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achraf hakimi
O Tribunal de Cassação da França confirmou, nesta quarta-feira (23), o julgamento do lateral-direito Achraf Hakimi, jogador do Paris Saint-Germain (PSG) e da Seleção Marroquina, por estupro. O atleta havia recorrido da decisão de levar o caso a julgamento, emitida em junho pelo Tribunal de Apelação de Versalhes. Hakimi nega ter agredido sexualmente uma jovem em 2023.
De acordo com informações da AFP, a advogada do jogador, Fanny Colin, não se pronunciou sobre o assunto. Enquanto isso, a advogada da denunciante, Rachel-Flore Pardo, afirmou que sua cliente "está decidida a obter justiça" e "lutará até o fim."
Segundo a decisão do tribunal de apelação emitida em junho, a jovem, com 24 anos na época, relatou ter conhecido o jogador em janeiro de 2023 no Instagram e ter ido à casa dele em um táxi solicitado pelo lateral, na noite de 24 de fevereiro de 2023.
No dia seguinte, ela foi à delegacia e explicou aos agentes que o marroquino a havia beijado e tocado sem seu consentimento antes de estuprá-la. Ainda no relato, ela afirmou ter conseguido afastá-lo e entrar em contato com uma amiga por mensagem, que foi buscá-la. Hakimi foi indiciado dias depois, em 2 de março.
O jogador é um dos titulares do PSG, atual bicampeão da Champions League. O lateral estava no elenco titular de Marrocos durante a Copa do Mundo e enfrentou o Brasil no empate por 1 a 1 na fase de grupos (1 a 1).
A vitória de Marrocos sobre a Escócia, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, teve um episódio extracampo envolvendo Achraf Hakimi. Poucas horas depois de a Justiça francesa confirmar que o lateral do PSG será julgado por uma acusação de estupro, o jogador entrou em campo no Gillette Stadium, em Boston/Foxborough, sob vaias e assobios de parte da torcida presente.
O caso envolvendo Hakimi não passou despercebido entre os mais de 64 mil torcedores que acompanharam a partida, em sua maioria escoceses. O jogador marroquino foi hostilizado durante o confronto, realizado em meio à repercussão da decisão judicial na França.
Após a partida, o técnico Mohamed Ouahbi foi questionado sobre a situação do atleta e saiu em defesa do jogador. O treinador afirmou que Hakimi demonstrou tranquilidade em campo e reforçou a importância do lateral para a seleção marroquina.
“Vocês viram o jogo? Ele jogou bem, esteve presente, calmo e sereno. Motivou o grupo antes do início da partida. Achraf Hakimi é importante para mim, para a equipe e para todos os 42 milhões de marroquinos. Nós o apoiamos incondicionalmente”, afirmou.
Ouahbi também destacou a confiança da comissão técnica no desempenho esportivo do jogador durante a sequência da Copa do Mundo.
“Ele vai jogar partidas incríveis novamente; ele é o melhor lateral-direito do mundo e vai provar isso nesta Copa do Mundo. Ele é uma pessoa muito importante para mim, para a comissão técnica, para os jogadores e para a seleção marroquina”, declarou o técnico marroquino.
Hakimi também se manifestou nas redes sociais após a divulgação da decisão judicial. O jogador nega a acusação e afirmou que aguardou por anos a oportunidade de apresentar sua versão no processo.
“O sistema judiciário olhou nos meus olhos e disse: ‘Se você não fosse famoso, nunca teria havido um caso.’ Optei por permanecer em silêncio durante anos. Pensei que, mantendo minha dignidade, sendo paciente e confiando no sistema judiciário, as decisões corretas seriam tomadas”, publicou.
Depois da partida contra a Escócia, o lateral deixou o estádio sem conceder entrevista. A seleção de Marrocos, por sua vez, segue concentrada na sequência da fase de grupos da Copa do Mundo.
O caso teve início em 2023. Segundo o relato apresentado à polícia na época, uma jovem afirmou ter conhecido Hakimi pelo Instagram, em janeiro daquele ano, e ido até a casa do jogador em um veículo de transporte por aplicativo solicitado por ele.
De acordo com a denúncia, Hakimi teria beijado e tocado a jovem sem consentimento antes de cometer o estupro. A mulher afirmou ainda que conseguiu se afastar do jogador e enviar uma mensagem a uma amiga, que foi buscá-la.
Hakimi foi indiciado e colocado sob controle judicial em março de 2023. A defesa do jogador nega as acusações. Com a decisão da Justiça francesa, o lateral será levado a julgamento em data ainda não definida.
O Ministério Público de Nanterre, na França, anunciou nesta sexta-feira (3) a abertura do processo formal contra o lateral Achraf Hakimi, do Paris Saint-Germain (PSG). O jogador é acusado de estupro por uma mulher no começo da semana.
De acordo com a agência AFP, Hakimi foi ouvido pela Polícia nesta quinta (2) e foi colocado "sob supervisão judicial". A vítima é uma mulher, de 24 anos, e acusa ter sido estuprada pelo atleta em sua casa, localizada no subúrbio de Paris, no último sábado (25). Segundo o Le Parisien, ela fez a denúncia no dia seguinte ao ocorrido numa delegacia, mas sem ter apresentado queixa. A advogada do lateral, Fanny Colin, negou as acusações e disse que seu cliente tem o apoio do PSG.
"As acusações são falsas. Ele está tranquilo e à disposição da justiça. O clube apoia o jogador que negou veementemente as acusações e confia na justiça", disse.
As autoridades acionaram a promotoria que entrou no caso devido a gravidade e a notoriedade do acusado. Além de jogar no PSG, Hakimi foi um dos destaques do Marrocos na Copa do Mundo de 2022. O selecionado africano fez sua melhor campanha da história no Mundial terminando na quarta colocação. Na última segunda (27), o lateral participou da cerimônia de premiação do The Best da Fifa, na capital francesa. Ele foi escolhido para a seleção do ano da FIFPRO e ficou no oitavo lugar no prêmio de melhor jogador do mundo, vencido pelo argentino Lionel Messi, seu companheiro de clube.
Enquanto Hakimi é alvo da Justiça, o PSG volta ao gramado neste sábado (4), às 17h no horário de Brasília, para encarar o Nantes, no Parque dos Príncipes, pela 26ª rodada do Campeonato Francês. O clube de Paris é o líder isolado com 60 pontos, oito a mais do que o Olympique de Marselha, que é o segundo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.