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apaches do tororo
O cantor e compositor Carlinhos Brown defendeu mais apoio aos blocos indígenas durante o Carnaval de Salvador. Em entrevista ao Bahia Notícias neste domingo (15) de carnaval, o artista destacou a importância histórica e cultural dessas agremiações para a identidade da festa.

Foto: Ednei Cunha / Bahia Notícias
“Aqui está a minha escola. Eu a reconheço e reverencio”, declarou ao BN durante início do desfile do Apaches do Tororó, no Campo Grande, no Centro de Salvador. O artista relembrou a trajetória dos blocos que exaltam a cultura indígena, assim como também o Commanche do Pelô, outra agremiação tradicional da festa soteropolitana.

Foto: Ednei Cunha / Bahia Notícias
“Antes do Apache eu passei pelo Commanche, eu passei por todas as entidades que ainda propõem a ideia e o conceito dos povos originários”, afirmou. No Campo Grande, Brown também citou a força simbólica do Caboclo 2 de Julho, figura tradicional das celebrações cívicas da Bahia. “Olha quem é o líder maior do Campo Grande, o Caboclo 2 de Julho”, pontuou.
Carlinhos Brown chamou atenção para a necessidade de políticas públicas e apoio financeiro mais efetivo aos blocos indígenas, especialmente no que diz respeito à logística e estrutura.
Neste sábado, integrantes de tribos do interior baiano estiveram no Campo Grande, depois de se deslocarem de cidades do interior, como Ilhéus e Porto Seguro, caso dos tupinambás e pataxós, respectivamente. Outras indígenas estiveram presentes e representaram os povos kiriri, kariri xocó, xucuru kariri, kariri, pankararu.
“Quem tem condição de viver, vem. Os povos originários não têm essa condição. Então precisa de ônibus, precisa se apresentar e tudo o que eles querem”, disse. Segundo ele, muitas vezes esses grupos são lembrados apenas pontualmente. “Que na hora de dividir o patrocínio, usem um grupo desse só para ajudar nos ônibus, para ajudar nas comidas, para ajudar no que essas pessoas precisam”, afirmou.
CARNAVAL COMO ESPAÇO DE EDUCAÇÃO E IDENTIDADE
Para o artista, o Carnaval é mais do que entretenimento, é um espaço de formação cultural e valorização da diversidade. “Eles são os donos da terra e são eles que dão o conceito ao Brasil de afro-ameríndio miscigenado”, destacou.
Brown também lembrou que bairros históricos de Salvador, como Itapuã e Jaguaribe carregam identidade de “tribos”, reforçando o conceito de pertencimento cultural. “O carnaval é a maior sala de aula, é onde a educação mais se comporta em efetivos”, declarou. Ao final, ele reforçou o pedido de respeito e reconhecimento às entidades tradicionais: “Que o Comanche seja respeitado, que o Apache seja respeitado”, finalizou.
Para Brown, a presença desses grupos no carnaval simboliza uma retomada histórica e cultural que precisa ser acompanhada por apoio concreto do poder público e da iniciativa privada.
As secretarias estaduais de Cultura e da Promoção da Igualdade divulgaram, nesta quarta-feira (30), o resultado da classificação da avaliação preliminar do edital Ouro Negro, executada pela Comissão de Seleção da Projetos (clique aqui e confira a lista).
Dentre os classificados para receber o apoio do governo no Carnaval 2019 estão Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Cortejo Afro, Filhas de Gandhy, Comanche do Pelô e Apaches do Tororó. Dentre os nomes mais conhecidos, o Olodum foi um dos não classificados. Segundo a comissão avaliadora, o bloco afro apresentou documentação incompleta.
Os participantes não classificados na avaliação preliminar podem interpor recursos entre 31 de janeiro e 4 de fevereiro, presencialmente na sede da Sepromi, localizada na Avenida Manoel Dias da Silva, nº 2.177, Pituba - Salvador/BA. A entrega pode ser realizada das 08h30 às 12h e das 14h às 17h.
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Disse a cantora Jojo Todynho ao comentar o cenário político atual e opinar sobre o desfecho eleitoral do país.