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apostas ilegais
O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) ajuizou uma ação civil pública contra as empresas Nuoro Pay Instituição de Pagamento Ltda., Select Credit Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e Empresa de Pequeno Porte Ltda., e Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. A medida decorre da participação das companhias na intermediação de pagamentos destinados a plataformas não autorizadas de apostas de quota fixa.
De acordo com a promotora de Justiça Joseane Suzart, autora da ação, a Nuoro Pay e a Select Credit teriam intermediado valores para casas de apostas ilegais sem realizar as diligências necessárias sobre a idoneidade das beneficiárias nem monitorar transações atípicas. A Cartos, por sua vez, teria fornecido tecnologia e infraestrutura para viabilizar as operações da Nuoro Pay.
ORIGEM E RECLAMAÇÕES
A apuração teve início a partir da representação de um consumidor que relatou ter sofrido um golpe em plataformas de apostas envolvendo as intermediadoras, com prejuízo superior a R$ 100 mil. O denunciante também informou o caso ao Ministério da Fazenda, ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ao Banco Central, ao Ministério Público do Paraná, à Receita Federal e à Polícia Federal.
Durante as investigações, o MP-BA realizou levantamentos em sites de reclamação de consumidores. Em consulta feita em julho de 2025, foram contabilizados 1.536 registros associados à Nuoro Pay, abrangendo pedidos de estorno, problemas não solucionados e relatos de fraudes financeiras vinculadas a jogos e apostas.
Segundo a promotora Joseane Suzart, os recursos não eram enviados diretamente às plataformas de apostas. A estrutura utilizava fintechs e empresas receptoras para ocultar os destinatários finais dos valores, fazendo com que o nome das casas de apostas nem sequer constasse nos comprovantes de transferência.
O inquérito identificou ainda irregularidades corporativas, como empresas recém-constituídas, uso de endereços repetidos, documentos com indícios de alteração e sucessivas trocas de sócios. Diante dos fatos, o MP-BA solicitou à Justiça:
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Bloqueio de bens: Contingenciamento cautelar de ativos financeiros das empresas e de seus sócios no valor de até R$ 5 milhões;
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Medidas definitivas: Encerramento definitivo das atividades da Nuoro Pay, Select Credit e Cartos, além da desconsideração da personalidade jurídica para inclusão dos sócios;
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Mecanismos de controle: Obrigatoriedade de consulta prévia à lista de operadores autorizados e não autorizados pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
O ex-jogador da NBA Damon Jones deve se declarar culpado em um caso de apostas esportivas ilegais nos Estados Unidos. A informação consta em documentos judiciais divulgados na última quinta-feira (16).
A investigação aponta que Jones, de 49 anos, teria participado de um esquema que envolvia o repasse de informações privilegiadas sobre lesões e ausências de jogadores entre dezembro de 2022 e março de 2024.
Entre os episódios citados, está o compartilhamento antecipado de que LeBron James não atuaria em uma partida entre o Los Angeles Lakers e o Milwaukee Bucks, antes da divulgação oficial da informação.
Inicialmente, Jones negou as acusações, mas mudou de posicionamento e indicou que pretende se declarar culpado em audiência marcada para o dia 28 de abril, em Nova York. Ele é o primeiro entre seis investigados no caso a adotar essa postura.
O grupo também inclui o armador Terry Rozier, do Miami Heat, citado nas investigações.
Além desse processo, Jones responde a um segundo caso, no qual se declarou inocente. A ação envolve um suposto esquema de pôquer fraudado em escala nacional, com cerca de 30 pessoas investigadas e uso de tecnologia para manipulação de resultados.
Na carreira como jogador, Damon Jones atuou por 11 equipes da NBA, com destaque para a passagem pelo Cleveland Cavaliers entre 2005 e 2008, período em que foi companheiro de LeBron James.
Após se aposentar, ele trabalhou como assistente técnico, inclusive no próprio Cavaliers entre 2016 e 2018, além de ter atuado como preparador físico pessoal de LeBron na temporada 2022–2023.
A Justiça turca determinou, nesta sexta-feira (5), a detenção de 46 pessoas em uma operação que investiga apostas ilegais em partidas de futebol no país. Entre os 29 jogadores citados pela Promotoria de Istambul, dois nomes de grandes clubes chamam atenção: Metehan Baltaci, do Galatasaray, e Mert Hakan Yanda?, do Fenerbahçe.
De acordo com o comunicado oficial, Baltaci é um dos 27 atletas suspeitos de apostar em jogos do próprio time, prática considerada grave pelas autoridades turcas e pelas entidades esportivas. Os demais jogadores investigados não tiveram seus nomes divulgados.
Já Yanda?, meio-campista do Fenerbahçe, é suspeito de apostar em diversas partidas por meio de um intermediário, segundo a Promotoria. O caso repercutiu entre torcedores dos dois clubes, que vivem uma das maiores rivalidades do futebol europeu.
A operação também mira dirigentes: os presidentes de dois clubes da terceira divisão tiveram prisão decretada sob a acusação de tentar influenciar o resultado de uma partida na temporada 2023–2024. No total, 35 dos 46 procurados já foram detidos.
A investigação amplia a crise que atinge o futebol turco. No início de novembro, seis árbitros e o presidente do Eyüpspor, da primeira divisão, foram presos. A Federação Turca de Futebol suspendeu cerca de 150 árbitros envolvidos em apostas e puniu 25 jogadores da elite, além de cerca de mil atletas das divisões inferiores, com suspensões de até 12 meses.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).