Artigos
Cartografia da Erosão Eleitoral
Multimídia
“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
amaros
O Ministério Público Federal (MPF) está negociando um acordo com a Kinross Gold Corporation para reparar danos socioambientais e culturais às comunidades quilombolas de Machadinho, Amaros e São Domingos, em Paracatu, Minas Gerais. A negociação, liderada pelo procurador José Adércio Leite Sampaio no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), foca no reconhecimento das comunidades, direitos territoriais e critérios para indenizações.
O MPF visitou as comunidades afetadas e constatou os impactos da mineração. Em uma reunião com 300 membros do Quilombo do Machadinho, os moradores recordaram líderes que lutaram pelos direitos quilombolas sem ver a reparação.
A busca por um acordo não significa flexibilizar exigências, mas assegurar com celeridade o direito à terra, à justa indenização e à segurança para quem sofre os diários e graves impactos da mineração”, afirma Sampaio.
A Kinross opera a maior mina de ouro a céu aberto do Brasil, responsável por 22% da produção nacional. Em 2025, a empresa teve um lucro líquido de US$ 2,39 bilhões, enquanto as comunidades tradicionais perderam suas terras.
Mais de 2 mil hectares do Quilombo do Machadinho estão em processo de demarcação, mas a mineradora ocupa a maior parte, especialmente sob a Barragem de Eustáquio, que tem capacidade para 750 milhões de m³ de rejeitos. Essa barragem já foi investigada por problemas estruturais e contaminação ambiental.
As comunidades quilombolas enfrentam diversos impactos:
- Quilombo do Machadinho: totalmente desterritorializado, com perda de terras e degradação ambiental.
- Quilombo dos Amaros: também desterritorializado, com mais de 500 famílias dispersas devido à expansão da mineração.
- Quilombo de São Domingos: abriga cerca de 186 famílias e está entre a mina e a área urbana.
Moradores relatam problemas diários, como tremores e poeira, que afetam a saúde. O MPF está apoiando ações civis públicas que reivindicam R$ 1 bilhão em reparações e a demarcação das terras.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.