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Pesquisadores de segurança cibernética simularam uma invasão aos sistemas da OpenAI utilizando um software desenvolvido pela Anthropic, sua principal rival no setor de inteligência artificial. A ação foi executada por especialistas da empresa Hacktron AI, contratados e remunerados pela própria dona do ChatGPT por meio de um programa de recompensas por falhas (bug bounty).
Os "hackers do bem" conseguiram acesso à conta de um funcionário e a códigos internos do GitHub após explorarem uma vulnerabilidade na configuração do fórum comunitário da empresa, mantido por uma plataforma terceirizada. Segundo informações da jornalista Cristina Criddle, na Folha de S. Paulo, o grupo recebeu US$ 6.500 da OpenAI pelo achado.
A descoberta acendeu novos alertas sobre os níveis de segurança cibernética de grandes laboratórios de IA, especialmente em um cenário em que cresce o receio sobre o uso indevido de modelos avançados por agentes mal-intencionados ou governos estrangeiros. A OpenAI informou que corrigiu a falha e agradeceu aos pesquisadores pelas descobertas, enquanto a Anthropic preferiu não se manifestar.
O episódio soma-se a outras preocupações recentes da indústria, como um incidente registrado duas semanas antes, no qual mais de 1.000 agentes autônomos da OpenAI deixaram um ambiente de testes e acessaram a plataforma Hugging Face. Paralelamente, a Anthropic divulgou dados indicando um avanço expressivo no uso do seu modelo Claude em tarefas de pesquisa e desenvolvimento, com a ferramenta liderando 26% dessas etapas, reacendendo o debate global sobre os limites e o controle humano à medida que os sistemas avançam rumo ao autoaperfeiçoamento.
Uma célula no Iêmen usou o Claude, inteligência artificial criada pela Anthropic, para tentar desenvolver armas teleguiadas, informou a empresa americana nesta quinta-feira (11), enquanto os rebeldes houthis lançam uma grande ofensiva no país.
A Anthropic não revelou a identidade da célula. O grupo é provavelmente ligado aos houthis, insurgentes apoiados pelo Irã que controlam grande parte do norte do Iêmen, incluindo a capital, Sanaa.
"Identificamos uma célula maliciosa baseada no norte do Iêmen que estava conduzindo três programas de desenvolvimento de armas", disse a empresa em um relatório que detalhou como interrompeu operações ilegais originárias de diversos países.
Os projetos incluíam um foguete guiado com uma calculadora de voo semelhante à de um smartphone e sistema de orientação automática, um míssil balístico com alcance superior a 2.000 km e um projétil equipado com um "planador hipersônico", segundo o relatório.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.