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cafuzo
Na quinta-feira (20), a literatura baiana ganhará mais uma obra. O livro "Cafuzo", escrito pelo jornalista soteropolitano Pedro Soledade, será lançado na Livraria LDM do Shopping Bela Vista, às 19h. A obra apresenta uma narrativa que mergulha na história da Baía de Todos-os-Santos, explorando as primeiras décadas da fundação de Salvador.
"O livro nasceu nos tempos difíceis da pandemia, tempos também de muitos ataques aos povos originários do Brasil e à cultura de uma forma geral, especialmente afro-indígena. Relembrar as nossas origens com olhar de protagonismo para os povos originários, também para as contribuições de pessoas LGBTQIAP+ e PCDs, por exemplo, é urgente e uma forma de demarcar que esta luta é travada pelo nosso povo desde o início do processo colonial”, afirma o autor.

O livro ainda se relaciona com as comemorações do bicentenário da Independência da Bahia e retrata o surgimento da fé nos caboclos, figuras centrais das religiões afro-indígenas e da festividade cívica do estado. Pedro acrescenta que Cafuzo é ainda uma forma de reverenciar os Caboclos e Encantados.
Sobre a contribuição histórica da obra, o autor explica que o livro perpassa por muitas dificuldades. “A primeira delas é que a nossa história, como é ensinada, não dá conta da dor que está entranhada na formação da nossa gente. A segunda dificuldade é que as culturas indígenas e africanas sofrem tantos apagamentos no Brasil, por racismo e intolerância, que seus ‘mitos’, valores e crenças sequer são tratados devidamente nas escolas ou difundidos da forma merecida”, finaliza.
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Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.