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ascensao social
Três a cada cinco baianos que nasceram em famílias abaixo da média de renda brasileira tendem a permanecer entre os 50% mais pobres do estado. Isso significa que há um baixo índice de mobilidade social no estado e no país. Essa consideração faz parte do Atlas da Mobilidade Social, estudo divulgado nesta sexta-feira (31), que mostra que gênero, raça e origem familiar são os principais condicionantes para a baixa mobilidade social no Brasil.
O Atlas é uma plataforma pública desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab. No Brasil, a mediana de renda (P50) domiciliar per capita fica próxima a patamares onde metade da população ganha valores inferiores à média geral de R$2.316.
Com base nisso, a origem familiar, no estudo, separa renda nos seguintes segmentos: “Abaixo da Mediana (P50)”, que separa os rendimentos pela metade e constam nesse segmento a metade inferior de toda a pirâmide de renda do país; “Classe Baixa (P1-25)”, os 25% com menor renda domiciliar da distribuição; “Classe Média (P26-75)”, o estrato intermediário que abrange os percentis 26 ao 75; e “Classe Alta (P76-100)”, como o quarto superior (os 25% mais ricos), incluindo o subgrupo de topo dos 10% com maior renda do país.
Na Bahia, 75,5% das crianças nascidas entre os 50% mais pobres do país tendem a permanecer nessa faixa de renda, o equivalente a três a cada quatro crianças. Já entre os 25% mais pobres, o índice de permanência dessas crianças é de 51,6%.
Quando avaliada a possibilidade de ascensão social, ou seja, que as crianças cheguem a “Classe Alta”, entre os 25% ou 10% mais ricos, o número é mínimo. Apenas 8,46% das crianças baianas nascidas abaixo da mediana de renda avançam para a faixa do quarto mais rico da população e apenas 1,36% chegam a ficar entre os mais ricos depois de adultos.
O estudo destaca ainda a disparidade regional de mobilidade social. O Atlas analisou que as maiores probabilidades de mobilidade concentram-se nas regiões Sul, Sudeste e em partes do Centro-Oeste. Já grande parte do Norte e do Nordeste apresenta as menores taxas de mobilidade, revelando territórios onde a pobreza tende a ser mais persistente entre gerações.
Entre os nordestinos, 76,7% das crianças nascidas entre os 50% mais pobres do país tendem a permanecer nessa faixa de rendimentos. Já no quarto mais pobre, considerando a Classe Baixa, o índice das crianças que permanecem na mesma faixa de renda enquanto adultos é de 51,62%.
Entre as crianças nordestinas que saem de uma faixa de renda abaixo da mediana para uma Classe Alta, entre os 25% mais ricos, o índice é de apenas 8,07%, ou seja, menos de um a cada dez. Em outro recorte da classe alta, considerando os 10% mais ricos do país, apenas 1,36% das crianças do Nordeste nascidas na metade da população abaixo da mediana conseguem avançar. O valor é equivalente a uma criança a cada 100.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Nesse caso em especial, o deputado tá com seu advogado respondendo as questões na justiça. É um caso de justiça. E meu limite vai até aí".
Disse entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (30) ao programa Bahia Notícias no Ar, na Rádio Antena 1 Salvador, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), repercutiu a oficialização da pré-candidatura à reeleição do deputado estadual Binho Galinha (Avante).