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A ampliação da Copa do Mundo de 2026, que será realizada em Estados Unidos, México e Canadá, marca uma inflexão importante para seleções da Ásia e da Oceania. Com o aumento de 32 para 48 participantes, as confederações Confederação Asiática de Futebol e Confederação de Futebol da Oceania passam a ter maior representatividade, alterando o peso competitivo de regiões historicamente periféricas no cenário mundial.
A AFC, que tradicionalmente contava com quatro ou cinco vagas, passa a ter oito classificações diretas, além de uma possibilidade adicional via repescagem intercontinental. Já a OFC, que nunca teve vaga direta garantida, assegura pela primeira vez um representante automático, além de também disputar a repescagem. A mudança reduz a dependência de confrontos eliminatórios contra seleções de outros continentes — historicamente um obstáculo para equipes da Oceania — e amplia o leque competitivo asiático.
No contexto das Eliminatórias, a Ásia confirmou um grupo diversificado de seleções para 2026. Entre elas, nomes tradicionais como Japão, Coreia do Sul, Irã e Arábia Saudita mantêm protagonismo, enquanto outras equipes consolidam crescimento recente, como Austrália — integrante da AFC desde 2006 — e Catar, que busca continuidade após sediar o Mundial de 2022.
O Japão chega como uma das seleções mais organizadas do continente, com forte presença de jogadores em ligas europeias e campanhas consistentes nas últimas Copas — disputou todas desde 1998, tendo alcançado as oitavas de final em quatro ocasiões, incluindo 2022. A Coreia do Sul, semifinalista em 2002, segue como potência regional e presença frequente — estará em sua 11ª participação consecutiva. O Irã, dominante nas Eliminatórias asiáticas, tenta superar a barreira histórica da fase de grupos, enquanto a Arábia Saudita busca repetir feitos como a vitória sobre a Argentina em 2022.
A Austrália, por sua vez, mantém regularidade desde que migrou para a AFC, tendo disputado as últimas cinco Copas (a mais recente em 2022, quando chegou às oitavas). Já o Catar vive um momento de reconstrução, após campanha abaixo das expectativas como anfitrião em 2022, sua estreia em Mundiais.
Outras seleções asiáticas aparecem como possíveis estreantes ou retornos relevantes, reflexo direto do aumento de vagas. Países como Uzbequistão e Jordânia, historicamente competitivos em nível continental, entram no ciclo com chances reais de classificação inédita, algo raro no formato anterior.
Na Oceania, a Nova Zelândia desponta como principal beneficiada. Tradicional dominante regional, a equipe disputou apenas duas Copas (1982 e 2010) e, até então, dependia de repescagens contra seleções mais fortes. Com a vaga direta assegurada à OFC, os neozelandeses chegam como favoritos naturais à classificação e podem retornar ao Mundial após 16 anos.

Jogadores da Nova Zelândia comemorando gol | Foto: Reprodução/Instagram (@nzallwhites)
O histórico de Ásia e Oceania em Copas do Mundo ainda é limitado quando comparado a Europa e América do Sul, mas registra avanços pontuais. A melhor campanha asiática segue sendo o quarto lugar da Coreia do Sul em 2002. Além disso, Japão e Coreia do Sul acumularam presenças frequentes em oitavas de final, enquanto seleções como Arábia Saudita (1994) e Austrália (2006 e 2022) também alcançaram essa fase.
Já a Oceania tem participação muito mais restrita: além da Nova Zelândia, apenas a Austrália — antes de migrar para a AFC — representou a região, com destaque para 2006, quando chegou às oitavas. Em termos históricos, nenhuma seleção da OFC venceu uma partida em fase eliminatória de Copa.
No cenário de 2026, algumas marcas podem ser quebradas. A Ásia pode atingir seu maior número de seleções em oitavas de final em uma mesma edição, impulsionada pelo aumento de vagas e pelo novo formato que permite a classificação de terceiros colocados. Há também a possibilidade de estreias inéditas e de ampliação do número de participações consecutivas de seleções como Japão e Coreia do Sul. Pela Oceania, a expectativa é de encerrar o longo jejum sem vitórias em Copas, caso a Nova Zelândia avance de fase.
O novo formato do torneio — com 12 grupos de quatro seleções — altera a dinâmica competitiva. Para equipes asiáticas e da Oceania, a possibilidade de avançar como uma das melhores terceiras colocadas reduz a pressão por campanhas quase perfeitas na fase inicial, algo que historicamente limitava essas seleções.
Na repescagem intercontinental, o ciclo para 2026 também evidenciou evolução. Seleções asiáticas tiveram desempenho competitivo contra adversários de outras confederações, refletindo maior equilíbrio técnico global. A presença ampliada nesses playoffs reforça o crescimento estrutural da AFC. Já a OFC, embora ainda enfrente limitações, ganha relevância ao participar de forma mais consistente do processo classificatório.
Para além do futebol, Ásia e Oceania carregam enorme diversidade cultural, que também se reflete no estilo de jogo. A Ásia reúne tradições milenares, com sociedades que valorizam disciplina, coletividade e organização — características frequentemente observadas em campo. Já a Oceania, composta por nações insulares e forte influência indígena e colonial, apresenta uma identidade esportiva marcada por intensidade física e resiliência.
A leitura do atual ciclo de preparação para a Copa de 2026 reforça que Japão e Coreia do Sul não apenas mantêm protagonismo asiático, mas chegam com gerações tecnicamente mais qualificadas e internacionalizadas — sobretudo pela presença massiva de jogadores em ligas europeias.
No caso japonês, o momento é considerado um dos mais promissores de sua história recente. A base da equipe que vem sendo utilizada ao longo das Eliminatórias e amistosos internacionais é formada por atletas que atuam em alto nível no futebol europeu, o que tem elevado o patamar competitivo da seleção. Nomes como Takefusa Kubo, destaque na Espanha, Kaoru Mitoma (ainda que eventualmente ausente por lesões), Daichi Kamada e Takumi Minamino formam a espinha dorsal ofensiva, combinando velocidade, mobilidade e capacidade de jogo entrelinhas.
No meio-campo, a seleção japonesa se estrutura a partir de Wataru Endo, que atua como elemento de equilíbrio e liderança tática — peça recorrente nas escalações do ciclo — ao lado de jogadores como Ao Tanaka. Já no setor defensivo, nomes como Ko Itakura e Takehiro Tomiyasu (quando disponível) sustentam uma linha defensiva mais sólida e adaptada ao ritmo europeu.
O ataque também apresenta variedade de opções, com Ayase Ueda, Daizen Maeda e Ritsu Doan frequentemente utilizados no ciclo recente. Esse conjunto de jogadores evidencia um Japão mais versátil taticamente, capaz de alternar entre posse de bola e transições rápidas — característica que se refletiu em resultados relevantes em amistosos contra seleções campeãs mundiais ao longo do ciclo, reforçando sua competitividade internacional.
De acordo com convocações recentes, a base da equipe tem sido relativamente estável, com presença recorrente de atletas que atuam em ligas como Premier League (Inglaterra), Bundesliga (Alemanha), La Liga (Espanha) e Ligue 1 (França), algo que diferencia essa geração de ciclos anteriores e amplia a experiência internacional do elenco.

Time titular da seleção japonesa antes de amistoso | Foto: Reprodução/Instagram (@japanfootballassociation)
Já a Coreia do Sul mantém uma estrutura mais consolidada em torno de lideranças técnicas e de um núcleo ofensivo bem definido. O principal nome segue sendo Son Heung-min, capitão e referência histórica da seleção, além de ser o jogador com mais partidas pela equipe nacional e um dos maiores artilheiros de sua história. Mesmo em um momento de questionamentos sobre desempenho, o próprio comando técnico reforça sua centralidade no grupo, tratando-o como “o coração da equipe” no atual ciclo.
Ao redor de Son, a Coreia do Sul construiu uma base ofensiva que aparece com frequência nas convocações, com nomes como Hwang Hee-chan, Lee Kang-in e Cho Gue-sung, além de opções mais jovens que vêm sendo integradas progressivamente ao elenco. Jogadores como Oh Hyeon-gyu e Yang Min-hyeok representam essa renovação ofensiva, aparecendo com regularidade em listas recentes.
No meio-campo, a equipe sul-coreana mantém um perfil dinâmico, com atletas que combinam intensidade física e capacidade de transição, enquanto a defesa ainda busca maior estabilidade — ponto que tem sido trabalhado ao longo dos amistosos preparatórios.
Assim, tanto Japão quanto Coreia do Sul chegam ao ciclo final pré-Copa com estruturas consolidadas, mas com características distintas: os japoneses apoiados em uma geração amplamente inserida no futebol europeu e em evolução coletiva, enquanto os sul-coreanos mantêm uma espinha dorsal mais experiente, liderada por Son, ao mesmo tempo em que promovem renovação gradual. Em comum, ambas refletem o avanço técnico do futebol asiático e chegam a 2026 com potencial real de protagonismo maior do que em edições anteriores.
Assim, a Copa de 2026 se desenha como a mais inclusiva da história para esses continentes. Mais do que ampliar números, o novo formato cria condições para que Ásia e Oceania deixem de ser coadjuvantes ocasionais e passem a ocupar, de forma mais consistente, espaços competitivos no cenário global do futebol.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou sua agenda de compromissos na Coreia do Sul e anunciou, junto com o presidente Lee Jae-myung, uma série de acordos bilaterais nesta segunda-feira (23). Dentre as áreas de cooperação, estão agricultura, tecnologia, medicamentos e comércio.
Depois da visita à Índía, Lula se reuniu na manhã de hoje com o presidente coreano e comentou o pacto comercial celebrado entre as nações. “Celebramos um Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva que vai facilitar o comércio bilateral, promover harmonização regulatória e trazer mais segurança para as empresas, afirmou.
O encontro reuniu autoridades das duas nações, lideranças empresariais de 230 corporações e representantes de setores estratégicos — como economia criativa, tecnologia, alimentos, açúcar, álcool, indústria farmacêutica e, especialmente, agricultura e pecuária.
O líder brasileiro também citou a possibilidade de retomada da parceria entre o país asiático e o grupo Mercosul. “Firmamos ainda um memorando que vai fortalecer a cooperação financeira em torno de agendas de interesse comum dos dois países. Em relação às negociações entre o Mercosul e a República da Coreia, discutimos caminhos para retomar as tratativas interrompidas em 2021”, disse o chefe do executivo brasileiro.
Segundo Lula, o Brasil é o principal destino dos investimentos coreanos na América Latina. Com um intercâmbio de US$11 bilhões, a Coreia é 4º parceiro comercial do Brasil na Ásia. Além desse acordo, os líderes ampliaram a parceria em diversas áreas, como Agricultura e Saúde.
O brasileiro ainda destacou a colaboração no âmbito da saúde, que prevê a parceria na produção de vacinas e medicamentos. “Na área de saúde, os instrumentos abrangem produção de medicamentos e vacinas, pesquisa em diagnóstico de doenças transmissíveis e doenças crônicas, bem como genômica avançada e saúde digital”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca na próxima segunda-feira (17) para uma viagem de oito dias à Ásia, com passagens pela Coreia do Sul e pela Índia. A comitiva contará com pelo menos 10 ministros de Estado, 315 empresários brasileiros e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, integram a delegação os ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Alexandre Padilha (Saúde), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Esther Dweck (Gestão) e Frederico Siqueira (Comunicações), entre outros integrantes da Esplanada. O retorno ao Brasil está previsto para o dia 24.
Além do governador baiano, Lula convidou os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente, mas ambos não devem participar da viagem.
A agenda internacional terá três eixos principais: a participação do presidente na cúpula global sobre Inteligência Artificial (IA), na Índia; a abertura de novos mercados para produtos brasileiros; e o fortalecimento das relações diplomáticas e comerciais com as duas potências asiáticas.
A cúpula sobre IA será realizada nos dias 19 e 20 de fevereiro, em Nova Délhi, e deve reunir cerca de 40 mil participantes de 50 países já confirmados entre os 100 convidados. Será a primeira vez que um presidente brasileiro participa de um evento global de alto nível voltado exclusivamente ao tema da inteligência artificial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou por volta de 10h nesta terça-feira (21) com destino à África do Sul, onde seu voo fará escala antes de prosseguir para a Indonésia. Lula seguiu viagem sem fazer o anúncio da indicação do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
Havia a expectativa em Brasília de que o presidente Lula indicaria ainda nesta terça o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para o lugar de Barroso. Lula inclusive teve um encontro na noite desta segunda (20) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para comunicar sua escolha.
Segundo disse o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ao site G1, Alcolumbre defendeu junto a Lula a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF. Jaques Wagner esteve com Lula antes de o presidente da República embarcar para a Ásia.
Na conversa nesta manhã, Lula teria detalhado como havia sido a reunião a sós com Alcolumbre, no Palácio da Alvorada. O líder do governo disse que, na agenda entre os presidentes, Alcolumbre voltou a defender o nome de Pacheco.
Para Jaques Wagner, no entanto, Lula tem “convicção firmada” em torno da escolha de Jorge Messias para a cadeira.
“Eu que agendei a conversa [entre Lula e Alcolumbre]. Era o que eu esperava: ele [Alcolumbre] foi defender o nome do Pacheco. Se o presidente [Lula] disse se já escolheu ou não escolheu [o indicado], eu não sei. Não gosto de me precipitar. Acho que ele [Lula] está com a convicção firmada”, disse o senador baiano.
O líder confirmou que o presidente Lula só fará a indicação na próxima semana, quando voltar de viagem. Antes da definição, Lula deve se reunir com Rodrigo Pacheco e com o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), para comunicar a sua escolha por Messias.
De acordo com Jaques Wagner, apesar das movimentações de Alcolumbre, o presidente Lula “continua convencido” de que Rodrigo Pacheco deve ser candidato a governador de Minas Gerais em 2026.
“É pública a torcida dele [Alcolumbre] pelo Rodrigo [Pacheco]. Acho absolutamente normal. O presidente continua convencido de que o melhor nome para disputar o governo de Minas é o Rodrigo”, declarou Wagner ao Uol.
Após mais de 120 anos de atraso, o projeto para a construção da Ponte Internacional Rio Mamoré, ligando o Brasil (Guajará-Mirim) e a Bolívia (Guayaramerin) deve finalmente sair do papel. A conexão que nasce a BR-425/RO, em Roraima, terá 1,2 km de extensão e faz parte do novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
Apesar do governo brasileiro ter entoado que o principal motivo da conexão é fortalecer a integração na América do Sul, “a menina dos olhos” do Brasil pode partir do anseio do país em ampliar seu comércio pelo Oceano Pacífico para expandir as relações econômicas com o distante continente asiático.
O economista, doutor em Relações Internacionais e presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Igor Lucena, pontua que a movimentação do governo brasileiro para estreitar os laços com os países vizinhos da América Latina deve ser levada em consideração, até por conta da Bolívia ter ingressado no Mercosul - bloco econômico que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai -, em janeiro deste ano. Porém, o Brasil, aparentemente, tem objetivos a longo prazo mais amplos do que fortalecer conexões com “seus irmãos”.
“O fato da Bolívia estar entrando no Mercosul significa que precisa de uma maior integração social de mercadorias, de serviços e de pessoas. Mas talvez para o Brasil, seja mais importante a possibilidade de ter uma saída para o [Oceano] Pacífico. Grandes nações, como os Estados Unidos e o Canadá, têm saídas para o Atlântico e para o Pacífico. Isso gera uma integração econômica muito boa”, pontuou o doutor em Relações Internacionais.
O acordo firmado para a construção da estrutura é de 2007, durante o governo Lula 2, mas nunca saiu do papel. O projeto foi elaborado em 2015 pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e atualizado em 2023.
Igor Lucena relembra que o eixo econômico do mundo “se desloca” para o Pacífico, a exemplo de Japão, China, Coreia do Sul e Singapura. Justamente por isso, facilitar a ida para essa região pode impulsionar o comércio brasileiro com o asiático. “Se a gente fizer uma análise econômica de longo prazo, ela pode se tornar, assim, uma ligação estratégica para mercadorias do Mercosul que vão poder ir até a Bolívia e serem escoadas para o Pacífico”, pontuou o especialista.
Há três saídas do Brasil para países vizinhos que dão acesso a portos do Pacífico. As fronteiras ficam em Cáceres, no Mato Grosso, Guajará-Mirim, em Rondônia - onde a ponte até a Bolívia será construída -, e Assis Brasil, no Acre.
TRATADO DE PETRÓPOLIS
A Ponte Internacional Rio Mamoré nasceu como parte de uma série de acordos previstos no Tratado de Petrópolis, firmado em 1903 durante a compra do Acre pelo Brasil. Em troca, o governo brasileiro teve de pagar dois milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 2 bilhões, em valores atualizados); construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré, que facilitaria o escoamento das exportações bolivianas; e ceder áreas do Mato Grosso ao país vizinho.
“Apesar de 120 anos de atraso, a gente está falando de uma ponte que liga os dois países de uma maneira muito significativa. Tem essa situação onde o Acre também era uma região da Bolívia, e é uma demanda histórica ainda do Tratado de Petrópolis de 1900. Lembrando que o Acre é uma região extremamente complexa do ponto de vista do desenvolvimento econômico”, destacou Igor Lucena.
ALTOS CUSTOS
No entanto, nem tudo são flores. Por mais que a ponte seja vista com bons olhos, ela deve sair “salgada”. A previsão é de que as obras comecem em 2025 e sejam concluídas em 2027, após 36 meses, com custo inicial de R$ 300 milhões para o governo brasileiro. No entanto, no edital lançado pelo Dnit acerca do empreendimento, o valor global das obras está estipulado em cerca de R$ 430 milhões.
Na visão de Igor Lucena, as cifras são altas, sobretudo considerando o cenário de déficit orçamentário do Brasil e dos valores que devem ser repassados para conter as enchentes que devastaram parte do Rio Grande do Sul.
“O grande problema é a questão de custos. O Brasil está na situação de déficit orçamentário. A gente está falando de um valor de aproximadamente 500 milhões de reais, execução de três, quatro anos, mas a gente sabe que obras desse tipo são muito difíceis de ser realizadas nesses custos pré-estabelecidos e nesse próprio prazo. Até porque o Brasil vai desviar muitos recursos para a reconstrução do Rio Grande do Sul, que é mais importante”, destacou o economista.
No total, o país tem 12 pontes binacionais, sendo que duas estão em construção e outras três estão sob planejamento. A mais conhecida é a Ponte Internacional da Amizade, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Há também estruturas que conectam cidades brasileiras a: Guiana Francesa, Guiana, Peru, Uruguai, Argentina, além da própria Bolívia.
Além da ponte de Guajará-Mirim, o governo brasileiro planeja construir mais duas pontes binacionais, conectando o Brasil à Argentina e ao Uruguai. Ainda estão em obras outras duas estruturas que ligarão o país ao Paraguai.
Confira os filmes selecionados:
Longas
- A Sorte que Você Procura Está em Outro Biscoito (The Fortune you Seek is in Another Cookie), de Johannes Gierlinger – Áustria
- Bridgend, de Jeppe Rønde - Dinamarca/Reino Unido
- La Última Tierra, de Pablo Lamar - Paraguai/Holanda/Chile/Catar
- O Amanhã (The Here After), de Magnus Von Horn - Polônia/Suécia/França
- O Cinema, Manoel de Oliveira, e Eu, de João Botelho - Portugal
- Treblinka, de Sérgio Tréfaut - Portugal
Curtas
- À Distância (In the Distance), de Florian Grolig - Alemanha
- Antes da Refeição (Avant le Repas), de Fabien & Sophie Tran Minh - França/Vietnã
- Ascensão, de Pedro Peralta - Portugal
- Balada de um Batráquio, de Leonor Teles - Portugal
- Bruno, de Marina Siero - Espanha
- Campo de Víboras, de Cristèle Alves Meira – França/Portugal
- Euroman, de Gabriel Tzafka – Dinamarca
- Fat Boy Never Slim, de Sorayos Prapapan - Tailândia
- Irmãos de Sangue (Blood Brothers), de Marco Espírito Santo e Miguel Coimbra - Portugal
- O Reflexo do Poder (The Reflection of Power), de Mihai Grecu – França
- Olho Selvagem (Ojo Salvaje), de Paco Nicolás - Espanha
- Sinto Muito (I am Sorry), de Teodor Kuhn - Eslováquia
- Waves '98, de Ely Dagher – Líbano
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.