nesta quinta-feira (10), o novo plano de negócios inclui a redução de até R$ 1 bilhão em estoques neste ano e uma alteração na forma de captação para financiar o crediário.
O informe de reestruturação dos negócios ocorre após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2023 da companhia, que teve um prejuízo líquido de R$ 492 milhões. O resultado reverte o lucro de R$ 6 milhões apresentado no mesmo período de 2022.
O Ebitda ajustado foi de R$ 469 milhões, com queda de 32% frente ao reportado de abril a junho de 2022, com margem de 9%, 2,7 pontos porcentuais menor do que um ano atrás. A receita líquida, por sua vez, caiu 2%, chegando a R$ 7,5 bilhões.
Ao todo, ainda se espera a monetização de ativos de até R$ 4 bilhões em 2023. Serão mais R$ 2,5 bilhões de créditos fiscais que, se o plano correr como o esperado, se tornarão dinheiro para a empresa.
Soma-se a isso o R$ 1 bilhão pretendido com a liberação de estoques e mais R$ 500 milhões em vendas de imóveis e outros ativos.
De acordo com a CNN, em conferência com analistas nesta sexta-feira (11), o presidente da Via, Renato Horta Franklin, afirmou que espera capturar a partir de dezembro quase a totalidade dos benefícios de seu novo plano de negócios.
Segundo Franklin, a previsão não inclui a migração do financiamento do crediário para Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), que exigirá mais tempo, afirmou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Camilla Batista
"Falta vontade política".
Disse a secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista ao comentar a destinação de recursos para a prevenção e o combate à violência contra a mulher esbarra, muitas vezes, na ausência de prioridade dos gestores municipais. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, a secretária foi categórica ao apontar a "falta de vontade política" e usou a capital baiana como exemplo de lacuna na rede de proteção.