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A renovação prometida por Carlo Ancelotti para o novo ciclo da Seleção Brasileira também alcançou o gol. Na convocação anunciada nesta quarta-feira (9), o técnico italiano chamou Pedro Morisco (22 anos), do Coritiba, e Otávio (20 anos), do Cruzeiro, como novidades para a posição. Lucas Arcanjo (28 anos), do Vitória, que vinha sendo apontado entre os possíveis nomes, ficou fora da lista.
Além do goleiro rubro-negro, outros atletas que foram especulados pela imprensa também não apareceram entre os 26 convocados. É o caso de nomes como Everson (36 anos), do Atlético-MG, e Carlos Miguel (27 anos), do Palmeiras.
A escolha por Morisco e Otávio está alinhada ao planejamento de Ancelotti para os primeiros amistosos após a Copa do Mundo. O treinador indicou que pretende utilizar esse período para observar jogadores mais jovens e ampliar o número de opções para o futuro da Seleção.
Ao mesmo tempo, o treinador enfatizou que é o momento para priorizar “caras novas” e que ele e sua comissão estão acompanhando todos os jogadores brasileiros das principais competições, deixando viva a chance de oportunizar outros atletas, como o arqueiro do Leão.
"Sobre os goleiros, vale o mesmo que para os outros jogadores. Taffarel está avaliando os jovens agora, me parece que há outros também, não só no Campeonato Brasileiro, mas também na Europa. Me parece que Otávio está atuando muito bem no Cruzeiro, também o Morisco. O Hugo Souza eu já conheço. Não quer dizer que os outros estão excluídos. Alisson conhecemos muito bem. Quando chegar a competição, a próxima Copa América, se Alisson seguir sendo o melhor goleiro do Brasil ele vai jogar. Mas agora temos que priorizar isso, caras novas", declarou.
Revelado pelo Vitória, o goleiro vive boa fase pelo Rubro-Negro e passou a ser citado entre os atletas que poderiam receber uma oportunidade no novo ciclo. Dentre os guarda-redes do Campeonato Brasileiro, Arcanjo lidera os números de gols evitados e de mais jogos com cinco defesas ou mais na competição.
A ideia de ampliar o leque de opções também foi reforçada pelo treinador ao comentar a convocação de maneira geral. Segundo o italiano, o momento é de observar atletas que possam fazer parte da Seleção nos próximos anos.
"Esta é uma lista equilibrada. Jogadores que estiveram na Copa que vão ser importantes para a próxima geração. Temos jovens que têm qualidade para representar o futuro da Seleção. Temos jogadores que agora estão bem no Brasileiro e outros com idade olímpica. Estamos compartilhando o treinador da sub-17 e sub-20. Nesse momento precisamos priorizar o jovem que tem qualidade para estar na próxima Copa e Copa América", destacou.
Com Morisco e Otávio entre os novos nomes e a volta de Hugo Souza (27 anos), do Corinthians, o setor de goleiros passa a ser uma das posições observadas por Ancelotti neste início de ciclo. A tendência é que outros jogadores sejam avaliados até a definição do grupo que disputará as próximas competições oficiais.
O soldado baiano Big Jhon, conhecido como Arcanjo, estaria desaparecido na Ucrânia. O ex-morador de Cajazeiras, que ficou conhecido por recrutar baianos para atuar em uma tropa de elite do governo ucraniano na guerra contra a Rússia, estaria sem acesso ao celular e incomunicável no Leste Europeu. A informação foi divulgada nesta terça-feira (16) pelo perfil do DJ e empresário, Dj Bateya.
Em um story, o dj baiano publicou: “Por favor, quem tem o contato de Big, Arcanjo bloquear urgente! Ele não está com o celular dele e encontra-se desaparecido na Ucrânia, estão em posse do celular dele e mandam msgs mas não é ele, Mais uma vez Arcanjo está desaparecido!”, escreveu. E completou: “Bloquear o contato dele. Peço aos amigos e conhecidos, que em suas orações coloque o Arcanjo, o Big”, completa.
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Antes do desaparecimento, Big Jhon foi alvo de uma investigação por cobrar ilegalmente "taxa de alistamento" de brasileiros que recrutava para lutar contra a Rússia. Em outubro deste ano, reportagens do jornalismo baiano registraram que ele foi preso no país estrangeiro. Não foram divulgados detalhes sobre o período de detenção do combatente ou outras consequências legais.
Um combatente baiano conhecido pelo codinome "Arcanjo" foi preso na Ucrânia por cobrar ilegalmente "taxa de alistamento" de brasileiros que recrutava para lutar contra a Rússia. Segundo informações do site Alô Juca, é alvo das apurações após a tentativa de evasão e o suposto esquema financeiro aplicado no país.
No programa desta quinta-feira (23), Marcelo Castro conversou o sargento Reis, que falou diretamente de Kiev, que ressaltou que não tinha conhecimento das investigações que estavam em andamento sobre o baiano. Na conversa, ele também contou que foi ele quem levou Arcanjo para lutar na Ucrânia.
O soldado, natural de Cajazeiras, bairro de Salvador, está no país do Leste Europeu há quatro meses. Durante sua permanência, Arcanjo tem atuado no setor de inteligência do GUR (Departamento Principal de Inteligência da Ucrânia) e participado de operações especiais junto à companhia Advanced Company Group.
A prisão aconteceu depois que ele iniciou, em agosto deste ano, uma campanha para recrutar moradores da Bahia. Seu objetivo era incorporá-los a uma unidade de elite das forças ucranianas no conflito contra a Rússia.
A Advanced Company Group havia autorizado o baiano a selecionar novos integrantes em seu estado natal. A organização oferece aos selecionados passagens aéreas, hospedagem, alimentação, treinamento especializado e fornecimento de armamentos e equipamentos modernos.
De acordo com as informações divulgadas por Arcanjo, os salários podem chegar a R$ 26 mil, variando conforme a função e o desempenho em combate. Entre os requisitos exigidos dos candidatos estão bom condicionamento físico, estabilidade mental e passaporte válido.
Não foram divulgados detalhes sobre o período de detenção do combatente, nem se ele enfrentará outras consequências legais. Também não há informações sobre o número de pessoas afetadas pela cobrança ilegal ou o valor da taxa exigida.
A decisão de abandonar o Brasil para enfrentar o front de uma guerra nunca é simples. Aos 31 anos, o baiano conhecido como Big Jhon, ex-radialista e morador do bairro de Cajazeiras, em Salvador, escolheu a Ucrânia como destino e o combate como missão. Hoje, longe da rotina da capital baiana, ele atende apenas por Arcanjo, codinome que passou a usar por questões de segurança e que o acompanha na linha de frente da defesa territorial contra a invasão russa.
A chegada ao país do leste europeu foi marcada por exaustão física e choque psicológico. Foram mais de 18 horas de viagem até o primeiro contato com o cenário de guerra. "A gente chega respirando a morte. Cemitérios, fábricas de lápide, o semblante pesado das pessoas. Apesar de tentarem viver normalmente, o clima é outro", relata Arcanjo, que ainda aguarda o primeiro contato direto com o campo de batalha, previsto para ocorrer nas próximas semanas.

Segundo ele, a decisão de se alistar foi motivada por três razões: justiça, vocação e condições financeiras. “O que a Rússia faz com o povo da Ucrânia é inadmissível, é como o que Israel fez com Gaza. Eu também já fui militar, entre 2012 e 2013, no Exército em Salvador. E o salário aqui também é atrativo. Juntei os três motivos e vim”, explica.
Arcanjo conta que a despedida da Bahia não foi fácil, especialmente por se tratar de um retorno às suas raízes. “Me despedir foi duro. A Bahia é minha raiz, tem histórias maravilhosas, mas eu precisava buscar algo novo para melhorar a vida da minha família”, diz.
Enquanto aguarda o enfrentamento direto, ele passa por treinamentos militares intensos e já vivenciou momentos de tensão com alertas de bombardeio. “A gente precisou correr para abrigos subterrâneos. Ouvir o drone passando por cima da nossa cabeça é aterrorizante”, relata.
Apesar do medo, que admite sentir, ele afirma não conhecer a covardia. “Eu tenho medo de tudo, até de sapo. Mas covardia eu não tenho. Jesus teve medo, e quem sou eu para não ter? Só que sigo lutando com os irmãos”, afirma.
O baiano também destaca a valorização que os soldados recebem no país europeu. “Aqui somos tratados como heróis. No metrô, nas ruas, nos carros. As pessoas nos agradecem, tiram fotos. É diferente do Brasil, onde soldado é visto como pintor de meio-fio ou faxineiro. Isso nos motiva a continuar”, diz.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Tânia Scofield
"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".
Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".