Artigos
Jabuti não sobe em árvore
Multimídia
Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
afeganistao
A Seleção Brasileira goleou o Afeganistão, no último domingo (18), no Ginásio Max Rosenmann, em São José dos Pinhais, no Paraná, e sagrou-se campeã da Copa das Nações de Futsal 2026. Com a conquista, o Brasil celebra o tricampeonato da competição.
Antes da atual conquista, a Seleção venceu a competição em 2023, em Sorocaba, em São Paulo, e no ano passado, em Brasília, capital do Brasil. Marquinhos Xavier, técnico da equipe, comentou sobre a terceira vitória brasileira na Copa das Nações de Futsal.
“Pode ter certeza de que (o sentimento) é de como se fosse o primeiro (título). Fazemos um esforço muito grande para conquistar, não é fácil. Acho que essa equipe assumiu uma cultura do que é ser brasileiro, de resistir, porque às vezes temos a impressão de que as coisas vão ser fáceis pois somos muito campeões, e o Brasil tem uma história grande, mas não funciona mais dessa forma. Precisamos nos empenhar e nos dedicar, e acho que esse é o retrato do povo brasileiro”, ressaltou o técnico Marquinhos Xavier, emocionado.
Na decisão, o Brasil goleou o Afeganistão por 6 a 0. Fabinho balançou as redes duas vezes, além dos gols marcados por Leandro Lino, Cléber, Serginho e Rufino.
O título da Seleção Brasileira se reflete em uma campanha marcada pela superioridade clara sobre os adversários. Na primeira fase, bateu Cabo Verde por 4 a 2 e derrotou a Indonésia por 3 a 0. Voltou a vencer por 3 a 0 ao encarar o Japão na semifinal. E por fim a goleada expressiva sobre os afegãos.
O desempenho coletivo é justificado também pelas atuações de alto nível de atletas como Leandro Lino, Fabinho e Cléber, que foram os artilheiros com três gols cada. Arthur e Rufino balançaram as redes duas vezes. Rocha, Lucão e Serginho anotaram um gol.
FINALISSÍMA
Agora a Seleção de Marquinhos Xavier volta suas atenções para o próximo desafio. O Brasil foca na disputa da Finalíssima de Futsal, disputada no próximo mês, na Arena Niterói, em Niterói, no Rio de Janeiro. A competição reúne o campeão, Brasil, e vice-campeão sul-americano, Argentina, além de Espanha e Portugal, finalistas da Eurocopa.
Anfitrião e campeão da Copa América, o Brasil recebe a Argentina no dia 6 de novembro, às 21h30. No mesmo dia, a vencedora da Euro, Espanha, pega Portugal, vice, às 18h30, também na Arena Niterói.
Os vencedores destes confrontos se enfrentam no dia 8 de novembro, às 17h30. Horas antes, às 14h30, acontecerá a disputa pelo terceiro lugar.
A Fifa decidiu autorizar a participação internacional de jogadoras afegãs mesmo sem o reconhecimento da federação local. A medida foi aprovada na última terça-feira (28), durante reunião do conselho da entidade realizada em Vancouver, no Canadá.
A mudança altera o regulamento ao permitir, em caráter excepcional, o registro de seleções ou equipes representativas sem validação da associação nacional. No caso do Afeganistão, a federação não reconhece o futebol feminino por conta das restrições impostas pelo regime do Talibã desde 2021.
Com isso, atletas que deixaram o país e hoje vivem em regiões como Europa, Estados Unidos, Austrália e Oriente Médio poderão voltar a disputar partidas oficiais com chancela da entidade. A expectativa é de que a equipe retome atividades competitivas já a partir de junho, após períodos de preparação realizados no exterior.
A iniciativa está ligada ao projeto Afghan Women United, grupo formado por jogadoras refugiadas e apoiado pela FIFA desde 2025. A equipe já participou de amistosos e conquistou uma vitória internacional no último ano.
Apesar da autorização, a equipe não poderá disputar a Copa do Mundo Feminina de 2027. Por outro lado, poderá participar das eliminatórias para os Jogos Olímpicos de 2028. A Fifa também indicou que dará suporte técnico, financeiro e administrativo para a estruturação do grupo.
Quase quatro anos após fugirem do Afeganistão para escapar do regime do Talibã, jogadoras da antiga seleção feminina do país voltaram a vestir a camisa nacional. O reencontro ocorreu em Berrechid, no Marrocos, durante o torneio Fifa Unites, que reuniu também as seleções da Líbia, Chade e Tunísia. A informação foi veiculada inicialmente pelo site ge.globo.
Em agosto de 2021, cerca de 80 pessoas, entre atletas e familiares, deixaram Cabul em uma operação de resgate internacional, organizada por ativistas e apoiada por autoridades estrangeiras. O grupo fugia do avanço do Talibã, que havia retomado o poder e imposto restrições severas à presença feminina no esporte e em outros setores da sociedade.
No torneio no Marrocos, as jogadoras voltaram a ouvir o hino do Afeganistão, em um momento simbólico de resistência. A goleira Fatima Yousufi, de 23 anos, titular nas eliminatórias da Copa da Ásia Feminina de 2018 e uma das resgatadas em 2021, foi a capitã da equipe de refugiadas.
A iniciativa faz parte de uma nova estratégia da Fifa, aprovada em maio deste ano, para apoiar o desenvolvimento do futebol feminino afegão e garantir oportunidades a atletas exiladas. Para montar o time que disputou o Fifa Unites, uma comissão técnica liderada pela ex-jogadora escocesa Pauline Hamill realizou testes em Sydney e Londres, com cerca de 70 candidatas.
A seleção contou com 13 jogadoras que vivem na Austrália, cinco no Reino Unido, três em Portugal e duas na Itália. De acordo com a Fifa, novas ações estão sendo planejadas para incluir outras atletas afegãs refugiadas que não participaram do torneio.
A ex-campeã de taekwondo do Afeganistão, Marzieh Hamidi se refugiou na França depois do Talibã retornar ao poder em 2021. Desde que seu exílio começou, a atleta tem se manifestado ativamente nas redes sociais contra o regime autoritário e em defesa ao direito das mulheres afegãs. As postagens sinceras de Hamidi com a hashtag #LetUsExist - ou na tradução livre "Deixem-nos existir" -, foram compartilhadas nas redes sociais. A lutadora recebeu milhares de ligações ao redor do mundo em tom de ameaça.
"O primeiro telefonema veio do Afeganistão. Uma voz em afegão me disse que ele sabia meu endereço em Paris. Três mil ligações em 48 horas. Depois disso, parei de contar. Recebi ameaças de morte e estupro porque me oponho aos terroristas e àqueles que os apoiam. Eles me disseram que não podem levantar a voz no Afeganistão, e querem que eu seja a voz deles. Imagine que milhões de garotas no Afeganistão, que não têm proteção, estão com os terroristas, e ninguém pode ouvir sua voz", revelou Hamidi.
"Como atleta feminina, apelo para o mundo proibir o Talibã das Olimpíadas. O Talibã é um grupo terrorista que proíbe as mulheres de esportes, trabalho e educação. Um dia, vamos prevalecer, até lá, manter o Talibã fora das plataformas internacionais. O Afeganistão não pertence a eles", continuou.
Diante de milhares ameaças de morte contra Hamidi, a justiça da França abriu investigação sobre o caso e colocou a atleta sob proteção policial por um período indefinido.
O Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo (EMSC, na sigla em inglês) informou que um terremoto de magnitude 6,5 atingiu o norte do Afeganistão nesta terça-feira (21). O evento matou pelo menos uma pessoa no país vizinho Paquistão e causou fortes tremores no norte de ambos os países.
À agência de notícias Reuters, o policial Shafiullah Gandapur disse que uma menina de 13 anos morreu quando um muro em sua casa desabou sobre ela e 34 pessoas ficaram feridas no distrito de Swat, no norte do Paquistão.
O chefe do departamento de informação de Badakhshan, província no norte do Afeganistão, Mahzudeen Ahmadi, falou que não tinha relatos de vítimas no país.
"Sentimos um forte terremoto, de acordo com informações primárias, o principal local afetado foi o distrito de Yamgan", disse.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.