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Os corpos das cinco vítimas do acidente aéreo com um avião de pequeno porte, ocorrido no interior de São Paulo, foram velados na Bahia nesta semana, quase três meses após a tragédia. As cerimônias começaram na quinta-feira (23) e terminaram no sábado (25).
Jefferson Rodrigues Ferreira foi o único que não teve o velório em Salvador, pois a família optou por realizar a despedida em Guanambi, sua cidade natal, no sudoeste da Bahia. Ele foi o primeiro a ser sepultado. Sylvia Rausch Barreto foi cremada no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, no dia seguinte.
Na sexta-feira (24), Erisson Silva da Conceição Cerqueira também foi cremado, no Cemitério Bosque da Paz. Já no sábado (25), Dulcival da Conceição Santos teve seu corpo cremado no mesmo local, enquanto Joseilton Borges foi sepultado. As informações foram divulgadas pelo g1.
O ACIDENTE
A queda do avião aconteceu na noite de 23 de outubro, durante uma tempestade, em Santa Branca, cidade na região do Vale do Paraíba. Todas as vítimas moravam em Salvador. Os mortos trabalhavam na empresa Abaeté Aviações, que presta serviços de fretamento e aeromédico, com sede na capital baiana.
Segundo o sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião estava em situação regular de aeronavegabilidade e operação permitida para táxi aéreo. A caixa preta da aeronave foi encontrada e está em análise nas investigações. No entanto, nada foi definido ainda.
Quatro das cinco vítimas do acidente com o avião da Abaeté foram identificadas. Além do comandante Jefferson Rodrigues Ferreira, de 36 anos, morreram o copiloto Dulcival da Conceição Santos; a médica Sylvia Rausch Barreto, de 31 anos, e o mecânico Joseilton Borges, de 53 anos. Até o momento, apenas o enfermeiro não teve o nome informado.
O comandante era natural de Guanambi, morava em Salvador, e atuava como piloto há 13 anos. Jefferson Ferreira tinha mais de cinco mil horas de voo, era casado e não tinha filhos. O copiloto Dulcival da Conceição era morador de Salvador, assim como o mecânico Joseilton Borges, que residia no bairro de Itapuã, era casado e tinha duas filhas.
A médica Sylvia Rausch Barreto, era natural da cidade mineira de Pedra Azul, mas também residia na capital baiana. O avião da Abaeté caiu na noite desta quarta-feira (23) entre as cidades de Paraibuna e Santa Branca, na região paulista do Vale do Paraíba.
A aeronave tinha saído às 16h51 de Florianópolis (SC) com parada em Belo Horizonte (MG) para abastecer e depois deveria seguir para Salvador. O voo fazia serviço aeromédico, transporte de pacientes, e levava insumos hospitalares. A Abaeté tem 45 anos de atuação e realiza voos comerciais para destino turístico, além de táxi aéreo e voos aeromédicos.
As pessoas que morreram no acidente com um avião de pequeno porte da Abaeté eram funcionários da empresa baiana de aviação. Além do piloto, identificado pelo prenome de Jeferson, foram a óbito o comandante, uma médica, um enfermeiro e um mecânico. A identidade deles não foi informada pela empresa. A aeronave fazia transporte aeromédico e levava insumos hospitalares.
Segundo nota da Abaeté, o voo de traslado decolou às 16h51 de Florianópolis (SC) em direção a Belo Horizonte (MG). As causas do acidente ainda não desconhecidas. O avião da Abaeté [modelo Xingu E121, prefixo PTMBU] bateu em um morro e caiu em uma área de mata em Santa Branca, na região do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, por volta das 18h39 desta quarta-feira (23), durante uma tempestade.
A empresa disse que segue no acolhimento às famílias, “oferecendo todo o suporte necessário nesse momento de dor”, e colabora com a investigação do acidente. As causas da queda ainda são desconhecidas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luciano Sandes
"De início, informa que recebeu com surpresa a operação realizada na data de ontem, que o incluiu como um dos alvos. Apesar disso, mantém serenidade e a confiança de que, ao final das apurações, todos os fatos serão esclarecidos e que sua inocência restará demonstrada".
Disse o ex-secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, se pronunciou pela primeira vez após ser alvo da operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA).