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Em votação simbólica, foi aprovado no plenário do Senado, na sessão desta terça-feira (16), o PL 5672/2025, que transfere simbolicamente a sede do governo federal para a cidade de Salvador, no dia 2 de julho de cada ano. Com a aprovação, o projeto seguirá para sanção presidencial.
A aprovação deve permitir que já neste ano de 2026, a cidade de Salvador seja a sede oficial do governo federal no próximo dia 2 de julho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar, pelo quarto ano seguido, das comemorações do 2 de Julho em Salvador, data que celebra a Independência da Bahia. A expectativa é que o presidente acompanhe o tradicional cortejo pelas ruas da capital baiana.
No Senado, o projeto, de autoria do deputado Leo Prates (Republicanos-PB), foi relatado pelo líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA). O deputado Leo Prates acompanhou a votação e ao final, foi parabenizado pelo projeto pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Segundo a proposta do deputado Léo Prates, a transferência da capital federal ocorrerá sem prejuízo das atividades essenciais em Brasília, limitando-se aos atos oficiais e simbólicos que se fizerem necessários durante o 2 de julho em Salvador. Pelo texto, caberá ao Poder Executivo, em coordenação com os demais poderes e as autoridades do Estado da Bahia e do município de Salvador, dispor sobre a logística, segurança e infraestrutura necessárias para a realização dos atos oficiais no dia 2 de julho.
“A transferência simbólica da capital federal para Salvador nesta data visa não apenas homenagear esses feitos, mas também resgatar a memória histórica do país, garantindo que o protagonismo baiano seja devidamente reconhecido em nível nacional”, disse Léo Prates na justificativa do projeto.
Em seu discurso, o baiano agradeceu aos apoiadores do projeto e afirmou que se trata de um "marco" pela importância do estado para o Brasil. “Agradeço aos presidentes Hugo Motta e David Alcolumbre por levarem a pauta aos plenários e ao deputado Gabriel Nunes pela relatoria. Estendo o agradecimento aos senadores baianos Otto Alencar e Jaques Wagner pela defesa contundente da causa. É um marco pela importância histórica da Bahia pela soberania nacional”, declarou Prates.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).