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Uma indenização judicial no valor de R$ 20 mil concedida ao motorista de aplicativo Gilberto Nogueira de Oliveira, de 42 anos, terá um destino incomum. Ele planeja empregar parte do montante, obtido após imagens da sua lesão vazarem na internet, para financiar um novo casamento com Daiane dos Santos Farias, a própria mulher que amputou seu pênis há três anos.
A compensação financeira repara os danos morais sofridos em razão da divulgação não autorizada de fotografias registradas durante o atendimento médico de emergência do condutor. Segundo informações do Portal Leo Dias, a decisão da Justiça de São Paulo determinou que a Santa Casa de Misericórdia de Atibaia Quite o valor com correção monetária e juros.
RELEMBRE O CASO
O crime aconteceu em dezembro de 2023 no município de Atibaia, no interior paulista. Na ocasião, motivada pela descoberta de uma suposta traição no dia do seu aniversário, Daiane prendeu as mãos do companheiro durante um ato sexual e usou uma navalha para cortar o órgão genital dele.
Após a ação, ela se entregou voluntariamente à polícia e admitiu o crime. A agressora foi julgada e recebeu pena de quatro anos e oito meses de reclusão, cumprindo o regime fechado na Penitenciária Feminina de Mogi das Cruzes.
Em novembro de 2025, obteve progressão para a liberdade condicional. Ao deixar a prisão, Daiane foi procurada por Gilberto, que afirmou sentir falta da ex-esposa, resultando na retomada da união. Além de custear o segundo enlace matrimonial do casal, Gilberto pretende utilizar o recurso obtido no processo contra o hospital para auxiliar na compra de uma prótese peniana.
Paralelamente, o motorista tenta conseguir o implante por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O pedido formal já foi registrado na rede pública e ele realiza os exames clínicos necessários para dar andamento ao procedimento cirúrgico reparador.
Chamado como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no processo em que ele é acusado de ter recebido vantagens indevidas no sítio de Atibaia, o jornalista e escritor Fernando Morais teve seu depoimento interrompido pelo juiz Sérgio Moro, sob alegação de que estaria fazendo “propaganda”. Morais contou que desde 2011 acompanhava todas as viagens de Lula, para escrever um livro sobre o petista, e que de fato o ex-presidente realizou as palestras que são investigadas pelo Ministério Público Federal (MPF) sob suspeita de terem sido usadas como forma de transferência de propina. "Depois que ele deixou a Presidência da República, eu fui contratado por duas editoras, uma brasileira e uma norte-americana, Companhia da Letras no Brasil, e a Penguin, nos EUA, para escrever um livro, que não é uma biografia. O projeto original, o contrato original que eu fiz com a Penguin e com a Companhia, era de escrever a partir da prisão dele em 1980 até o fim do mandato dele em 2010. O livro terminaria aí. No entanto, como eu grudei no calcanhar dele, se o senhor me permite a expressão vulgar, nos últimos sete anos, eu achei que seria um desperdício profissional eu ter tido o privilégio de conviver com ele durante toda essa crise que estamos vivendo até hoje, desde o golpe contra a presidente Dilma Rousseff até agora, então propus as meus editores que eu fizesse o livro em dois tomos”, relatou FernandoMorais, que em seguida foi questionado pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin, sobre a realização das palestras.
Confira o vídeo do depoimento:
“Eu imaginei que essa pergunta pudesse ser feita pelo senhor ou pelo juiz Sergio Moro. Hoje de manhã eu descobri que fui a 18 países com o presidente Lula. Eu assinalei aqui, por causa da pressa, vim correndo para cá: África do Sul, Alemanha, Angola, Cuba, Espanha, Etiópia, França, Índia, Inglaterra, México, Moçambique e Portugal. Eu ficava sempre no mesmo hotel, ou se era uma casa reservada para ele pelos anfitriões eu ficava sempre junto com ele”, relatou o jornalista. “Uma particularidade, não sei se interessa para o julgamento do Dr Moro, é que em nenhum momento ele disse para mim: ‘Olha, na hora que eu tiver que tratar de um assunto particular, eu te aviso e você sai’. Isso é muito comum, não seria uma indelicadeza da parte dele. Eu já fiz outros perfis, inclusive de um presidente em exercício, o presidente Collor, e o combinado foi isso: na hora que ele quisesse tratar de assuntos reservados, alguém me tiraria do gabinete, da casa, ou de onde ele estivesse”, disse ele a Moro, destacando que assistiu a todas as palestras e que elas foram gravadas e fotografadas. “Então eu posso dizer que nessas viagens eu o acompanhei 24h por dia. Só não dormia com ele. Nos momentos que ele estava acordado, fosse em avião, fosse em jantar, fosse com chefes de Estado – e em muitos casos ele foi recebido por chefes de Eestado dos países que estava visitando – ou fosse com personalidades. Eu me lembro, por exemplo, que nós estávamos na Inglaterra [e] ele foi fazer um...” disse Fernando Morais, que foi interrompido quando relatou um encontro com Bono Vox, em Londres, e que o cantor elogiou Lula ao dizer que depois de Mandela, apenas o ex-presidente do Brasil poderia unir ricos e pobres, brancos e negros e gordos e magros. Moro então afirmou que a questão não tem relevância para o julgamento. “Acho que o processo não deve ser usado para esse tipo de propaganda”, acrescentou o juiz, dizendo que questões "meritórias" devem ser divulgadas fora do processo. “Propaganda?”, o escritor tentou retrucar e pediu a palavra, mas Moro não o deixou falar. A defesa argumentou então que o depoimento era uma forma de reunir provas de que as palestras realmente foram feitas e que os encontros eram transparentes. Outra vez com a palavra, após pergunta de Zanin, Fernando Morais disse que repudiava a comparação com propaganda e que suas viagens eram pagas pela editora. O jornalista disse ainda não ter razão para fazer publicidade de quem quer que seja, e que não iria “jogar fora” a carreira de 50 anos para fazer propaganda de um ex-presidente.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.