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O Governo da Bahia lançou nesta sexta-feira (03) o Edital Ouro Negro 2026 em Feira de Santana. A iniciativa visa garantir e fortalecer a participação de entidades culturais de matrizes africanas na tradicional Micareta da cidade. O programa contemplará até 14 propostas de blocos afros, afoxés, de samba, reggae e indígena.
O evento incluiu uma homenagem póstuma ao músico Nilton Rasta, presidente do afoxé Pomba de Malê, e uma oficina de elaboração de projetos para orientar os agentes culturais no processo de inscrição.
As inscrições para o edital são gratuitas e devem ser realizadas por meio de formulário online até o dia 15 de outubro. Os recursos para a Micareta de Feira de Santana serão distribuídos em três faixas de valores, totalizando o fomento a 14 projetos:
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Faixa H: Até 2 propostas de R$ 100 mil.
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Faixa I: Até 2 propostas de R$ 60 mil.
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Faixa J: Até 10 propostas de R$ 30 mil.
O processo seletivo ocorrerá em duas etapas: análise de mérito (considerando histórico, relevância e diversidade) e habilitação documental.
O lançamento ocorreu no Centro de Convenções e contou com a presença de diversas entidades culturais locais, como Feira Axé, Ogunje, Brasil Meu Samba, Estrela do Oriente e Quixabeira da Matinha.
Foto: Lucas Rosário / GovBa
Para o secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, a presença do Ouro Negro na Princesa do Sertão assegura uma festa que valoriza a história e a ancestralidade da população de Feira de Santana.
Lideranças culturais reforçaram a utilidade do programa para a sobrevivência dos grupos. Galdino Oliveira Souza, o Guda da Quixabeira, destacou que o Ouro Negro foi a "salvação da lavoura" para manter o bloco na rua por mais de 15 anos.
O edital segue a coordenação da Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA) em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).
A tradição e a resistência da cultura afro-brasileira ganharam protagonismo na Micareta de Feira de Santana 2025. Ao todo, 14 entidades culturais de matrizes africanas vão passar pelas avenidas da cidade até ese domingo (4), fortalecendo o espaço das manifestações populares negras no maior carnaval fora de época do país. O investimento total do Governo do Estado destinado à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), para a folia deste ano, foi de R$ 8 milhões.
O fortalecimento desses blocos é garantido pelo Programa Ouro Negro, uma iniciativa da Secult-BA, em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). O programa tem como objetivo apoiar financeiramente blocos afros, de afoxés, sambas, reggaes e blocos de inspiração indígenas que participam de festas populares e do Carnaval baiano.
Uma das atrações contempladas pelo Ouro Negro, foi o Cortejo Moviafro, um dos representantes desta celebração, que desfilou na tarde deste sábado (4) pelo circuito Maneca Ferreira, com cerca de 200 participantes. Segundo Val Conceição, coordenador do cortejo, sem o apoio do Governo do Estado, o movimento não teria condições de desfilar na Micareta. “É um reconhecimento do valor cultural, histórico e social das manifestações negras. Não encontramos apoio dos grandes empresários, das grandes entidades. Então, essa parceria se torna única e fundamental”, reforçou.
De acordo com o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, o Ouro Negro é um dos pilares da valorização da diversidade cultural no estado. “O programa está presente em mais uma edição da Micareta de Feira garantindo a conexão dessa festa, que já é um patrimônio cultural da Bahia e do Brasil, com a ancestralidade, garantindo não só recursos, mas também visibilidade e respeito às tradições de matriz africana, aos afoxés, blocos de samba e de reggae”, afirmou.
Este ano, o investimento total do Governo do Estado na infraestrutura da Micareta é de R$ 26 milhões, sendo R$ 7,5 milhões destinados à contratação de atrações artísticas, apoio aos blocos afros e instalação de um palco especial para artistas locais - o Palco Bel da Bonita. Com música, dança e ancestralidade, os blocos afros reafirmam na festa o papel central da cultura negra na construção da identidade baiana.
PROMOÇÃO DE ARTISTAS
O Palco Bel da Bonita, inclusive, é uma das novidades desta edição da Micareta. Instalado em homenagem a uma das maiores cantoras de Feira de Santana, o espaço é voltado à promoção de artistas da região, ampliando ainda mais a diversidade e o alcance da festa.
Curtindo o Carnaval de Salvador desde a abertura da folia, na última quinta-feira (8), o ator Luiz Miranda revelou que a sua expectativa é assistir ao desfile dos blocos afros.
Em entrevista ao Bahia Notícias na noite deste sábado (10), no Camarote Expresso 2222, no circuito Dodô (Barra/Ondina), o apresentador do quadro “Big Babado”, do Big Brother Brasil (BBB 24), contou o desejo de ver os “blocos afros mais presentes no Carnaval da Bahia”. Ele também citou a mistura de ritmos que fazem a festa e disse que o Carnaval é a oportunidade do público se conectar “a muita coisa boa”.
Sobre o novo quadro no BBB 24, Luiz Miranda afirmou ter recebido um feedback positivo do público. “Eu acho que as pessoas têm curtido, o que é o mais importante. E a gente está falando disso, estamos falando de Brasil que é a coisa que o programa também tem, da gente revelar como é que anda a cabeça do brasileiro”, comemorou.
O tema que irá nortear o desfile dos blocos afros no Carnaval de 2024 será “50 anos dos blocos afros: nossa energia é ancestral”. O anúncio foi feito pelo secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, na tarde desta terça-feira (09), quando, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, ele anunciou outras ações preparadas pela pasta para enaltecer o protagonismo dos blocos de matriz africana.
Em conversa com a imprensa, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), Monteiro falou que a homenagem pensada para o Carnaval visa contemplar o bloco Ilê Ayê, que este ano completa 50 anos de história, e também todos os demais blocos de afoxés. “Nós estamos fazendo, neste momento, um balanço do Carnaval do ano passado, com a ampliação do Ouro Negro, com a ampliação de projetos e, justamente, essa homenagem que ressalta o protagonismo que eles fazem, que eles têm nessa exaltação dessa energia ancestral, que é o Carnaval da Bahia”, explicou. Concebido em 2008, o edital Ouro Negro concede apoio financeiro às entidades de matrizes africanas como blocos afro, afoxés, samba, reggae e blocos de índio para a realização dos seus desfiles carnavalescos.
Bruno Monteiro destacou que a Secretaria da Cultura está comprometida em atender às reivindicações das entidades, sendo a principal delas o apoio permanente da pasta para que este não se restrinja, somente, ao período do Carnaval. “Nós assumimos o compromisso no ano passado, o Ouro Negro já traz isso: ampliar o apoio para as lavagens, para as festas populares, para micareta de Feira de Santana, para os Carnavais do interior, mas nós estamos estudando também, a partir dos recursos da Lei Aldir Blanc, um apoio continuado a essas entidades. O nosso entendimento é que elas não fazem só Carnaval, elas fazem cultura e a cultura é o ano todo”, frisou.
Lideranças de alguns blocos afros e afoxés de Salvador irão se reunir nesta quarta-feira (19), às 19h, na Caixa Cultural para um bate-papo sobre "a importância do conteúdo para preservação da memória dos blocos afros e conexão com o futuro". A entrada é gratuita.
Participam da roda de conversa Vovô do Ilê (Ilê Aiyê), Xiko Lima (Filhos de Gandhy), Claudio Araújo (Malê Debalê), Jorge Santos (Muzenza), Viviam Caroline (Didá) e Alberto Pitta (Cortejo Afro).
O encontro faz parte das ações da exposição. "À?? - Poéticas de Empoderamento", que está aberta a visitação no local até 30 de dezembro.
A mostra reúne documentos, música, dança, objetos e indumentárias que mostram a história e a luta por afirmação, conhecimento, autoestima, aceitação e valorização das origens afro-brasileiras através das ferramentas poéticas utilizadas por blocos afro e afoxés. A visitação é aberta ao público e acontece de terça a domingo, das 9h às 18h.
SERVIÇO
O QUÊ: Roda de Conversa
QUANDO: Quarta-feira, 19 de dezembro de 2018, às 19h
ONDE: CAIXA Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes, 57 - Centro)
VALOR: Gratuito
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.