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assedio de ginecologista
Aumentou para para treze o número de denúncias de crimes sexuais contra o ginecologista Elziro Gonçalves de Oliveira. A informação foi confirmada ao Bahia Notícias, pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (2).
Em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Brotas, onde o caso está sendo investigando, relatou que, ao decorrer desta semana, está ouvindo os depoimentos de vítimas e testemunhas ligadas às clínicas onde o médico atendia.
“A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Brotas está dando andamento à investigação das denúncias de crimes contra a dignidade sexual, que teriam sido praticados por um médico ginecologista. Ao longo da semana estão sendo realizadas oitivas de vítimas e testemunhas ligadas às clínicas nas quais o profissional prestava serviço. Até o momento, há treze ocorrências registradas contra o suspeito", detalha a polícia, por meio de nota.
Os casos seguem sendo investigados e acompanhados pela Polícia Civil, Ministério Público e Conselho Regional de Medicina (Cremeb).
Novas denúncias de assédio sexual contra o ginecologista Elziro Gonçalves de Oliveira de 71 anos foram feitas em Salvador. Agora aumentou para nove a quantidade de denúncias de crimes sexuais contra o médico.
As duas últimas denúncias foram feitas por mãe e filha, que tinham sido atendidas em clínica, no bairro do Itaigara, onde o médico trabalhava, entre os anos de 2019 e 2022.
A mãe explicou que foi ao local para realizar consulta de emergência após ter uma hemorragia, segundo informações do G1.
“Ele queria fazer o exame físico, eu falei: ‘Doutor, o senhor não está entendendo, eu estou com uma hemorragia intensa e o senhor não vai ver nada, não tem condições de fazer o exame”, disse a dentista, de 55 anos.
Já a filha da dentista fez consulta com o mesmo médico no início de 2022. A jovem apontou que sofreu abusos mais de uma vez e que ginecologista fazia perguntas similiares a que fez para as outras mulheres, sobre sexo anal, masturbação, mesmo não tendo relação com o exame que ele realizava no momento.
“Em uma das consultas, percebi dois toques que me deixaram desconfortável, mas fiquei naquela negação de não, não, realmente não foi isso… não foi nada demais”, observou.
A mulher denunciou o caso na ouvidoria da clínica, mas não obteve retorno.
“Eles me ligaram, falaram que: ‘Ah… que eles tinham investigado… que ele já era um médico antigo da casa, que esse não era o comportamento padrão dele. [..] E aí só fizeram me oferecer uma consulta gratuita com qualquer outro médico como uma forma de… reparação pelo que tinha acontecido”, pontuou.
Na última sexta-feira (21), novas denúncias contra o profissional já tinha sido realizadas por outras pacientes.
Uma mulher de 43 anos denunciou um ginecologista por praticar assédio durante uma consulta, há cerca de um mês, no centro médico do plano Caixa Assistência dos Empregados do Baneb, em Salvador.
A administradora, que preferiu não se identificar, participou da consulta após sentir dores causadas por uma infecção urinária. A denúncia é investigada pela Polícia Civil. Elziro Gonçalves de Oliveira, acusado de praticar assédio contra a mulher, afirmou que não cometeu o crime. Ele está afastado dos atendimentos do plano enquanto acontece a apuração do caso,segundo informações do G1.
O que se sabe é que a paciente queria marcar consulta com um urologista, mas não conseguiu, e precisou marcar uma consulta por um ginecologista.
A administradora já tinha uma consulta com um profissional da área marcada para o dia seguinte, porém como sentia dores fortes há quase uma semana, antecipou o atendimento com o ginecologista. A consulta foi a primeira da mulher com o profissional.
Ela diz ainda que já tinha um laudo que a diagnosticou com infecção, porém precisava que um profissional passasse um medicamento. Durante a consulta, o ginecologista sugeriu um preventivo.
A mulher disse que aceitou realizar o preventivo pois havia tempo que tinha feito o último.
"Começou a tocar, apalpar meus mamilos, apertava os mamilos, perguntava se eu estava tendo sensibilidade e eu já havia dito que não tinha sensibilidade, mas ele insistia muito".
A paciente apontou ainda que o médico não usou luvas, máscaras e retirou o lençol que cobria as pernas durante o preventivo. O médico também teria feito movimentos no clitóris da paciente.
"Você se masturba? Ele me perguntou dessa forma e eu me calei. Aí insistiu, perguntou que tipo de aparelho eu usava para me masturbar e ainda chegou a falar assim: ''É... Você está muito tensa, muito nervosa, precisa relaxar”, disse a vítima.
A mulher chegou até a denunciar ao plano Casseb. Porém, não obteve resposta e voltou ao centro médico.
O ginecologista negou o assédio e afirmou que foi ouvido pela coordenadora da unidade. Afastado o homem viajou para outro estado.
"Eu fiz a minha defesa. É... Não houve nada do que a paciente está alegando. Não estou entendendo o porquê. Nunca tive uma queixa, nunca tive um problema", afirmou.
A direção do plano disse que desmarcou todas as consultas para o médico por 30 dias e que apura o caso.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Cláudio Villas Boas
"Iniciou esse contrato com a celebração do aditivo em 4 de junho de 25 agora, e a previsão contratual é que precisamos iniciar a construção da ponte em um ano após a assinatura desse contrato. Portanto, em junho de 26 iniciaríamos a construção. Logicamente, para isso, algumas etapas precisam ser desenvolvidas antes".
Disse o CEO do consórcio responsável pela ponte Salvador-Itaparica, Cláudio Villas Boas ao indicar que a data para o início da construção está marcada para junho de 2026.