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bonnie de bonilha
Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, negou a existência de irregularidades no contrato firmado entre a empresa de sua nora e o Banco Master, liquidado em novembro do ano passado. Em entrevista ao jornal Bahia no Ar nesta quinta-feira (19), o senador ainda defendeu cautela no tratamento desse tema e afirmou não ter relação com os acordos comerciais de familiares.
“O assunto está todo explicado. É uma empresa de dois sócios: um rapaz e a moça, que é casada com filho de Fátima [Mendonça], e portanto, eles chamam de minha nora. Não tenho nada a explicar, porque, na verdade, não tem nada a ver com isso. Mas eles já explicaram tudo”, afirmou.
Bonnie de Bonilha, uma das sócias do empreendimento, é casada com Eduardo Sodré, enteado de Wagner e secretário de Meio Ambiente da Bahia. A empresa BK Financeira firmou contratos com a instituição comandada por Daniel Vorcaro em 2021 e foi contratada para prospectar operações de crédito consignado para o Master.
Segundo Wagner, a defesa da empresa já protocolou uma petição junto ao ministro André Mendonça, oferecendo sigilo fiscal e sigilo bancário, caso necessário para as investigações.
O parlamentar reforçou a necessidade de cuidado com as alegações e associações feitas durante a apuração do esquema de fraude, que envolve diversas figuras conhecidas.
“Ano de eleição também é ano de especulação. Essa questão do Master virou um grande escândalo nacional, só que a gente precisa separar o joio do trigo. Tem muita trambicagem feita”, ponderou o senador.
Wagner ainda afirmou que os envolvidos no esquema de fraude envolvendo a instituição financeira devem ser responsabilizados. “Eu sou do tipo que família é família, política é política e negócio é negócio. Então eu estou muito tranquilo pra dizer que apure-se tudo. Quem tiver culpa no cartório, que pague”, completou o senador.
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Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.