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A Assembleia da República de Portugal derrubou, pela segunda vez em dois anos, o primeiro-ministro (premiê) sob acusação de deslizes éticos. Nesta terça-feira (11), Luís Montenegro foi deposto do cargo, após o Parlamento rejeitar uma moção de confiança do primeiro-ministro. O premiê era acusado de conflito de interesses envolvendo uma empresa familiar.
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convocará agora novas eleições, previstas para meados de maio. A família de Montenegro é proprietária da empresa Spinumviva, que presta serviços de consultoria, produz vinhos na região do Douro e faz negócios imobiliários. Uma das clientes da Spinumviva até pouco tempo atrás, a Solverde, é uma empresa proprietária de cassinos. O conflito de interesses se materializou porque o jogo, em Portugal, é concessão estatal —embora não haja nenhum indício de favorecimento da Solverde por parte de Montenegro.
O agora ex-ministro, ligado ao Partido Social Democrata (PSD), de centro-direita, apresentou a moção, prevendo uma negativa, para evitar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Montenegro não queria ver a mulher e os filhos depondo numa CPI.
Segundo a Folha de S. Paulo, Montenegro deverá ser o candidato do PSD ao novo pleito de maio. No debate que precedeu a votação, o PSD disse que aceitava uma CPI nos moldes definidos pelo Partido Socialista, a principal legenda da oposição, desde que a comissão tivesse um prazo definido de 15 dias, para não paralisar o país.
O líder do PS, Pedro Nunes Santos, rejeitou a proposta, dizendo que "o escrutinado não pode determinar o prazo do escrutínio". A imprensa portuguesa já sugere que este seja o discurso dos dois principais candidatos na campanha eleitoral em maio: Pedro Nuno acusando Montenegro de corrupto, Montenegro acusando Pedro Nuno de querer tumultuar o país.
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Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.