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caca diegues
Um dos maiores clássicos do cinema brasileiro voltará a ser exibido nos cinemas. O longa 'Xica da Silva', de Cacá Diegues, de 1976, volta às telonas nesta quinta-feira (16) para uma exibição especial em uma versão restaurada em 4K.
O relançamento faz parte do projeto Sessão Vitrine Petrobras, iniciativa que busca levar de volta aos cinemas filmes fundamentais do audiovisual brasileiro, preservando a memória cultural e aproximando novas gerações de produções que marcaram época.
De acordo com Débora Butruce, responsável pela coordenação do processo de restauração digital da obra, a restauração em 4K teve como objetivo recuperar a qualidade original da produção sem alterar sua identidade artística.
“Surgiu essa ideia de lançar Xica da Silva novamente nos cinemas e, junto com isso, fazer a restauração digital em 4K, para que ele voltasse o mais belo possível às salas e pudesse apresentar toda a potencialidade do filme para essa nova geração de espectadores”, explicou.
Em Salvador, o longa será exibido no Cine Glauber Rocha, com sessões nesta quinta (16), no sábado (18) e na terça-feira (21), todas às 19h30. Os ingressos estão sendo vendidos no site oficial do Cine Glauber Rocha e custam a partir de R$ 11,20.
SOBRE O FILME
Inspirado na trajetória de Chica da Silva, mulher negra escravizada que conquistou a liberdade e alcançou posição de destaque na sociedade do Distrito Diamantino, em Minas Gerais, no século XVIII, o longa protagonizado por Zezé Motta, se tornou um marco do cinema brasileiro, levando mais de 3,1 milhões de espectadoresaos cinemas na década de 1970.
A produção conta a história de Xica da Silva, negra escravizada na segunda metade do século XVIII, que atrai a atenção de João Fernandes, representante da Coroa Portuguesa, que acaba se apaixonando por Xica e a transformando na Rainha do Diamante e satisfazendo todos os seus desejos extravagantes.
Alertado pelos inimigos do casal, o rei de Portugal manda um emissário a fim de impedir que cresça o poder de Xica na colônia.
Figura de destaque no cinema nacional, o cineasta Cacá Diegues morreu na madrugada desta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, aos 84 anos, devido a intercorrências de uma cirurgia.
Carlos José Fontes Diegues nasceu em Maceió, Alagoas, em 19 de maio de 1940. Aos seis anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde passou a infância e a adolescência no bairro de Botafogo, na Zona Sul da cidade.
Reconhecido como um dos principais nomes do Cinema Novo, Diegues foi um dos fundadores do movimento cinematográfico ao lado de Glauber Rocha, Leon Hirszman, Paulo César Saraceni, Joaquim Pedro de Andrade, entre outros cineastas.
Em sua trajetória como diretor de cinema, ele dirigiu mais de 20 filmes de longa-metragem. Os mais aclamados pela crítica foram "Xica da Silva” (1976), “Bye Bye Brasil” (1980), "Veja esta canção" (1994) e “Tieta do Agreste” (1995).
Na redes sociais, o cineasta foi lembrado com admiração pela Academia Brasileira de Letras e por artistas como Zezé Mota, que foi dirigida por Diegues em "Xica da Silva”.
"Em 2025 ela vai marcar presença, viva esta grande mulher que foi Xica. Minha eterna gratidão sempre ao gênio Cacá Diegues por me presentear com essa protagonista", agradeceu a atriz Zezé Mota.
Descoberto pelo neto de Nara Leão, José Pedro, um documento oficial do período da ditadura militar do Brasil traz informações curiosas de uma apuração do regime a respeito da família da artista.
Segundo a coluna de Ancelmo Gois, no O Globo, no documento datado de maio de 1975, o Estado Maior das Forças Armadas traz a ficha do sociólogo Manuel Diegues Junior (1912-1991), à época diretor do Departamento de Assuntos Culturais (DAC) do Ministério da Educação e Cultura (MEC).
De acordo com o relatório dos militares, Manuel era “comunista” e casado com Nara Leão. A informação, no entanto, é incorreta, pois, na realidade, ele era sogro da cantora, já que seu filho, o cineasta Cacá Diegues, foi casado com a artista.
O documento foi encontrado por José Pedro durante pesquisas para ajudar na produção de um documentário sobre Nara.
Confira a programação completa no site do Festival de Paulínia.

Foto: Agência Brasil
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.
