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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) solicitou ao Ministério Público Eleitoral (MPE) a abertura de uma investigação sobre o uso de uma van com o logotipo do Ministério da Educação (MEC) no transporte de estudantes. Os jovens participaram da gravação de um vídeo para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília.
O episódio foi revelado pela Folha de S. Paulo, que filmou o momento em que os estudantes embarcaram no veículo após gravarem ao lado de Lula no comitê eleitoral. Na representação, a parlamentar aponta possível uso da máquina pública em benefício eleitoral e cobra apuração por conduta vedada e abuso de poder político.
No material divulgado nas redes sociais, o presidente aparece ao lado do grupo para anunciar a promessa do programa Pé-de-Meia Universitário, prevendo um benefício mensal de R$ 700 a alunos do ensino superior.
Entre os questionamentos encaminhados ao MPE, Damares cobra esclarecimentos sobre a existência de contrato ativo entre o veículo e o MEC, quem autorizou a utilização e se houve aplicação de verbas públicas. A senadora solicita ainda notas fiscais, comprovantes de pagamento e a checagem do gasto na prestação de contas oficial da campanha.
A assessoria da campanha petista informou que o veículo não prestava serviços ao ministério naquele horário. A equipe declarou que a empresa BS Transportes e Serviços foi contratada por Matheus das Neves Almeida Sciotta e Souza especificamente para o deslocamento dos participantes da atividade política.
Damares contestou a explicação enviada à imprensa. Em trecho da representação, a parlamentar afirma que "não se pode admitir que a simples apresentação de uma contratação particular seja suficiente para afastar o escrutínio sobre eventual utilização de recursos públicos em atividade eleitoral".
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida/PIB".
Disse o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) ao defender a realização de um ajuste fiscal, porém com foco em cortes de privilégios e "super salários", criticando a possibilidade de penalizar aposentados e a classe média.