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campeonato brasileiro feminino
A um ano da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil entre os dias 24 de junho e 25 de julho, o futebol feminino nacional apresenta crescimento no número de competições, clubes participantes e partidas disputadas, além do aumento das cotas de participação e premiações pagas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O levantamento foi realizado e divugado pela CBF na manhã desta quinta-feira (16).
Entre 2021 e 2026, a quantidade de competições femininas organizadas pela entidade passou de seis para nove, uma alta de 50%. No mesmo período, o número de clubes participantes de torneios adultos ou das categorias de base subiu de 58 para 79, crescimento de 36%.
O avanço mais expressivo ocorreu na quantidade de partidas. Em cinco anos, o calendário passou de 398 para 712 jogos, aumento de aproximadamente 79%.
Em comparação somente com 2025, quando foram realizadas 563 partidas, o crescimento foi de 26,5%. Cinco novos clubes também passaram a participar das competições de base em 2026.
O aumento dos jogos ocorreu principalmente nas três divisões do Campeonato Brasileiro Feminino. Em relação à temporada anterior, o número de partidas cresceu 25% na Série A1, 91% na A2 e 62% na A3. A Copa do Brasil Feminina também teve uma ampliação de 12,5%.
EVOLUÇÃO DO CALENDÁRIO
Em 2021, a CBF organizava seis competições: Campeonato Brasileiro A1, Campeonato Brasileiro A2, Brasileiro Sub-18, Brasileiro Sub-16, Liga de Desenvolvimento Sub-16 e Liga de Desenvolvimento Sub-14.
Na ocasião, 58 clubes participavam dos torneios, sendo 52 em competições adultas. Ao todo, foram realizadas 398 partidas.
Em 2025, o calendário passou a contar com nove competições: Brasileiros A1, A2 e A3, Supercopa Feminina, Copa do Brasil Feminina, Brasileiros Sub-20 e Sub-17 e as Ligas de Desenvolvimento Sub-16 e Sub-14.
Naquela temporada, 74 equipes participaram dos campeonatos, sendo 65 nas categorias adultas, com um total de 563 jogos.
Em 2026, foram mantidas as nove competições, mas o número de participantes aumentou para 79 clubes, sendo 66 nos torneios adultos. A quantidade de partidas chegou a 712.
TRANSMISSÕES
Com o objetivo de ampliar a visibilidade das competições, a CBF passou a transmitir, por meio da CBF TV, 100% dos jogos da Copa do Brasil Feminina e dos Campeonatos Brasileiros A1, Sub-20 e Sub-17.
A entidade também assumiu as transmissões das quartas de final, semifinais e finais das Séries A2 e A3 do Campeonato Brasileiro.
Gerente de Competições Femininas da CBF, Aline Pellegrino destacou que a ampliação do calendário permite às atletas acumular mais experiência e favorece o desenvolvimento técnico.
"Quando ampliamos o calendário, damos às atletas aquilo de que elas mais precisam para se desenvolver: tempo de jogo. Mais minutos em campo significam mais experiência, maior evolução técnica e uma preparação mais consistente", explicou.
Segundo a dirigente, o calendário mais extenso também oferece aos clubes melhores condições para planejar a temporada, desde a pré-temporada até a conciliação entre campeonatos estaduais e nacionais.
A maior previsibilidade, de acordo com a CBF, pode estimular investimentos e contribuir para o fortalecimento da estrutura das equipes.
DIVISÕES NACIONAIS
Criado em 2013, o Campeonato Brasileiro Feminino ganhou a Série A2 em 2017 e a Série A3 em 2022, ampliando o número de clubes presentes no calendário nacional.
A Copa do Brasil Feminina, disputada inicialmente entre 2007 e 2016, retornou ao calendário em 2025. A competição passou a reunir equipes das três divisões do Campeonato Brasileiro por meio de critérios técnicos.
"A decisão da CBF mostra um compromisso real com o desenvolvimento do futebol feminino em todas as regiões do Brasil. Mais do que resgatar uma competição tradicional, é um passo importante na consolidação da modalidade, já que amplia oportunidades e valoriza o trabalho que vem sendo feito nos campeonatos estaduais", afirmou Aline Pellegrino.
COTAS E PREMIAÇÕES
O planejamento divulgado pela CBF para 2026 também estabeleceu aumentos nas cotas de participação e nas premiações das competições femininas.
Na Supercopa Feminina, o prêmio destinado ao campeão chegou a R$ 1 milhão, aumento de 43%. O vice-campeão passou a receber R$ 600 mil, crescimento de 20%.
Na Série A1, cada um dos 18 clubes participantes da primeira fase passou a receber uma cota de R$ 720 mil, o dobro do valor pago anteriormente. O campeão terá direito a R$ 2 milhões, enquanto o vice receberá R$ 1 milhão.
Na Série A2, a cota destinada a cada um dos 16 clubes da primeira fase subiu para R$ 360 mil, valor 2,4 vezes maior. Na A3, os 32 participantes passaram a receber R$ 120 mil, quantia 3,3 vezes superior à anterior.
As cotas de todas as fases da Copa do Brasil Feminina foram dobradas. Nos Campeonatos Brasileiros Sub-20 e Sub-17, o reajuste foi de 10%.
FORTALECIMENTO DA BASE
Desde 2024, a CBF repassa recursos às 27 federações estaduais para a realização de torneios femininos de base nas categorias sub-15 e sub-17.
Em 2026, o programa também passou a contemplar a categoria sub-20, com o objetivo de fortalecer a transição das atletas para o futebol adulto e ampliar o calendário de formação.
A entidade também modificou os critérios de classificação para os Campeonatos Brasileiros Femininos Sub-17 e Sub-20.
A partir desta temporada, 16 vagas de cada competição são destinadas aos campeões estaduais das federações mais bem posicionadas no Ranking Nacional de Federações do Futebol Feminino.
A medida busca ampliar a participação de clubes de diferentes regiões nas competições nacionais de base.
INVESTIMENTO ATÉ 2029
No planejamento de longo prazo, a CBF estima investir mais de R$ 685 milhões nas competições de futebol feminino entre 2024 e 2029.
Para o período, a entidade projeta crescimento de 41% no número de datas do calendário nacional e de 84% na quantidade de partidas organizadas.
Aline Pellegrino ressaltou, no entanto, que a execução do planejamento também depende do envolvimento das federações estaduais e dos clubes, com investimentos e projetos voltados à modalidade.
O calendário brasileiro também foi elaborado em consonância com as competições internacionais previstas pela Fifa e pela Conmebol.
Além da Copa do Mundo Feminina de 2027, o período contará com torneios como a Copa das Campeãs, o Mundial de Clubes Feminino, a Libertadores Feminina, a Liga das Nações Feminina e as Copas do Mundo das categorias sub-17 e sub-20.
A Confederação Brasileira de Futebol divulgou, na última segunda-feira, a tabela básica do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-20 de 2026. A equipe do Vitória vai estrear na competição no dia 8 de março, no Barradão, contra o América-MG.
A primeira fase do torneio vai reunir 24 times entre os meses de março e maio. A etapa será eliminatória e contará com os clubes divididos em seis grupos, com quatro cada. A segunda fase, que será mata-mata, terá os líderes de cada grupo e os dois melhores segundos colocados entre os seis conjuntos.
A ida e a volta da final da competição vão acontecer nos dias 21 e 28 de maio, respectivamente. O atual campeão do torneio é o Botafogo, que bateu o Flamengo pelo placar de 1 a 0, no Estádio Luso-Brasileiro.
O Santos empatou com o Botafogo, por 1 a 1, e se sagrou campeão do Campeonato Brasileiro Feminino A2, no último sábado (30). A partida aconteceu na Vila Belmiro, em Santos, e os gols do duelo foram marcados por Carol, para o Alvinegro carioca, e Carol Baiana, para o Peixão.
No jogo de ida da final, o Santos havia garantido o placar de 1 a 0, e começou o duelo de volta com a vantagem.
Apesar do Fogão ter aberto o placar, na segunda etapa, as paulistas cresceram e buscaram o empate que deu o título de campeãs da edição 2025, aos 35 minutos.
Esse foi o primeiro troféu da segunda divisão nacional das Sereias da Vila. Com a conquista, a equipe se garantiu na primeira classe em 2026. Além delas, Santos, Fortaleza, Atlético Mineiro e Botafogo também estão na elite do Brasileirão.
O Campeonato Brasileiro Feminino conheceu, no último domingo (17), as quatro equipes classificadas para a semifinal da edição 2025. Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Cruzeiro avançaram após eliminarem seus adversários nas quartas de final.
O Corinthians confirmou o favoritismo contra o Bahia, vencendo os dois jogos: 2 a 1 em Aracaju e 2 a 0 no Pacaembu. O São Paulo teve mais dificuldade diante da Ferroviária, mas garantiu a vaga nos pênaltis por 4 a 2, no Morumbis, após dois empates (0 a 0 e 1 a 1).
O Palmeiras reverteu a derrota da ida contra o Flamengo. Depois de perder por 3 a 2, o time paulista venceu a volta por 3 a 0, em Barueri, e avançou. Já o Cruzeiro superou o RB Bragantino: após empate sem gols no primeiro duelo, fez 2 a 0 em Belo Horizonte e confirmou a classificação.
Com as melhores campanhas, Corinthians e Cruzeiro terão a vantagem de decidir em casa. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda definirá as datas e horários, mas a expectativa é que os jogos aconteçam nos dois próximos finais de semana.
Na última sexta-feira (23), o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ednaldo Rodrigues, anunciou investimento recorde na principal no Campeonato Brasileiro Feminino de 2024. A CBF vai destinar cerca de R$ 25 milhões para a realização do Brasileirão A1. Com 16 clubes, a edição desta temporada será aberta no dia 17 de março e terá mais de seis meses de disputa. A final está programada para o dia 22 de setembro.
"Vamos fazer um investimento histórico em torno de R$ 25 milhões. Fizemos um aumento substancial em cotas e premiações, vamos crescer o investimento em arbitragem, teremos o VAR a partir das quartas-de-final, e vamos arcar com a logística de todas as equipes entre outros investimentos", afirmou o presidente da CBF na abertura do Conselho Técnico do Brasileirão A1.
"O objetivo da CBF é fortalecer ainda mais o futebol feminino brasileiro, que é uma das bandeiras da nossa gestão. Vamos investir sempre mais na qualificação de toda a cadeia produtiva do futebol feminino. Queremos formar também novas gestoras, médicas, treinadoras, árbitras. A intenção é dar um salto de qualidade no futebol feminino nos próximos anos", acrescentou.
Ednaldo Rodrigues anunciou reajustes em todas as cotas aos 16 clubes participantes. Na primeira fase, cada time receberá R$ 300 mil. Na segunda fase, os oito classificados ganharão R$ 100 mil. Os quatro finalistas receberão mais R$ 100 mil. No total, a CBF vai distribuir R$ 6 milhões em cotas aos times.
A premiação também será recorde, quase R$ 2,3 milhões. O campeão vai embolsar R$ 1,5 milhão. O vice ficará com R$ 750 mil. O reajuste dos prêmios foi de 25% em relação ano ano anterior.
A CBF vai custear toda a arbitragem e colocará o VAR em todas as partidas a partir das quartas de final da competição. Nesta edição, a entidade vai assumir também os gastos com transporte, logística e doping, entre outras ações. "A intenção é tornar a competição ainda mais atraente para novos patrocinadores e para o público", disse Ednaldo Rodrigues.
Neste domingo (27) aconteceram as duas partidas de ida das semifinais do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol e as equipes do Corinthians e da Ferroviária saíram na frente em confrontos contra o Santos e o São Paulo, respectivamente.
Na Vila Belmiro, em Santos, o Timão contou com dois gols de Jheniffer e um de Victor Albuquerque para vencer o Peixe por 3 a 0. Já no Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, a Ferroviária venceu o São Paulo pelo placar de 3 a 1 com gols de Barrinha, Laryh (duas vezes) para a Ferroviária, enquanto Aline Milene descontou para o Tricolor do Morumbi.
Os jogos de volta do Campeonato Brasileiro Feminino acontecem no próximo domingo (3). Às 10h30, o Corinthians recebe o Santos e a Ferroviária encara o São Paulo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu estou vendo o quadro eleitoral, não sei quantos candidatos vão ter ainda. Eu, como presidente da República, não vou para debate para ouvir bobagem. Não vou".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao afirmar que não irá participar dos debates eleitorais se for "para ouvir bobagem". A declaração ocorreu durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda.