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ataque a caprinos e ovinos
Como forma de prevenir ataques de cães contra rebanhos de ovinos e caprinos, um plano de ação foi discutido na tarde desta terça-feira (22) na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB). O encontro é a primeira reunião técnica do grupo de trabalho no âmbito da UPB sobre o tema.
Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, o deputado estadual Luciano Araújo (União) apontou o problema com uma perda estimada de 100 mil animais em 50 municípios baianos nos últimos anos.

Foto: Divulgação / UPB
O presidente da UPB e prefeito de Andaraí, na Chapada Diamantina, Wilson Cardoso, fez uma avaliação positiva do encontro. “A reunião foi produtiva. Nós vamos construir esse plano. Acredito que nos próximos quatro ou cinco dias, vamos priorizar os municípios que estão sofrendo, que são os mais atingidos. O governo do Estado chega junto e a UPB também para que possamos resolver definitivamente essa situação”, resumiu Cardoso.
O apoio técnico na elaboração das ações foi oferecido pelo presidente do Conselho de Medicina Veterinária da Bahia, Lúcio Leopoldo. Segundo ele, há pouca oferta de clínicas veterinárias nas regiões onde ocorrem os ataques, o que demandaria a realização de mutirões com castramóvel.
O Diretor Geral da Adab [Agência de Defesa Agropecuária da Bahia], Paulo Luz, afirmou a necessidade de ampliar o mapeamento dos municípios onde os ataques têm ocorrido. Conforme o gestor, a Adab conta com agências em 343 escritórios nos municípios baianos e os criadores que tiverem rebanhos atacados podem fazer o registro desses óbitos.
Ainda segundo a UPB, a ideia é que o plano de ação esteja finalizado o mais rápido possível para ser executado de imediato.
Entre as estratégias estão: o controle populacional dos cães, com mutirão de castração e microchipagem; levantamento do custo para construção de abrigos; estabelecimento do formato de convênio com o governo do Estado para custear ações locais; execução de campanha de comunicação para orientar a população e a responsabilização dos proprietários pelo dano causado por cães deixados em situação de abandono.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gabriel Galípolo
"Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas".
Disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo ao criticar a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.