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andreia suntaque
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou, entre sábado (31) e segunda-feira (2), a primeira edição do projeto "Em Busca da Camisa #1", em Americana, no interior de São Paulo. A iniciativa reuniu 152 jovens goleiras e 43 profissionais de preparação física e técnica, com o objetivo de identificar e desenvolver atletas para a posição nas categorias de base do futebol feminino.
As atividades aconteceram na Escola de Goleiros Camisa 1, com a participação de meninas nascidas entre 2009 e 2015, vinculadas a clubes e projetos esportivos. O programa é desenvolvido pelo Departamento de Seleções Femininas e pela Diretoria de Desenvolvimento e Projetos da CBF, em parceria com a Conmebol e apoio da Federação Paulista de Futebol (FPF).
Ao longo dos três dias, as participantes passaram por avaliações físicas e técnicas, além de atividades práticas e teóricas. Os trabalhos incluíram testes de impulsão e envergadura, treinamentos específicos para a posição e exercícios de análise de jogadas.
Antes do início das atividades presenciais, os profissionais inscritos participaram de um workshop virtual sobre a metodologia utilizada pelas Seleções Brasileiras Femininas. Durante o encontro, também receberam orientações para os treinamentos com as jovens atletas.
Um dos idealizadores da iniciativa, o preparador de goleiras da Seleção Brasileira Feminina principal, Edson Junior, explicou que o programa busca ampliar a formação de atletas e reduzir as diferenças entre os níveis de preparação das goleiras no país.
"É a realização de um sonho conseguir deixar esse legado, conseguir dar a oportunidade para que elas possam olhar para a posição de goleira e enxergar uma oportunidade dentro do futebol. Estou muito feliz. Agradeço à CBF e a todo o staff que foi fundamental para que tudo pudesse acontecer", afirmou.
Além dos treinamentos, as observações realizadas durante os encontros serão registradas em uma base de dados da CBF. O sistema permitirá acompanhar o desenvolvimento das atletas e identificar possíveis nomes para futuras convocações às Seleções Brasileiras Femininas de Base.
O projeto também contempla clínicas práticas abertas a meninas interessadas em experimentar a posição de goleira, mesmo que ainda não atuem em equipes ou projetos de futebol.
ANDREIA SUNTAQUE PARTICIPA COMO EMBAIXADORA
A primeira edição contou com a participação de Andreia Suntaque, ex-goleira da Seleção Brasileira e medalhista olímpica, como embaixadora.
A ex-atleta acompanhou as atividades em Americana e destacou as oportunidades oferecidas às participantes.
"Quando eu comecei a ser goleira, eu não tive esse privilégio e hoje essas meninas estão tendo graças a esse grupo de profissionais e à CBF. Espero que esse projeto seja o início de muitos, porque são meninas que dependem desses projetos para que elas possam sair da cidade e demonstrar o que elas podem estar fazendo na profissão", declarou.
CBF PLANEJA ALCANÇAR MAIS DE 1.200 MENINAS
Após a etapa realizada em Americana, o projeto deverá passar pelas demais regiões do Brasil. A programação prevê seis encontros, sendo cinco regionais, organizados em parceria com federações estaduais, e um na Granja Comary, em Teresópolis, no Rio de Janeiro.
A expectativa da CBF é alcançar mais de 1.200 meninas até junho de 2027, período que antecede a disputa da Copa do Mundo Feminina no Brasil.
Além da identificação de atletas, o programa prevê a capacitação de preparadoras e preparadores de goleiras, com a intenção de ampliar o número de profissionais especializados na formação de jogadoras para a posição.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.