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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

camara de santa maria da vitoria

MP-BA recomenda anulação de eleição da Mesa Diretora da Câmara de Santa Maria da Vitória por antecipação
Foto: Reprodução / Matutar

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da Promotoria de Justiça de Santa Maria da Vitória, instaurou na quarta-feira (17) um Procedimento Administrativo para apurar possível irregularidade na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal daquele município para o biênio 2027-2028.

 

Na mesma portaria, o órgão ministerial expediu uma recomendação ao presidente da Casa, vereador Firmino da Silva Tomaz Neto, para que anule o pleito realizado em 19 de janeiro deste ano, sob o argumento de que a votação ocorreu de forma excessivamente antecipada, em desacordo com a jurisprudência mais recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O caso teve origem em uma notícia de fato encaminhada à Promotoria, sob sigilo, que questionava a convocação e a realização da eleição por meio do Edital de Convocação nº 01/2026, publicado no Diário Oficial do Legislativo em 12 de janeiro. A eleição, realizada uma semana depois, destinou-se a escolher os ocupantes da Mesa Diretora para o segundo biênio da atual legislatura (2025-2028), cujo mandato, no entanto, só terá início em 1º de janeiro de 2027, ou seja, quase um ano após a votação.

 

Em sua defesa, o presidente da Câmara argumentou que o procedimento seguiu estritamente o que determinam o art. 6º do Regimento Interno da Casa, com redação dada pela Resolução nº 162/2022, e o art. 53 da Lei Orgânica Municipal. Ele ressaltou ainda que a prática é recorrente em legislaturas anteriores e que o processo contou com ampla publicidade e aprovação unânime dos vereadores.

 

O promotor de Justiça Jürgen W. Fleischer Jr., responsável pela portaria, reconheceu que o rito observou as formalidades previstas na legislação local. No entanto, destacou que a conformidade formal não elide a necessidade de compatibilidade material com a Constituição Federal, especialmente à luz dos princípios democrático e republicano.

 

O representante do MP-BA mencionou o entendimento do STF que afirma que antecipação excessiva enfraquece a possibilidade de grupos minoritários disputarem o poder, dificulta a alternância nos cargos de direção e reduz a representatividade das instituições em relação às mudanças políticas e sociais que ocorrem ao longo do tempo.

 

A Corte entendeu que cada mandato deve ser legitimado por um processo eleitoral próprio e contemporâneo ao período de sua vigência, sob pena de descolamento da realidade política do momento em que o mandato será efetivamente exercido.

 

Ao aplicar esse entendimento ao caso de Santa Maria da Vitória, o promotor considerou que a diferença de quase doze meses entre a eleição (janeiro de 2026) e o início do mandato (janeiro de 2027) configura uma "antecipação significativa", apta a gerar "dúvida fundada" quanto à sua constitucionalidade. Com base nesse juízo perfunctório, a autoridade ministerial optou por uma atuação preventiva, expedindo uma recomendação administrativa em vez de ingressar imediatamente com uma ação judicial.

 

A Recomendação Ministerial, que tramita em conjunto com o Procedimento Administrativo, determina ao presidente da Câmara que promova a anulação da eleição realizada em 19 de janeiro de 2026 e que se abstenha de realizar nova votação para o biênio 2027-2028 em momento excessivamente antecipado, sugerindo que o novo pleito ocorra, preferencialmente, no segundo semestre de 2026, de modo a guardar "proximidade razoável" com o início do mandato.

 

O MP recomenda ainda que a Casa promova as adequações necessárias em seu Regimento Interno e, se for o caso, proponha a revisão da Lei Orgânica Municipal para alinhar a norma local à jurisprudência do STF.

 

O presidente da Câmara foi notificado para que, no prazo de dez dias, apresente informações sobre o acatamento ou não da recomendação. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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