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A candidata a vereadora na cidade de Serrinha, no nordeste da Bahia, Alissandra Matos (PT), teve uma série de fotos e vídeos íntimos vazados na internet. Pelas redes sociais, a bacharel em Direito afirma ter sofrido “um tipo de violência pela condição de ser mulher”.
“Por ironia do destino, justamente no Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra as mulheres, eu tenho que vim, arrasada, decepcionada e triste com os últimos acontecimentos, avisar que nenhum crime ficará impune contra a honra de qualquer mulher”, escreveu a petista.
Na nota de repúdio, Alissandra afirmou confiar na Justiça e que lutará “até o final para que todos sejam responsabilizados criminalmente”. “Confio na justiça e creio que em breve teremos os culpados na prisão”, disse.
“As medidas estão sendo tomadas e não medirei esforços para culpabilizar os que acham que internet é terra sem lei. Minha intimidade, honra e imagem - e as de qualquer outra pessoa - não devem ser exposta *a mentiras, ou qualquer tipo de exposição.*”, afirmou.
Após o episódio, Alissandra Matos recebeu apoio de correligionários, a exemplo do secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Osni Cardoso, que compartilhou uma do núcleo de mulheres do PT de Serrinha. “As mulheres não serão silenciadas nem na política nem no meio social; quando tentam agredir uma mulher, estão mexendo com o direito e a liberdade de todas nós”, diz a manifestação.
O diretório do PT de Serrinha também se manifestou. “Nos solidarizamos com a companheira Alissandra Matos neste momento difícil e reafirmamos nosso compromisso com a luta contra todas as formas de violência e discriminação. Não aceitaremos que a violência seja utilizada como instrumento de intimidação ou silenciamento de nossas candidatas”, se posicionou o partido na nota compartilhada pelo presidente da legenda no município, Sandro Magalhães.
A residência de Emília Pessoa, candidata à prefeitura da cidade de Caucaia, no Ceará pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), foi alvo de pelo menos uma dezena de disparos na manhã do último sábado (17).
De acordo com a Polícia Civil, não houve nenhum ferido no tiroteio que ocorreu no sítio da candidata, localizado no bairro do Caputan, na cidade cearense. Segundo a candidata, em entrevista à rede de TV Verdes Mares, dentro da residência ocorria um evento político. Testemunhas afirmaram que homens dispararam contra o chão e em direção ao alto.
“Ouvimos os diversos disparos de arma de fogo em frente a minha casa. A polícia esteve presente no local para devidas providências e aguardo urgentemente esclarecimentos”, relatou à candidata durante a entrevista.
De acordo com nota do próprio partido da candidata, foram pelo menos dez disparos realizados contra a residência de Pessoa. Outros partidos políticos também prestaram solidariedade à Emília, como o PDT.
A Secretaria de Segurança Pública informou que uma equipe da Polícia Militar (PM) foi comunicada sobre o ato criminoso e realizou buscas no local. O Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-CE) disse que, por se tratar de ocorrência policial, aguarda investigação e por isso ainda não vai se manifestar.
A presidência nacional do PSDB, partido de Emília, repudiou o episódio e afirmou se solidarizar com a candidata. “O que era pra ser uma disputa política limpa e justa para todos e todas, está se transformando em um atentado à democracia”, afirmou o diretório cearense do partido.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.