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Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

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Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

carlos cordeiro

Em comunicado, Fifa pede desculpas por plano que venderia participações da Copa do Mundo
Foto: Divulgação / Fifa

A Fifa pediu desculpas às suas federações filiadas após a repercussão negativa do plano que previa a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições da entidade a investidores privados.

 

O comunicado foi divulgado depois de uma reunião de crise realizada em Rabat, no Marrocos, com a presença do presidente Gianni Infantino, do secretário-geral Mattias Grafström e de integrantes da cúpula da entidade.

 

A proposta, chamada FIFA Forward Enterprise, previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da Fifa, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria. O plano incluía a venda de 20% da nova operação a investidores privados.

 

A ideia enfrentou forte resistência no futebol internacional. Federações, confederações e ligas criticaram a falta de consulta prévia e apontaram risco de transferência de parte do controle comercial da Copa do Mundo para o mercado financeiro.

 

No comunicado, a Fifa reconheceu que o processo deveria ter sido conduzido de outra forma. A entidade informou que uma carta foi enviada aos membros do Conselho da Fifa e às 211 associações filiadas com pedido de desculpas pelos erros cometidos.

 

A cúpula da entidade também afirmou apoio a Infantino, que enfrenta um dos momentos mais delicados desde que assumiu a presidência, em 2016. O dirigente tenta preservar força política em meio à pressão por sua saída e à movimentação contra sua candidatura à reeleição.

 

O projeto foi retirado após uma reação coordenada de diferentes setores do futebol. A Uefa foi uma das entidades mais duras nas críticas e chegou a sinalizar boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse.

 

A crise também provocou desgaste dentro da própria entidade. Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, deixou o cargo em protesto contra a proposta. Kevin Lamour, diretor de operações da Fifa, afirmou que funcionários foram “enganados” no processo.

 

A Reuters informou que o plano previa levantar cerca de US$ 4,2 bilhões com a venda de participação na nova estrutura comercial. A proposta também gerou questionamentos por envolver uma empresa com ligações familiares com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

Mesmo com o recuo, o caso abriu uma crise de governança na Fifa. Ligas europeias passaram a cobrar reformas internas e criticaram decisões unilaterais da entidade sobre temas que afetam clubes, atletas, torcedores e competições internacionais.

 

A eleição da Fifa está marcada para março de 2027, também no Marrocos. Infantino busca um novo mandato, mas o episódio enfraqueceu parte do apoio que sustentava sua permanência no comando do futebol mundial.

Após pressão das confederações, Infantino recua e encerra plano de abrir torneios da Fifa a investidores
Foto: Instagram / @gianni_infantino

Gianni Infantino recuou. Após dias de pressão política, críticas de confederações e desgaste interno, o presidente da Fifa anunciou nesta sexta-feira (31) que não dará continuidade ao projeto que previa a abertura de uma participação comercial em uma nova empresa ligada aos principais torneios da entidade.

 

A proposta, chamada FIFA Forward Enterprise, havia sido apresentada como uma forma de ampliar recursos para federações nacionais e fortalecer programas de desenvolvimento do futebol. Na prática, o plano permitiria a entrada de investidores privados em uma subsidiária responsável por reunir operações comerciais e eventos da Fifa, incluindo competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.

 

A reação foi imediata. Uefa, AFC e Concacaf se posicionaram contra o projeto, enquanto outras confederações passaram a convocar reuniões internas para discutir o tema. A Conmebol também tratou a proposta na última sexta, o que aumentou o isolamento político da iniciativa defendida por Infantino.

 

Em comunicado publicado nas redes sociais, o presidente da Fifa afirmou que o projeto nasceu com a intenção de fortalecer as associações filiadas, especialmente em países com maior necessidade de apoio. Ele ressaltou, porém, que a proposta só avançaria se tivesse respaldo da maioria das federações e fosse submetida a um processo de consulta.

 

"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário", afirmou Infantino.

 

O dirigente reconheceu que a repercussão em torno da proposta tornou o ambiente insustentável para a continuidade do plano.

 

"Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação. Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade", completou.

 

A desistência ocorreu, inclusive, no mesmo dia em que Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, deixou o cargo em protesto contra o projeto. Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-executivo do Goldman Sachs, Cordeiro classificou a proposta como um mau negócio para as federações, para o futebol e para o futuro do esporte.

 

O FIFA Forward Enterprise previa a criação de uma nova subsidiária controlada pela Fifa, mas aberta a participação minoritária de investidores externos. A entidade defendia que manteria o controle sobre decisões esportivas, calendário, competições e governança, enquanto usaria os recursos captados para ampliar o repasse às federações.

 

Pelo desenho divulgado anteriormente pela Fifa, cada associação nacional poderia receber US$ 20 milhões no ciclo 2027-2030, valor superior aos US$ 8 milhões previstos atualmente. A entidade também projetava crescimento gradual dos repasses nos ciclos seguintes.

 

A resistência, no entanto, se concentrou no risco de transformar os principais ativos comerciais do futebol mundial em produto financeiro para investidores privados. A Uefa foi a primeira confederação a elevar o tom contra a proposta e chegou a ameaçar boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse.

 

Com a recuada, Infantino agora tenta reorganizar a relação com as confederações e federações filiadas. No comunicado, o presidente afirmou que pretende reunir novamente as partes interessadas nos próximos dias e semanas para discutir alternativas de crescimento do futebol mundial.

 

"Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio", disse.

 

Confira a nota oficial da Fifa e de Gianni Infantino: 

 

"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário. E, mais importante, desde o início deixamos claro que isso só seria feito se houvesse o apoio da maioria das Associações-Membro da FIFA e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as demais partes interessadas.

 

Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação.

 

Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade.

 

Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio."

Assessor de Infantino deixa Fifa em protesto contra plano de vender fatia da Copa: "Não vou permanecer de braços cruzados"
Foto: Tia Dufour / DHS

A pressão sobre Gianni Infantino ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (31). Carlos Cordeiro, um dos principais assessores do presidente da Fifa, renunciou ao cargo em protesto contra o plano da entidade de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições organizadas pela federação internacional.

 

Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-vice-presidente do Goldman Sachs, Cordeiro estava na Fifa desde 2021. A saída foi anunciada por meio de um comunicado publicado no LinkedIn, no qual ele afirmou ter deixado a função com efeito imediato.

 

A proposta em discussão prevê a criação de uma empresa para administrar ativos comerciais de torneios da Fifa, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Clubes. A ideia seria abrir parte dessa estrutura a investidores privados, em uma operação que poderia levantar bilhões de dólares.

 

Cordeiro afirmou que não participou da elaboração do projeto e disse ser contrário à medida. Para ele, a Fifa não deveria abrir mão de uma fatia de seu principal ativo comercial.

 

"Não posso permanecer de braços cruzados enquanto a Fifa considera vender uma participação na Copa do Mundo", declarou.

 

No comunicado, o ex-dirigente classificou a proposta como um "mau negócio" para as federações, para o futebol e para o futuro do esporte. Ele também questionou a falta de respostas sobre pontos centrais da operação, como governança, supervisão, beneficiários e impactos de longo prazo.

 

A crítica ganhou peso por causa do histórico de Cordeiro no mercado financeiro. Além da carreira no futebol, ele trabalhou por mais de três décadas no setor bancário. No texto, o ex-assessor argumentou que a Fifa já tem capacidade financeira suficiente para investir no desenvolvimento do esporte sem vender parte dos direitos comerciais de seus torneios.

 

Cordeiro também citou as receitas recentes da entidade. Segundo ele, a própria Fifa informou ter gerado US$ 15 bilhões entre 2022 e 2026, o que reforçaria sua avaliação de que não há justificativa para negociar uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol mundial.

 

A renúncia ocorre em meio à reação de confederações e federações nacionais. As 55 associações filiadas à Uefa se posicionaram contra o projeto e ameaçaram boicotar competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso a proposta avance.

 

A Confederação Asiática de Futebol também manifestou oposição ao modelo em discussão e defendeu uma revisão urgente dos processos de governança e tomada de decisão da Fifa. A Concacaf, que reúne federações da América do Norte, Central e Caribe, também aparece entre as entidades que reagiram ao plano.

 

O ponto central da controvérsia é a possibilidade de investidores privados passarem a ter participação econômica em competições que, historicamente, são administradas diretamente pela Fifa. Para críticos da proposta, a medida transformaria a Copa do Mundo em um produto financeiro e poderia comprometer o controle do futebol sobre suas próprias receitas.

 

A Fifa, por outro lado, tem defendido a busca por novas oportunidades comerciais depois da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Infantino afirmou recentemente que o sucesso financeiro do torneio abriu novas possibilidades de investimento para o futebol mundial.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Marcelo Werner

Marcelo Werner
Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

"O recado que eu mando é que a gente vai continuar trabalhando contra as facções de forma firme. Eu posso garantir em relação a isso". 


Disse o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, rebateu as críticas de quem classificou como "chacina" a operação da Polícia Militar que resultou na morte de nove suspeitos no bairro de Cajazeiras 11, em Salvador, na tarde de terça-feira (15).

Podcast

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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