Artigos
O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia
Multimídia
“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Pesquisa: secult
O secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, foi exonerado do cargo neste sábado (10) para se dedicar à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.Como o Bahia Notícias mostrou anteriormente, Monteiro era cotado para integrar a equipe do petista após participar da coordenação da comunicação da campanha vitoriosa do governador Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito no primeiro turno.
A saída da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA) ocorre após o período de férias acumuladas pelo então secretário durante a campanha eleitoral. A possível participação de Monteiro na equipe de Lula já era discutida nos bastidores. Conforme antecipado pelo BN, a expectativa era de que ele participasse da articulação da campanha petista para o segundo turno.
Com a exoneração, Bruno deve viajar até a capital federal para iniciar os trabalhos durante a campanha nacional. Existe uma expectativa de que ele seja um dos responsáveis pela campanha no Nordeste e de ser um dos líderes da equipe de comunicação na região.
Estão abertas, a partir desta segunda-feira (14), as inscrições para os editais Carnaval do Pelô 2027 e Ouro Negro 2027. As seleções vão apoiar propostas para a programação carnavalesca e outras festas populares da Bahia, com inscrições gratuitas até 8 de outubro de 2026. Os interessados podem consultar os editais completos e realizar a inscrição pelo site da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).
O Edital Ouro Negro 2027 destina R$ 17 milhões para apoiar 138 propostas de organizações culturais de matrizes africanas. Podem participar entidades que atuem nas categorias afro, afoxé, bloco de samba, bloco de reggae e bloco de índio. Mais detalhes podem ser encotrados no link: (https://www.ba.gov.br/cultura/edital-ouro-negro-2027)
O apoio contempla desfiles nos Carnavais 2027 em municípios baianos, na Micareta de Feira de Santana e nas Lavagens do Bonfim, de Itapuã e de Santo Amaro. Em Salvador, as propostas devem prever participação em pelo menos um dos sete circuitos oficiais do Carnaval: Dodô, Osmar, Batatinha, Riachão, Mestre Bimba, Circuito das Águas e Mãe Hilda Jitolu.
A política é desenvolvida pela SecultBA em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi). Criado em 2008, o Programa Ouro Negro foi incorporado ao Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia pela Lei Estadual nº 13.182/2014.
CARNAVAL DO PELÔ
Para a programação do Carnaval do Pelourinho, localizado no Centro Histórico de Salvador, a SecultBA vai selecionar 87 propostas, com recursos de R$ 3,03 milhões da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). O edital pode ser encontrado no link: (https://www.ba.gov.br/cultura/edital-carnaval-do-pelo-2027) e está dividido em 10 modalidades, que abrangem diferentes formas de participação artística na folia.
Podem ser apresentadas propostas para palcos, desfiles e intervenções culturais, contemplando categorias como Afro, Reggae, Arrocha, Axé, Antigos Carnavais, Samba, Rap, Pagode/Pagotrap e Guitarra Baiana. Também estão incluídas modalidades para Bandas Itinerantes, Orquestras, Bailes Infantis, Microtrios e Nanotrios.
O processo seletivo conta ainda com indutores de pontuação voltados a propostas compostas majoritariamente por pessoas negras, mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e povos indígenas, ampliando a participação desses grupos na programação.
Em entrevista ao Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro, apresentou nesta segunda-feira (27) um balanço do período em que esteve à frente da pasta. Afastado temporariamente de suas funções, o gestor apontou três eixos centrais como pilares de sua atuação: a reorganização administrativa interna da secretaria, a democratização do acesso aos recursos e ações culturais e os investimentos estruturais na rede de equipamentos do estado.
Ao contextualizar a conjuntura política e social de sua gestão, Monteiro ressaltou a importância do retorno do presidente Lula da Silva (PT) ao governo federal para o fortalecimento da área. Segundo o secretário, a mudança na esfera federal contribuiu para consolidar uma nova perspectiva sobre a relevância do setor produtivo da cultura.
"A gente começou a ter um entendimento crescente na sociedade e nessas figuras públicas sobre o papel da cultura, não somente mais como entretenimento, como preservação de identidades, mas também como motor do desenvolvimento, geração de emprego, de renda", relata.
Ao detalhar a situação administrativa encontrada quando assumiu a Secretaria de Cultura (Secult-BA), Monteiro revelou que a pasta acumulava mais de dois mil processos de prestação de contas pendentes. O saneamento desse passivo e a reestruturação dos fluxos internos foram apontados como vitais para a regularidade do órgão, sem direcionar críticas às gestões anteriores, cujos contextos eram distintos.
"Eu cheguei na secretaria assumindo com mais de dois mil processos com prestações de contas atrasadas. A gente zerou isso, conseguiu resolver, conseguiu reorganizar as estruturas da secretaria", ressalta.
Além da regularização contábil e processual, o balanço incluiu a atualização da legislação estadual e a reordenação do Fundo de Cultura da Bahia, instrumento que, de acordo com o secretário, encontrava-se com regras e dinâmicas defasadas antes das reformas promovidas na atual gestão.
O PAPEL DOS EDITAIS
Monteiro defendeu que a eficiência dos editais de fomento depende diretamente da existência e da qualidade da infraestrutura cultural física nos municípios. Segundo observou, as comunidades com centros culturais ativos e integrados apresentaram maior índice de concorrência e engajamento nos editais públicos.
"Onde tem equipamento atuante, a gente percebeu isso nos editais; onde nós tínhamos centros de cultura mais organizados, mais integrados à comunidade, havia muito mais inscrição e participação", explica.
Entre os empreendimentos do período, foram destacadas as intervenções de reforma em centros culturais do interior baiano e a ampla reestruturação do Complexo do Teatro Castro Alves (TCA), classificado por Monteiro como o principal equipamento cultural do estado.
No ciclo mais recente da Lei Aldir Blanc na Bahia, a Secult-BA contabilizou 10 mil inscrições para mil projetos contemplados. O volume de inscritos demonstrou, segundo o secretário, tanto o alcance das convocatórias quanto a permanente demanda represada do setor.
"É uma participação grande, mas é também muita gente que fica de fora", pondera Monteiro, ressaltando os limites inerentes ao modelo de fomento direto. "Você aumenta edital, aumenta o apoio ao projeto, mas vai ter sempre gente querendo mais", acrescenta.
Para o gestor, esse cenário reforça a necessidade de aliar o repasse financeiro de editais com a manutenção e expansão contínua da infraestrutura física. Por fim, Bruno Monteiro atribuiu o andamento das pautas ao apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT). "Não há registro na história de um governador tão presente na pauta da Cultura como Jerônimo foi", conclui.
Acompanhe ao vivo:
A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, deixa nesta quarta-feira (1º) o comando da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), após pouco mais de um ano à frente da pasta. Em seu lugar, assume o então subsecretário de Cultura, Alexandre Reis.
Nomeada em fevereiro de 2025, a gestora encerra um ciclo e destaca alguns trabalhos desenvolvidos na cidade. Projetos como o Viver Salvador e o Arraiá da Prefs e a criação do Mundo Encantado da Criança, primeiro equipamento voltado exclusivamente ao público infantil, são exemplos de ações da pasta.
No período, houve aumento de 10,7% na chegada de turistas estrangeiros, resultado de ações voltadas à promoção internacional, ampliação da conectividade aérea e maior inserção da capital baiana em mercados estratégicos.
O desempenho positivo também foi impulsionado pela ampliação da malha aérea, com destaque para o voo direto Salvador–Panamá, além da intensificação do diálogo com o trade turístico e investimentos na qualificação da oferta.
Outro destaque apontado pela gestão é Carnaval de Salvador, que consolidou sua posição como o maior do Brasil em fluxo turístico e impacto econômico. O verão da capital foi considerado o maior da história, com 2,6 milhões de visitantes e geração de R$ 5,8 bilhões em receita.
No Aeroporto Internacional de Salvador, foram registrados 16,6 mil pousos e decolagens e a circulação de 2,3 milhões de passageiros, representando um aumento de 13%, o que reforça o aquecimento do setor e a consolidação da cidade como um dos destinos mais procurados do Brasil.
Outro eixo estratégico foi a descentralização das políticas culturais, com programas como o Boca de Brasa, que ampliaram a atuação nos territórios, e o fortalecimento do Salvador Capital Afro, iniciativa que ganhou projeção nacional e internacional ao valorizar a identidade afro-diaspórica da cidade.
A Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult) e a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-BA) avaliaram nesta quinta-feira (19) que os números devem se manter acima de 65% até o final da alta estação, em 20 de março. No período da folia, a taxa média de ocupação hoteleira no entorno dos circuitos oficiais chegou a 94,32%, um crescimento de 14,95% em comparação a 2025, quando foi registrada ocupação de 79,37%.
Segundo o diretor de Turismo da Secult, Geraldo Magalhães, a ocupação hoteleira no Carnaval superou as expectativas.“No pós-Carnaval, hoje estamos com uma média de 65% de ocupação, e isso deve crescer para acima de 70%, o que é um grande número para esse período. Já temos, inclusive, um pico previsto para o fim de semana.”
Ele lembra que, além dos hotéis, existem hospedagens alternativas, com mais de 10 mil anfitriões na cidade, e, em muitos casos, as pessoas permanecem em Salvador após a festa para aproveitar a cidade ou municípios vizinhos.“Faço uma avaliação muito positiva. Acredito que essa média de 60% a 70% deve se manter até o final do verão. É a expectativa que temos.”
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Eu conversei com ele [Jair], tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele".
Disse o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) ao afirmar que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está "satisfeito" com o resultado do primeiro turno das eleições 2026. Na ocasião, o primogênito do ex-chefe do Executivo terminou a disputa com 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alcançou 46,16%.