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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

balogun

Presidente da Fifa é denunciado ao COI sob suspeita de violar política de neutralidade na Copa
Foto: Elizabeth Ruiz Ruiz/Fifa

Com uma Copa do Mundo marcada por polêmicas, a relação entre Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos – principal país-sede da competição, chamou a atenção do Comitê Olímpico Internacional (COI) após uma denúncia da ONG de direitos humanos Fair Square à Comissão de Ética da entidade contra Infantino.

 

A ONG alega que o dirigente teria violado regras de neutralidade política previstas na Carta Olímpica. Ainda segundo a organização, o mandatário da Fifa, que é membro do COI desde 2020, teria demonstrado apoio político ao presidente dos Estados Unidos em diferentes ocasiões, contrariando o compromisso assumido de atuar de forma independente de interesses políticos e comerciais.

 

"A Fair Square apresentou hoje uma queixa contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao Comitê Olímpico Internacional. A queixa alega que Infantino violou repetidamente as regras do COI sobre neutralidade política ao oferecer seu apoio político ao presidente dos EUA, Donald Trump", afirmou o comunicado.

 

Na denúncia, a Fair Square cita episódios de proximidade entre os dois líderes. Entre eles, é citada a participação de Infantino no chamado 'Conselho da Paz', evento promovido por Trump em fevereiro. Na ocasião, o presidente da Fifa apareceu usando um boné com as inscrições 'USA' e '45-47', uma referência aos dois mandatos presidenciais de Trump.

 

Por fim, a ONG pediu que o COI investigue uma suposta interferência política de Trump em decisões disciplinares da Fifa durante a Copa do Mundo de 2026, citando o caso envolvendo o jogador Folarin Balogun – que, segundo Trump, teve a suspensão por cartão vermelho revertida após o mandatário norte-americano interceder junto a Infantino. O presidente da Fifa alega que a decisão foi tomada de forma autônoma pela Comissão de Arbitragem, negando qualquer interferência externa.

 

Infantino foi eleito para o COI em janeiro de 2020 e, ao assumir o cargo, se comprometeu a respeitar a Carta Olímpica e seguir o Código de Ética da organização. A denúncia agora será analisada pela estrutura ética do comitê.

Após polêmica com Balogun, Pochettino desabafa e rejeita desculpas para eliminação dos EUA: "Estou frustrado"
Foto: YouTube / Fifa

A eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026, após a goleada por 4 a 1 sofrida para a Bélgica nesta segunda-feira (6), foi acompanhada por uma das maiores polêmicas do torneio. No entanto, apesar de lamentar o ambiente criado em torno do caso envolvendo Folarin Balogun, o técnico Mauricio Pochettino garantiu que a controvérsia não serviu como justificativa para a queda da equipe nas oitavas de final.

 

Em entrevista após a partida disputada em Seattle, o treinador argentino demonstrou incômodo com as críticas, acusações e ataques direcionados ao atacante e à seleção norte-americana desde que a Fifa decidiu reverter a suspensão automática do jogador.

 

"Quero dizer uma coisa, mas é muito pessoal. Estou muito frustrado e decepcionado com as pessoas. Elas deveriam compreender a situação e não misturar as coisas. Não acredito que isso tenha afetado o nosso desempenho. Não é uma desculpa, e não podemos usar desculpas. Simplesmente não era o nosso dia", afirmou.

 

Pochettino também criticou a repercussão gerada nas redes sociais e a tentativa de associar a decisão da Fifa a interesses políticos.

 

"Qual é o sentido de insultar alguém, enviar uma quantidade enorme de mensagens ofensivas ou até ameaças? Estou muito decepcionado com muitas pessoas. Misturam política, falam em manipulação e questionam ética e integridade", completou.

 

A discussão ganhou força após o Comitê Disciplinar da Fifa anular a suspensão de Balogun, expulso na vitória sobre a Bósnia. O cartão vermelho foi aplicado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus após revisão do VAR por uma entrada no zagueiro Muharemovic.

 

Nos bastidores, o caso ganhou dimensão internacional depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter conversado com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sobre a situação do atacante. Na ocasião, Trump chegou a classificar Claus como um "árbitro suspeito", provocando reação da CBF, que saiu em defesa do brasileiro e destacou sua trajetória marcada por "excelência técnica e conduta ética".

 

Questionado sobre o tema, Pochettino evitou alimentar a controvérsia e reforçou que apenas seguiu o regulamento da entidade.

 

"Eu sou o treinador da seleção. Existe uma regra que permite à federação solicitar que um jogador fique disponível. Minha função era treinar a equipe. Se o jogador estava liberado porque o regulamento da Fifa permitia isso, então não havia problema", explicou.

 

O comandante norte-americano ainda demonstrou incômodo com a forma como o debate se desenvolveu nos últimos dias.

 

"Se começarmos a discutir a história deste jogo falando de ética ou tentando misturar esses assuntos, isso me decepciona pessoalmente. O debate deveria ser apenas sobre uma possibilidade prevista no regulamento, algo que já aconteceu com outros jogadores e outras seleções", declarou.

 

Com a derrota, os Estados Unidos encerram sua participação na Copa do Mundo disputada em casa. Já a Bélgica segue viva na competição e enfrentará a Espanha nas quartas de final.

Fifa esclarece decisão alivia Balogun da suspensão e permite que atacante jogue contra a Bélgica
Foto: Reprodução/X/@balogun

A Federação Internacional do Futebol (Fifa) divulgou um comunicado oficial nesta segunda-feira (6) respondendo à repercussão internacional envolvendo o atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos. O jogador foi liberado para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 mesmo após ter recebido um cartão vermelho direto na vitória dos anfitriões sobre a Bósnia e Herzegovina.

 

O caso ganhou contornos políticos e virou polêmica após o presidente norte-americano, Donald Trump, criticar publicamente a punição e pedir que a entidade máxima do futebol revisasse o lance. O árbitro brasileiro Raphael Claus, que expulsou Balogun após recomendação do VAR, também foi pauta.

 

Em nota, a entidade explicou que o Comitê Disciplinar da federação não anulou a decisão do juíz, que foi tomada na partida do último dia 1º de julho. Segundo a Fifa, muito pelo contrário, o atacante foi considerado culpado tanto pela falta grave em campo quanto pela indisciplina de invadir o gramado para comemorar com os companheiros após a expulsão.

 

No julgamento concluído no sábado (5), Balogun recebeu um jogo de suspensão e uma multa de US$ 40 mil (cerca de R$ 205 mil). Metade do valor foi pela falta e a outra metade pela comemoração indevida, com a Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer) sendo responsabilizada a pagar o montante junto com o atleta.

 

Embora a punição de um jogo tenha sido mantida, o Comitê Disciplinar decidiu congelar a execução da pena. A entidade utilizou uma brecha do Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, que permite suspender o cumprimento de sanções. Na prática, a punição do atacante entrou em "período de experiência" por um ano. Com isso:

 

* Balogun está liberado para enfrentar a Bélgica na noite desta segunda-feira (6).
* Se o jogador cometer qualquer infração disciplinar grave nos próximos 12 meses, a suspensão automática de um jogo cai imediatamente, acumulando com a nova punição.

 

A Fifa encerrou a nota garantindo que a decisão levou em conta "todas as circunstâncias específicas do incidente e as provas disponíveis", lembrando que o órgão possui total autonomia jurídica para aplicar o congelamento de penas, desde que o caso não envolva manipulação de resultados.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

"Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta". 

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (7) que a campanha de primeiro turno deste ano foi a menos organizada entre todas as que disputou desde 1989. A declaração foi dada a aliados, ao lado de Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de reeleição do petista.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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