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Artigos

Nelson Cadena
 A mãe da gula
Foto: Acervo pessoal

A mãe da gula

Andei revisitando os sete pecados capitais, os que o Papa Gregório I publicitou, dizem que inspirado nos oito pensamentos malignos que o monge Evágrio Póntico listou no século IV do cristianismo. Não com a intenção de corrigir meus erros, levar uma vida virtuosa. Já passei dessa fase. Alguns me parecem pecados, apenas no dia seguinte. Sei que o arrependimento é um ato de generosidade do tipo não vou pecar mais, juro! Pelo menos nesta semana. Na próxima, talvez, a depender da oportunidade. 

Multimídia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
O deputado estadual Adolfo Menezes opinou sobre o uso de emendas parlamentares e a contratação de grandes atrações em cidades do interior da Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (4), o deputado afirmou ser contra o pagamento de altos valores em dinheiro em cidades pequenas. Na ocasião, ele citou como exemplo shows de cantores como Gustavo Lima e Wesley Safadão, que cobram valores superiores a R$ 1 milhão.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

balanco financeiro

Vasco da Gama registra lucro em 2025, mas ainda convive com dívida bilionária; entenda novo balanço financeiro
Foto: Divulgação / Vasco da Gama

O Vasco divulgou, na última sexta-feira (1°), seu balanço financeiro mais recente, já sob os efeitos da recuperação judicial iniciada em 2024. Os números mostram avanço em alguns indicadores, como a redução da dívida total e a volta ao lucro, mas ainda evidenciam um cenário delicado nas finanças do clube.

 

O passivo cruz-maltino caiu de R$ 1,21 bilhão para R$ 1,09 bilhão. Desse total, cerca de R$ 384,5 milhões correspondem a dívidas de curto prazo, enquanto R$ 711,7 milhões estão no longo prazo. Apesar da redução, o patrimônio líquido segue negativo em R$ 647,4 milhões.

 

Os ativos do clube também tiveram leve queda, passando de R$ 476,1 milhões para R$ 448,8 milhões. Ainda assim, o principal destaque positivo do balanço foi a reversão do prejuízo registrado em 2024. Após perdas superiores a R$ 114 milhões no ano anterior, o Vasco fechou 2025 com lucro de R$ 81,2 milhões.

 

O crescimento das receitas foi determinante para o resultado. A arrecadação operacional saltou de R$ 282,3 milhões para R$ 413,8 milhões, impulsionada por direitos de transmissão, marketing e premiações esportivas. Além disso, a venda de atletas gerou R$ 123,8 milhões aos cofres do clube.

 

Por outro lado, os custos também cresceram de forma significativa. As despesas operacionais subiram para R$ 541,3 milhões, enquanto os gastos com contratações de jogadores passaram de R$ 74,8 milhões para R$ 81,2 milhões.

 

No processo de recuperação judicial, o clube incluiu dívidas que somam R$ 457,8 milhões. Desse montante, R$ 11,1 milhões são de curto prazo e R$ 446,7 milhões de longo prazo. O documento também aponta descontos negociados com credores, que totalizam mais de R$ 113 milhões.

 

A auditoria realizada pela BDO aprovou as contas com ressalvas. A empresa destacou limitações na análise de alguns documentos e indicou possível superavaliação do passivo em função de negociações com a Futebol Forte União.

 

Apesar de reconhecer avanços no cumprimento do plano de recuperação judicial, a auditoria alertou para “incerteza relevante” quanto à continuidade operacional do clube, citando o capital de giro negativo e a necessidade de novos aportes financeiros.

 

O cenário indica que, embora haja evolução nos números, o Vasco ainda depende de ajustes estruturais e geração de receitas para alcançar equilíbrio financeiro sustentável.

Atlético-MG fecha 2025 com prejuízo milionário e dívida acima de R$ 2 bilhões
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Atlético

O Atlético-MG divulgou as demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025 e apresentou prejuízo contábil de R$ 882 milhões. O balanço também aponta crescimento do endividamento do clube, que ultrapassou a marca de R$ 2 bilhões.

 

O resultado negativo foi impactado principalmente por uma “perda de valor justo” de R$ 572 milhões. Segundo as notas explicativas do documento, a administração do clube trata esse efeito como “não financeiro e pontual”. Sem esse impacto contábil, o prejuízo considerado pelo Atlético-MG no exercício foi de R$ 310 milhões.

 

De acordo com a nota explicativa 15.1, a LCA Consultores realizou, em 30 de novembro de 2025, uma avaliação do Departamento de Futebol com base na metodologia de fluxo de caixa descontado. A análise identificou que o valor recuperável dos ativos ligados ao futebol era inferior ao valor contábil, o que levou ao reconhecimento de uma perda por impairment de R$ 572,1 milhões no resultado do ano.

 

Apesar do prejuízo, o clube registrou crescimento de receitas. A receita bruta chegou a R$ 768 milhões em 2025, alta de 14% em relação ao ano anterior. Já a receita líquida foi de R$ 727 milhões, impulsionada por direitos de transmissão, vendas de atletas e receitas comerciais.

 

Entre as principais fontes de arrecadação estiveram os direitos de transmissão, com R$ 282 milhões, vendas de atletas, com R$ 203 milhões, e explorações comerciais, com R$ 139 milhões. No total, R$ 565 milhões vieram de transmissões, bilheteria, sócio-torcedor, premiações, receitas comerciais e recursos ligados à Arena MRV.

 

Do lado das despesas, os custos operacionais chegaram a R$ 461 milhões, enquanto os investimentos no futebol somaram R$ 181 milhões. A folha do futebol profissional representou 67% dos custos operacionais e teve crescimento de 7% em relação ao exercício anterior.

 

O endividamento também avançou. Pelos critérios adotados pelo Atlético-MG, a dívida está em R$ 1,78 bilhão, contra R$ 1,4 bilhão em 2024. Já pelo cálculo utilizado pelo ge, que considera dívidas de curto e longo prazo, abatendo receitas antecipadas e caixa disponível, o valor acumulado chega a R$ 2,196 bilhões.

 

O endividamento bancário subiu de R$ 555 milhões para R$ 654 milhões. As dívidas tributárias passaram de R$ 388 milhões para R$ 487 milhões. Já as obrigações relacionadas à compra de atletas mais que dobraram, saindo de R$ 100 milhões para R$ 243 milhões.

 

O clube também detalhou as principais negociações de atletas em 2025. As maiores receitas vieram das vendas de Alisson ao Shakhtar, por R$ 77 milhões, Rubens ao Dínamo Moscou, por R$ 55 milhões, Zaracho ao Racing, por R$ 12 milhões, Rodrigo Battaglia, por R$ 9,5 milhões, e Otávio ao Fluminense, por R$ 8,5 milhões.

Relatório detalha operação, receitas, custos e contrato da Arena Fonte Nova em 2025; prejuízo chega a R$ 15,8 milhões
Foto: David Campbell

A Fonte Nova Negócios e Participações S.A., concessionária responsável pela gestão da Arena Fonte Nova, teve divulgado o seu relatório de administração e demonstrações contábeis referentes ao exercício de 2025, com comparativos em relação a 2024. O documento, obtido pela reportagem do Bahia Notícias, detalha como funciona a operação do estádio, de onde vêm as receitas, quais são os principais custos e como está a situação financeira da empresa. 

 

De acordo com o relatório, destrinchado com auxílio da ferramenta Notebook LM, a Arena encerrou o exercício de 2025 com prejuízo líquido de R$ 15,8 milhões. Na prática, isso significa que, mesmo arrecadando mais do que no ano anterior, a empresa ainda gastou mais do que conseguiu faturar. Em 2024, o prejuízo havia sido menor, de R$ 11,1 milhões, o que indica uma piora no resultado final.

 

Esse cenário fica ainda mais evidente ao observar o prejuízo operacional — que considera apenas a atividade principal da Arena — e chegou a R$ 29,2 milhões. Segundo o documento, esse resultado é impactado principalmente pelos custos envolvidos na realização dos jogos e pelas despesas administrativas necessárias para manter a operação do estádio funcionando.

 

Apesar do prejuízo, a receita operacional líquida cresceu e atingiu R$ 89,3 milhões em 2025, contra R$ 83,8 milhões no ano anterior. Ou seja, a Arena conseguiu aumentar sua arrecadação, mas isso não foi suficiente para cobrir todos os gastos.

 


Foto: Manu Dias / GovBA

 

O relatório explica que a receita da Arena não depende apenas dos jogos de futebol. O faturamento vem de diversas fontes: a contraprestação pública paga pelo Governo do Estado dentro do contrato de Parceria Público-Privada (PPP), o compartilhamento de receitas, a locação de camarotes e espaços comerciais, a realização de eventos, contratos de patrocínio e a venda de ingressos.

 

Mesmo com essa diversificação, os custos continuam sendo um desafio. Só as despesas administrativas somaram R$ 65,5 milhões em 2025. Esse valor inclui gastos com funcionários, empresas terceirizadas, energia, água, seguros e outros custos necessários para manter o estádio em funcionamento. Além disso, os próprios jogos geram custos relevantes, o que pesa diretamente no resultado final.

 

Se por um lado o resultado foi negativo, por outro o relatório mostra uma melhora importante na saúde financeira da empresa. A dívida da concessionária foi drasticamente reduzida, saindo de cerca de R$ 39 milhões em 2024 para apenas R$ 1,3 milhão em 2025. Na prática, isso indica que a empresa conseguiu quitar grande parte de seus compromissos financeiros.

 

Ao mesmo tempo, o caixa da companhia aumentou. O valor disponível passou de R$ 7,4 milhões para R$ 17,6 milhões. Isso significa que a empresa terminou o ano com mais dinheiro "em mãos" para honrar compromissos de curto prazo.

 

O fluxo de caixa reforça esse movimento. A Arena gerou R$ 54,4 milhões com suas operações ao longo do ano, investiu cerca de R$ 14 milhões em melhorias e destinou aproximadamente R$ 58,2 milhões para pagamento de dívidas e dividendos. Ou seja, parte relevante dos recursos foi utilizada para reorganizar a estrutura financeira da companhia.

 

No dia a dia da operação, o relatório mostra que a Arena Fonte Nova manteve um alto nível de atividade. Ao todo, foram realizados 87 eventos em 2025, o que representa uma média de um evento a cada 4,1 dias. Esse número inclui tanto jogos de futebol quanto shows e outras atrações.

 

O futebol segue como principal motor da Arena. Foram 46 partidas realizadas, com público total de 1.505.111 torcedores. A média foi de 34.496 pessoas por jogo, colocando o estádio entre os que mais recebem público no Brasil. Somando todos os eventos, mais de 1,8 milhão de pessoas passaram pelo equipamento ao longo do ano.

 


Foto: Maurícia da Matta / Bahia Notícias

 

Além disso, a Arena também reforçou sua atuação como espaço multiuso. Foram 41 eventos não esportivos, que reuniram mais de 358 mil pessoas, incluindo shows de artistas como Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gilberto Gil.

 


Fotos: Divulgação / Casa de Apostas Arena Fonte Nova

 

Outro ponto destacado no relatório são os investimentos em modernização. A concessionária vem realizando melhorias estruturais para atualizar o equipamento e aumentar sua atratividade. Entre as ações estão a troca dos telões, implantação de iluminação cênica em LED, reforma de camarotes, uso de reconhecimento facial para acesso e a substituição gradual dos assentos, prevista para ocorrer entre 2026 e 2027.

 

A operação da Arena Fonte Nova acontece por meio de uma Parceria Público-Privada com o Governo do Estado da Bahia. Esse modelo funciona como um contrato em que a empresa privada administra o equipamento e recebe pagamentos públicos, além de explorar comercialmente o espaço.

 

O contrato foi firmado em 2010 e, após ajustes, tem validade até março de 2028. Dentro desse modelo, a concessionária recebe contraprestações mensais do Estado e, em contrapartida, precisa compartilhar 10% de suas receitas operacionais líquidas com o poder público.

 

O relatório também relembra que, em 2021, um aditivo contratual alterou pontos importantes da concessão. Entre as mudanças, houve a redução do valor anual pago pelo Estado — que caiu de R$ 180,9 milhões para R$ 102,3 milhões — e o encurtamento do prazo do contrato. Essas alterações tiveram como objetivo reequilibrar financeiramente a concessão.

 

Em relação à estrutura patrimonial, a empresa encerrou 2025 com ativos totais de R$ 485 milhões e patrimônio líquido de R$ 288,9 milhões. Entre os principais ativos estão os valores a receber do contrato de concessão, créditos e investimentos relacionados à operação da Arena.

 

Do lado das obrigações, o relatório aponta a existência de tributos, provisões para manutenção da estrutura do estádio, receitas ainda não realizadas e provisões para processos judiciais. As perdas consideradas prováveis somam R$ 2,3 milhões, enquanto há processos classificados como de risco possível que não geraram provisão contábil.

 

Por fim, o documento destaca que a empresa segue exposta a riscos comuns do setor financeiro, como variações nas taxas de juros, risco de liquidez (capacidade de pagar contas) e risco de crédito (inadimplência). Ainda assim, a companhia não utiliza instrumentos financeiros mais complexos, como derivativos.

 

A expectativa da concessionária é manter a operação da Arena até o fim do contrato, em 2028, sustentando seu modelo de negócios baseado na realização de jogos, eventos e exploração comercial do equipamento.

Após transição pra SAF, Atlético de Alagoinhas passa a divulgar boletins financeiros e detalha custos dos jogos no Baianão 2026 
Foto: Divulgação / Atlético de Alagoinhas | Montagem: Bahia Notícias

 O Atlético de Alagoinhas tem divulgado os boletins financeiros das partidas disputadas em casa no Campeonato Baiano de 2026. Até o momento, o clube atuou como mandante em duas oportunidades, na segunda e na terceira rodadas, ambas realizadas no Estádio Antônio Carneiro, o Carneirão. Os dados permitem uma comparação direta entre arrecadação, estrutura de custos e resultado financeiro dos jogos. 


 
No quesito público, os dois confrontos apresentaram números praticamente idênticos. Contra o Barcelona de Ilhéus, na segunda rodada, foram vendidos 989 ingressos. Já diante do Bahia de Feira, na terceira rodada, o total foi de 984 ingressos, uma diferença de apenas cinco bilhetes, o que indica estabilidade na presença de torcedores nas duas partidas. 


 
Apesar do público semelhante, houve variação relevante na bilheteria. No jogo contra o Barcelona, a arrecadação foi de R$ 19.780,00. Na rodada seguinte, a receita subiu para R$ 24.860,00, um aumento de R$ 5.080,00 em relação ao confronto anterior, mesmo com leve redução no número de ingressos vendidos. 


 
As despesas com impostos, policiamento e outros tributos também apresentaram crescimento. Na segunda rodada, esses custos somaram R$ 13.033,37. Na terceira rodada, o valor subiu para R$ 17.268,40, um acréscimo de R$ 4.235,03 entre um jogo e outro. 


 
Já o custo de concentração teve comportamento inverso. Contra o Barcelona, o Atlético desembolsou R$ 8.730. No jogo diante do Bahia de Feira, esse valor foi reduzido para R$ 6.750, representando uma diminuição de R$ 1.980,00. 


 
Somando todos os gastos, o total de despesas na segunda rodada foi de R$ 21.763,37. Na terceira rodada, as despesas chegaram a R$ 24.018,40, um aumento de R$ 2.255,03 em comparação com o jogo anterior. 


 
Essas variações impactaram diretamente o resultado financeiro de cada partida. No confronto contra o Barcelona de Ilhéus, o Atlético registrou prejuízo de R$ 1.983,37. Já diante do Bahia de Feira, o clube obteve superávit de R$ 841,60, revertendo o resultado negativo da rodada anterior. 


 
No acumulado dos dois jogos como mandante, o Atlético de Alagoinhas arrecadou R$ 44.640,00 em bilheteria. As despesas totais somaram R$ 45.781,77, considerando impostos, policiamento, tributos e custos de concentração. Com isso, o saldo financeiro consolidado foi negativo em R$ 1.141,77.

 


Foto: Divulgação / Atlético de Alagoinhas


Foto: Divulgação / Atlético de Alagoinhas


 
A iniciativa ocorre em um momento de transição institucional do Atlético de Alagoinhas. Em setembro de 2025, o clube anunciou a venda de 90% de suas ações ao grupo TLS Sports, passando a operar oficialmente como Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A divulgação dos boletins financeiros aparece, nesse contexto, como um movimento alinhado ao discurso de governança e profissionalização exigido pelo novo modelo de gestão. 
 
 
Dentro de campo a realidade também segue sendo desafiadora. Após as primeiras rodadas do estadual, o Atlético ocupa a lanterna do Baianão, com apenas dois pontos conquistados. O próximo compromisso da equipe será fora de casa, contra o Galícia, nesta terça-feira (27), no Estádio de Pituaçu, em Salvador. 


 
O retorno ao Carneirão está previsto apenas para a sétima rodada, no dia 3 de março, às 19h15, contra a Juazeirense, quando um novo boletim financeiro deve ser divulgado. Além do confronto contra o Cancão de Fogo, o Carcará recebe em casa Porto Sport Club e Bahia nas duas últimas rodadas da primeira fase.

Flamengo supera R$ 1,5 bilhão em receitas e quebra recorde histórico no futebol brasileiro
Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

O Flamengo divulgo o balanço financeiro do terceiro trimestre de 2025 e confirmou um feito inédito: já soma R$ 1,56 bilhão em receitas até setembro, ultrapassando o total anual de qualquer clube brasileiro na história. O resultado reflete o aumento nas receitas operacionais e ganhos com transferências.

 

O clube registrou superávit de R$ 329 milhões e Ebitda recorrente de R$ 278 milhões, com margem de 27,9%, dez pontos acima de 2024. A receita recorrente chegou a R$ 1,05 bilhão, alta de 27%, enquanto as vendas de atletas renderam R$ 510,9 milhões — avanço de 427% em relação ao ano anterior.

 

Entre as negociações mais relevantes estão as saídas de Wesley, Carlos Alcaraz e Fabrício Bruno, além da rescisão de Gerson. Mesmo com R$ 599,3 milhões investidos em reforços e renovações, a dívida líquida com atletas representa apenas 12,1% da receita.

 

O clube projeta fechar o ano com faturamento acima de R$ 1,8 bilhão e Ebitda superior a R$ 300 milhões.

Botafogo divulga balanço de 2024 com recorde de faturamento e prejuízo de R$ 299 milhões
Foto: Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo apresentou, na noite da última sexta-feira (8), o balanço financeiro referente ao exercício de 2024, quase quatro meses após o prazo legal estabelecido pela Lei Geral do Esporte. A divulgação ocorre em meio à crise jurídica que envolve a Eagle Football — detentora de 90% das ações da SAF alvinegra — e seu sócio majoritário, John Textor.

 

O documento mostra que o clube encerrou o ano com faturamento recorde de R$ 700 milhões, impulsionado pelas conquistas do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores. Houve crescimento expressivo nas receitas de patrocínios e marketing, que saltaram de R$ 16,5 milhões para R$ 56 milhões entre 2022 e 2024, e no programa de sócio-torcedor, que teve alta de 476%, passando de R$ 8,4 milhões para R$ 48,6 milhões no período. A previsão é de aumento superior a 60% em 2025, com a entrada de novos contratos, como os firmados com Brax e VBet.

 

Apesar do desempenho nas receitas, o Botafogo registrou prejuízo de R$ 299,98 milhões, muito acima dos R$ 56,03 milhões negativos de 2023. A dívida bruta caiu de R$ 377,6 milhões para R$ 48,1 milhões, enquanto o caixa fechou o ano com saldo de R$ 129 milhões, contra R$ 16 milhões no exercício anterior. Segundo o relatório, a gestão da SAF já reduziu R$ 474 milhões da dívida histórica do clube social desde 2022, com R$ 314 milhões obtidos em descontos e R$ 160 milhões pagos.

 

O balanço também aponta um investimento de R$ 534,6 milhões em contratações de atletas ao longo de 2024. Subtraídas as vendas, que somaram cerca de R$ 94 milhões, a valorização do elenco foi de R$ 440 milhões no ano. Entre as aquisições destacadas estão Luiz Henrique, Igor Jesus, Thiago Almada e Jefferson Savarino — apenas o último permanece no clube."Esse movimento, baseado em uma visão de longo prazo, teve como foco elevar o nível competitivo da equipe e criar condições para o crescimento da receita, refletindo diretamente no desempenho esportivo e financeiro do clube", descreve o documento.

 

O relatório confirma ainda operações realizadas com o Lyon, também controlado pela Eagle Football, envolvendo transferência de direitos de atletas e intercâmbio técnico. Entretanto, o texto nega dependência entre as gestões e afirma que o Botafogo tem a receber R$ 558,7 milhões do grupo, valor que representa a maior parte do ativo financeiro de R$ 808,3 milhões. Em nota, a SAF declarou compreender “a necessidade de apoio entre os clubes do mesmo grupo”, mas enfatizou que "tais investimentos não seriam necessários caso o OL (Olympique Lyonnais) consiga honrar com os reembolsos devidos".

 

Os negócios envolvendo Luiz Henrique, Igor Jesus, Jair, Thiago Almada e Savarino não se concretizaram com o clube francês devido a uma proibição de inscrição de novos atletas imposta pela Direção Nacional de Controle de Gestão (DNCG), órgão de fiscalização do futebol francês, em razão de dívidas.

 

Em mensagem que abre o relatório, John Textor adotou tom otimista: "Completamos três anos de SAF, e os números alcançados durante o último ciclo foram fantásticos. Assim como em campo, realizamos feitos inéditos fora dele. Na área financeira, registramos um faturamento de mais de R$ 700 milhões, o maior de nossa história. Aumentamos significativamente o valor de mercado do nosso elenco, agora estimado em R$ 950 milhões."

 

Conforme a Lei Geral do Esporte, clubes brasileiros devem publicar seus balanços até 30 de abril do ano seguinte. O descumprimento do prazo pode gerar punição ao presidente, incluindo inelegibilidade por cinco anos para cargos em entidades ou empresas ligadas ao futebol, além de perda de benefícios de programas como o Profut.

Balanço do Banco do Brasil mostra lucro recorde de R$ 37,9 bi em 2024; entenda
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Banco do Brasil (BB) alcançou um lucro líquido ajustado recorde de R$ 37,9 bilhões em 2024, o que representa um crescimento de 6,6% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados na noite de quarta-feira (19) pelo balanço financeiro da instituição. No quarto trimestre, o lucro somou R$ 9,6 bilhões, alta de 1,5% em comparação ao mesmo período de 2023.

 

Segundo o BB, o resultado positivo foi impulsionado pelo aumento na margem financeira bruta (+11,2%), pelo crescimento das receitas de prestação de serviços (+4,9%) e pela contenção das despesas administrativas, que subiram 4,4% no período, abaixo da inflação.

 

A carteira de crédito ampliada do banco encerrou o ano com saldo de R$ 1,3 trilhão, um avanço de 15,3% em relação a 2023. Os destaques foram as operações para pessoas físicas, empresas e o agronegócio.

 

No segmento de pessoas físicas houve um crescimento de 7,3%, totalizando R$ 336 bilhões, impulsionado pelo crédito consignado, que avançou 9,8%. Já a carteira de crédito para empresas atingiu R$ 461,1 bilhões, com alta de 18% em 12 meses.

 

No agronegócio, a carteira ampliada alcançou R$ 397,7 bilhões, superando o recorde registrado em 2023. O crescimento foi de 2,9% em relação ao trimestre anterior e de 11,9% no acumulado do ano, mantendo o BB na liderança do setor.

 

Os créditos direcionados a projetos sustentáveis também apresentaram crescimento. A carteira de negócios sustentáveis atingiu R$ 386,7 bilhões, alta de 12,7% em 12 meses, representando 30% do total do crédito concedido pelo banco.

 

O índice de inadimplência para operações acima de 90 dias ficou em 3,32% em dezembro de 2024, acima dos 2,92% registrados no fim de 2023. Segundo o BB, a alta foi impactada, principalmente, pelo segmento de agronegócio, afetado por desastres climáticos ao longo do ano. Com o aumento da inadimplência, as despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa cresceram 16,9% no período.

 

As receitas com prestação de serviços totalizaram R$ 35,5 bilhões, alta de 4,9% em relação a 2023. Os principais segmentos que impulsionaram esse resultado foram consórcios (+17,4%), rendas do mercado de capitais (+16,7%), administração de fundos (+11,6%) e seguros, previdência e capitalização (+10,4%).

 

As despesas administrativas somaram R$ 37 bilhões, com crescimento de 4,4%, abaixo da inflação acumulada e dentro das projeções do banco, que variavam entre 5% e 7%.

 

PROJEÇÕES PARA 2025

O Banco do Brasil também divulgou estimativas para 2025. A instituição prevê lucro líquido ajustado entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões, além de uma expansão de 5,5% a 9,5% na carteira de crédito.

 

As receitas com prestação de serviços devem ficar entre R$ 34,5 bilhões e R$ 36,5 bilhões, enquanto os gastos administrativos estão projetados para oscilar entre R$ 38,5 bilhões e R$ 40 bilhões.

Manchester City registra recorde de receitas pelo terceiro ano consecutivo
Foto: Divulgação/@mancity

O Manchester City divulgou nesta sexta-feira (13) mais um balanço financeiro, onde pela terceira temporada consecutiva bateu o recorde de receitas, atingindo 715 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 5,4 bilhões) na temporada 2023/24. O lucro registrado no período foi de 73,8 milhões de libras (R$ 563 milhões), apesar de representar uma queda de 8% em relação ao ano anterior, marcado pela conquista da tríplice coroa.

 

Os fluxos de receita permaneceram consistentes em todas as frentes, conforme o relatório financeiro do clube. As receitas de dias de jogos alcançaram 75,6 milhões de libras (R$ 576,8 milhões), um aumento de 3,7 milhões em relação à temporada anterior. A transmissão de partidas gerou 294,7 milhões de libras (R$ 2,2 bilhões), enquanto as receitas comerciais somaram 344,7 milhões de libras (R$ 2,6 bilhões).

 

Outro destaque foi o lucro com a venda de jogadores, que chegou a 139 milhões de libras (aproximadamente R$ 1 bilhão), superando em 17 milhões o valor obtido na temporada anterior.

 

“Nossa ambição constante de atingir e alcançar o sem precedentes é uma marca da organização que nos tornamos. Dentro e fora do campo, nossa paixão pelo próximo desafio é sustentada por um planejamento deliberado e detalhado e por uma crença compartilhada na cultura de aprendizagem colaborativa que construímos”, afirmou Khaldoon Al Mubarak, presidente do City.

 

Além dos números financeiros, o relatório destacou o impacto global do clube. O Manchester City foi o time mais assistido do mundo na temporada, atraindo uma audiência televisiva de 694 milhões de pessoas em todas as competições. Nas redes sociais, foi líder em visualizações entre os clubes da Premier League, acumulando mais de 10 bilhões de acessos em plataformas como Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), YouTube e TikTok.

 

Apesar dos resultados expressivos, o time inglês enfrenta uma nuvem de incertezas. O clube é alvo de investigações financeiras, acusado de violar 115 vezes as regras de rentabilidade e sustentabilidade da Premier League desde 2009. Apelidado de “O Julgamento do Século”, o caso deve ter seu veredito anunciado entre janeiro e fevereiro de 2025.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Entre a cama de gato que armaram para o Molusco no Senado e recados ao pé do ouvido, o Galego virou protagonista de crise e emendou missão internacional com timing cirúrgico. No meio de tudo isso, o Correria ainda prefere título do passado, enquanto o Pernambucano vem tentando captar os “sinais”. Teve ainda o sincericídio de Elmato e o Mauricinho da Terceira Idade que já trocou a disputa pelo doce sossego do céu de brigadeiro do TCM. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ciro Nogueira

Ciro Nogueira
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

"Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição". 

 

Disse o presidente nacional do partido Progressistas e senador piauiense Ciro Nogueira se pronunciou após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura suposto envolvimento do parlamentar com o Banco Master, instituição ligada a um esquema de fraudes.

Podcast

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (4). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias. 

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