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O governo da Bahia, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), lança o projeto “Replanta Agave”, visando impulsionar a produção de biocombustíveis a partir do agave na Região sisaleira. A iniciativa prevê a capacitação de 400 agricultores familiares para o cultivo e processamento da planta, transformando a região em um polo de produção de bioenergia.
O projeto, que conta com um investimento de R$ 2,6 milhões, aproveitando a produção de biocombustíveis como etanol, biometano e biohidrogênio. Além disso, a iniciativa irá gerar novos empregos e renda para a região, buscando fortalecer a economia local.
A diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Perpétua Almeida, destacou a importância da iniciativa para potencializar a cadeia produtiva na região.
“Esse é um projeto alinhado a Nova Indústria Brasil (NIB) que representa nosso compromisso de transformar e fortalecer a indústria. O Replanta Agave promove a transição energética, fortalece a cadeia produtiva do sisal na Bahia e gera renda, empregos e sustentabilidade, transformando a economia local”, afirma a diretora.
Por meio da Associação dos Agricultores e Agricultoras de Serrinha (APAEB) será responsável por mapear e cadastrar os produtores, que receberão treinamento em técnicas de plantio, colheita, armazenamento e comercialização do agave. A ideia é criar uma rede de produtores qualificados e cooperativos para a produção em escala do biocombustível.
O Agave é uma planta adaptada ao clima semiárido e possui grande potencial para a produção de biocombustíveis. Além de ser uma fonte renovável de energia, a produção de biocombustível a partir do agave contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a diversificação da matriz energética brasileira.
Nomeado na segunda-feira (5) como novo presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli demonstrou a aliados incômodo com a situação em que encontrou o órgão.
De acordo com a coluna de Igor Gadelha do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, em conversas reservadas, Cappelli relatou que muitos funcionários da ABDI não trabalham a carga horária correta. Ele também reclamou que não havia sequer telefone ou impressora na sala da presidência da agência.
Ex-número 2 de Flávio Dino no Ministério da Justiça, Cappelli fez uma visita à sede do órgão na manhã de segunda-feira, horas após sua nomeação ser publicada no Diário Oficial da União.
Ao se deparar com o cenário, o ex-interventor da Segurança Pública do Distrito Federal encomendou levantamentos sobre contratos, despesas e rotinas de trabalho da ABDI.
A ideia dele é fazer uma intervenção e “relançar” a agência. “Vou botar ordem na casa. Todo mundo vai trabalhar ou sair. Quem não trabalhar, vai sair”, disse Cappelli a interlocutores.
Posse de Cappelli
A cerimônia de posse do novo presidente da ABDI foi marcada para 22 de fevereiro, mesmo dia da posse de Flávio Dino como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Antes mesmo de ser empossado, Cappelli já está trabalhando. Na quarta-feira (7), por exemplo, teve reunião com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, no Rio de Janeiro, onde fica a sede do banco.
A ABDI é oficialmente vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, pasta comandada pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
A agência tem dois diretores. Um deles é Carlos Geraldo Santana, sogro do senador Eduardo Gomes (PL-TO), ex-líder do governo Bolsonaro no Congresso. A outra é a ex-deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.