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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a confrontar os clubes de futebol brasileiros que se posicionaram contra a proibição das casas de apostas no país. Durante conversa com jornalistas na noite da última quinta-feira (8), em Brasília, Lula questionou a resistência das equipes à adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e criticou a dependência financeira dos contratos de patrocínio com as bets.
A declaração ocorre em meio aos desdobramentos da Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, que determinou o encerramento das operações de apostas esportivas e cassinos online no Brasil. Com o prazo de adequação encerrado na última segunda-feira (5), clubes de diferentes divisões precisaram retirar as marcas das empresas de seus uniformes e demais espaços publicitários.
Ao comentar as reclamações de dirigentes sobre os impactos financeiros da decisão, Lula afirmou que as agremiações precisam encontrar alternativas de sustentação econômica e citou a possibilidade de transformação em empresas.
"Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?", questionou o presidente.
Na avaliação de Lula, os recursos provenientes das plataformas de apostas fizeram com que parte dos clubes deixasse de buscar outras formas de financiamento. O presidente também defendeu que as equipes adotem práticas empresariais para manter suas atividades.
"Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo", declarou.
O presidente também rejeitou o argumento de que a retirada dos patrocínios comprometeria a continuidade das atividades esportivas. Para sustentar sua posição, relembrou conquistas históricas do futebol brasileiro anteriores à expansão das casas de apostas.
"Os times de futebol não têm nenhuma razão quando falam 'ah, o futebol vai morrer'. O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada", afirmou.
Lula ainda associou a proibição à proteção da renda familiar, argumentando que as plataformas de apostas passaram a comprometer recursos destinados às necessidades básicas da população.
"Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país", disse.
CLUBES PROTESTAM CONTRA PROIBIÇÃO
A posição do Governo Federal provocou reações no futebol brasileiro, especialmente entre equipes que mantinham contratos milionários com operadoras de apostas.
Durante a 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, mensagens contrárias à medida provisória foram exibidas nas placas publicitárias dos estádios. Com o slogan "Proibir não é proteger", a mobilização reuniu empresas do setor e clubes que defendem a manutenção das atividades regulamentadas.
O Flamengo também utilizou o uniforme para divulgar a mensagem durante o empate com o Santos, na quinta-feira (8). A manifestação ocorreu enquanto entidades ligadas às casas de apostas questionam judicialmente a proibição.
A Medida Provisória também passou a ser discutida no Supremo Tribunal Federal (STF). O Governo Federal defende a constitucionalidade da norma, enquanto representantes do setor argumentam que a suspensão das operações pode provocar perdas econômicas, demissões e redução da arrecadação tributária.
O modelo de Sociedade Anônima do Futebol, mencionado por Lula, permite que clubes organizem suas atividades futebolísticas sob uma estrutura empresarial, com regras próprias de gestão, investimentos e governança. Entre as equipes brasileiras que já adotaram o formato estão Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG e Vasco.
Em uma ação conjunta para conter os devastadores incêndios florestais que atingem diversas regiões da Bahia, o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) intensificou os esforços nesta quinta-feira (26). As equipes estão atuando em áreas estratégicas como a Chapada Diamantina, especificamente na região de Lençóis, e em Santa Cruz Cabrália.
Além do combate direto às chamas, os bombeiros estão realizando um trabalho preventivo nas bases avançadas localizadas em Lençóis, Eunápolis, Teixeira de Freitas e Porto Seguro, visando reduzir os riscos de novos incêndios e orientar a população sobre as medidas preventivas.
Segundo o corpo de bombeiros, a ação conta com cerca de 53 bombeiros militares dedicados exclusivamente às atividades das bases florestais, apoiados por 13 viaturas. Desde o início da operação, 1003 incêndios já foram combatidos, 1.913 orientações preventivas realizadas em pelo menos 105 municípios atendidos.
A fim de combater às chamas, os bombeiros contam com o apoio de aeronaves, além da colaboração de brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de diversas brigadas voluntárias locais, como a Brigada de Resgate Ambiental de Lençóis (BRAL), a Brigada Voluntária de Lençóis (BVL), a Associação de Condutores de Visitantes do Vale do Capão (ACVVC) e a Brigada Voluntária de Campos do São João. Em Porto Seguro, no distrito de Coroa Vermelha, a parceria se estende aos Brigadistas do PREV Fogo.
Após a ameaça de greve dos trabalhadores do Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, motivada pelo atraso no pagamento dos salários, o Governo do Estado da Bahia anunciou nesta terça-feira (17) que assumirá o pagamento direto dos salários de novembro e da segunda parcela do 13º salário para os cerca de 1.600 funcionários da unidade.
A decisão foi tomada após o Instituto de Gestão Aliança (IGA), organização social responsável pela gestão do hospital, não cumprir com suas obrigações financeiras. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) ressalta que não possui nenhuma obrigação contratual com a IGA e que já adotou medidas administrativas e legais diante do descumprimento contratual.
Para garantir a continuidade dos serviços de saúde, o governo estadual realizará um processo licitatório para escolher uma nova organização social que assumirá a gestão do hospital a partir de janeiro de 2025. A transição será acompanhada pela Sesab e uma portaria específica já foi publicada no Diário Oficial do Estado.
A secretária da Saúde, Roberta Santana, destacou o compromisso do governo em manter os serviços de saúde em pleno funcionamento, mesmo diante das dificuldades causadas pela gestão anterior. “Estamos trabalhando incansavelmente para garantir que a população de Ilhéus e região continue recebendo atendimento de qualidade”, afirmou.
A Sesab mantém diálogo aberto com os representantes dos trabalhadores e está tomando todas as medidas necessárias para garantir a estabilidade dos serviços prestados.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.