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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

bilhoes

EUA e China acordam redução tarifária de US$ 30 bi e iniciam diálogo sobre superinteligência
Foto: Reprodução / Instagram @whitehouse

 

Após uma visita de três dias a Washington do presidente chinês Xi Jinping, os Estados Unidos e a China anunciaram um acordo para reduzir tarifas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias e iniciar discussões formais sobre o avanço tecnológico.

 

O entendimento bilateral estabelece condições tarifárias mais favoráveis para bens não sensíveis em ambas as direções. A redução beneficia exportações norte-americanas, como produtos agrícolas, madeira e cosméticos, e importações dos EUA provenientes da China, incluindo pequenos eletrodomésticos, brinquedos e itens de decoração.

 

Para dar espaço a negociações de maior alcance, os dois governos prorrogaram por dois meses a trégua comercial que venceria em 10 de novembro, segundo declarou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. As partes também acertaram a criação de um conselho comercial para dar continuidade aos compromissos estabelecidos em negociações anteriores em Kuala Lumpur, na Malásia.

 

Na área de tecnologia, Washington e Pequim concordaram em manter conversas periódicas sobre os riscos e benefícios do setor, com nova rodada marcada para novembro, além da criação de um canal de comunicação dedicado a incidentes tecnológicos.

 

Em um gesto diplomático, as lideranças concordaram em adotar formalmente o termo "superinteligência" em vez de "inteligência artificial", mudança que foi valorizada pelo Ministério das Relações Exteriores da China. Ambos os lados defenderam a necessidade de intensificar trocas de informações, acompanhando a evolução tecnológica.

 

O encontro também resultou em acordos de política externa e governança global, como o apoio mútuo na organização das próximas cúpulas da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e do G20; compromisso de não proliferação, reiterando que o Irã deve cumprir a obrigação de não desenvolver armas nucleares; E, por fim, o acordo de livre navegação, que estabelece que nenhum país ou entidade deve cobrar taxas de trânsito em vias navegáveis internacionais.

 

O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, avaliou a visita como um passo histórico para enriquecer a relação bilateral e manter a estabilidade global. Xi Jinping já retornou a Pequim após o encerramento das reuniões.

Governo libera R$ 13,5 bi em financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O governo publicou nesta segunda-feira uma resolução que define a aplicação de R$ 13,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e por outros episódios de instabilidade internacional. Os recursos fazem parte do Plano Brasil Soberano e serão destinados também a setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

 

A maior parte, em torno de R$ 5 bilhões, será reservada a exportadores e fornecedores atingidos pelo aumento das tarifas comerciais impostas pelo governo americano a produtos brasileiros. Outros R$ 3,5 bilhões atenderão empresas que vendem para países do Golfo Pérsico e sofreram os efeitos do conflito no Oriente Médio.

 

Os R$ 5 bilhões restantes serão destinados a áreas consideradas estratégicas pelo governo. Desse total, R$ 2 bilhões irão para a produção de fertilizantes e insumos utilizados pelo setor, outros R$ 2 bilhões financiarão atividades ligadas a minerais críticos e estratégicos, e R$ 1 bilhão atenderá setores industriais relevantes para o comércio exterior.

 

No caso dos minerais, os recursos poderão financiar desde a extração, contanto que associada ao beneficiamento, ao refino ou à transformação da matéria-prima. O objetivo é apoiar etapas industriais e tecnológicas da cadeia, e não apenas a retirada do minério.

 

Poderão solicitar os financiamentos empresas, cooperativas e associações exportadoras, além de fornecedores ligados a essas atividades. A medida contempla exportações de bens industriais, produtos agropecuários, recursos minerais, pesca, aquicultura e florestas plantadas.

Indicados a melhor filme no Oscar já faturaram US$ 2 bilhões
Além de concorrerem ao prêmio de melhor filme pelo Oscar, os nove filmes listados na categoria possuem outra coisa em comum: todos já faturaram 2 bilhões de dólares nas bilheterias mundiais, sendo que seis deles, como "Argo" e "Lincoln", arrecadaram pelo menos 100 milhões de dólares cada apenas no mercado dos EUA e Canadá.
 
Mesmo depois da cerimônia do Oscar, e com toda a publicidade relacionada, o faturamento global dos nove filmes concorrentes no ano passado ficou em 1,2 bilhão de dólares.
 
No ano passado, só um indicado ao Oscar de melhor filme, o drama histórico "Histórias Cruzadas", chegou à marca dos 100 milhões de dólares nas bilheterias da América do Norte, segundo o site Box Office Mojo. "O Artista", filme sem falas e em preto e branco que levou o prêmio, faturou apenas 45 milhões de dólares nas salas de exibição da América do Norte.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda
O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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