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Quinto colocado na disputa presidencial do primeiro turno, com 2,18% dos votos válidos, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) decidiu formalizar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O anúncio oficial foi agendado para a tarde desta terça-feira (6), durante reunião entre os dois políticos em Goiânia.
A decisão de Caiado ocorre dois dias após a apuração das urnas e representa uma guinada em relação ao posicionamento adotado por ele ao longo de toda a campanha. A articulação surpreendeu integrantes do seu próprio comitê eleitoral, que esperavam uma postura de neutralidade similar à anunciada por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa de Caiado.
"Essa é a eleição mais esquisita que eu já vi", resumiu um dos aliados da campanha ao comentar a mudança de postura do candidato. Ao longo do primeiro turno, Caiado dirigiu duros ataques tanto a Flávio Bolsonaro quanto ao presidente Lula da Silva (PT).
Há três semanas, em entrevista coletiva concedida em Aparecida de Goiás, o ex-governador comparou o cenário eleitoral à "Síndrome de Estocolmo" para criticar a preferência dos eleitores pelos dois adversários. As informações forma confirmadas pelo jornal O Globo.
"Certa vez, sequestraram um banco em Estocolmo e um psiquiatra descreveu que houve uma síndrome, chamada 'Síndrome de Estocolmo', onde as vítimas se apaixonaram pelos sequestradores. O que nós estamos vendo no Brasil é uma síndrome que eu não tinha visto até hoje. É uma síndrome em que a população está se apaixonando pelos dois maiores assaltantes que o Brasil conhece", disse Caiado.
Além desse episódio, o político havia feito apelos para que o eleitorado não optasse pelo "seu corrupto preferido" e afirmou, em julho, que a ida de Flávio Bolsonaro ao segundo turno garantiria a reeleição de Lula.
Que os eleitores compareçam às urnas no próximo domingo (4) e façam sua escolha com bom senso, equilíbrio e sem sentimento de revanche ou ódio. Essa defesa foi feita nesta segunda-feira (28) pelo candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD), durante entrevista após evento de campanha em Goiânia (GO).
Caiado disse à imprensa esperar que a reta final da campanha, nesta semana, seja “um momento de reflexão” entre os eleitores. O candidato também pediu que a população não embarquem em um “jogo de revanche” entre os dois principais adversários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Eu espero bom senso. Eu espero equilíbrio. Eu espero que seja um momento de reflexão. Eu espero que as pessoas reflitam que isso aqui não é um jogo de futebol, não é um jogo de revanche, isso aqui não é um momento de ódio. É um momento onde as pessoas estarão escolhendo o seu próximo presidente nos próximos quatro anos. É isso que eu enxergo”, afirmou Caiado.
O ex-governador de Goiás salientou números favoráveis sobre sua gestão no estado, e pediu aos eleitores que reflitam sobre quem está mais preparado para os desafios de comandar o país nos próximos quatro anos.
“Eu acredito que as pessoas realmente precisam refletir sobre isso. É escolher quem vai governar o país nos próximos quatro anos”, disse.
Ronaldo Caiado também defendeu, na entrevista, a necessidade de um movimento político pela pacificação do país. O candidato do PSD disse que é preciso “resgatar a democracia” e não governar com ódio.
“É com paz, é construindo a paz que se governa, aí sim você resgata a democracia. Do contrário, se você achar que se governa com ódio, você coloca a democracia em risco, dando espaço a atitudes que realmente venham colocá-la numa situação em cheque”, explicou o candidato.
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) “é um partido conivente com as facções criminosas”. A declaração foi feita na manhã deste domingo (20), durante um ato de campanha com apoiadores na Avenida Paulista, na região central de São Paulo.
Essa fala ocorreu após o candidato ser questionado sobre a posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou as facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Ao comentar o cenário da segurança pública, Caiado sustentou que as facções foram "o que mais avançou no país" ao longo dos últimos 20 anos.
Segundo o postulante ao Palácio do Planalto ao responder perguntas do portal Metrópoles, esses grupos organizados "se transformaram em estruturas globais de exportação de cocaína". Durante o evento, o candidato do PSD também direcionou críticas aos gastos do governo federal ao abordar as altas taxas de juros praticadas pelo Banco Central.
A caminhada na capital paulista contou com a presença de aliados de chapa, como seu candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab (PSD), e a candidata a deputada estadual Mara Gabrilli.
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) foi internado, nesta quinta-feira (10), com um quadro de faringite aguda. Os cuidados de saúde do candidato serão feitos no Hospital Vila Nova Star, na capital paulista.
De acordo com nota divulgada pela cardiologista Ludhmila Abrahão Hajjar, o objetivo da hospitalização é "acelerar a recuperação para retomar o mais breve possível os compromissos da agenda de campanha."
Em suas redes sociais, as atividades mais recentes de campanha de Caiado mostravam uma visita a uma rádio, também em São Paulo.
O Partido Social Democrático (PSD) oficializou, na manhã deste domingo (26), na sede da legenda em São Paulo (SP), o lançamento da candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República.
A chapa conta com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente, compondo o que vem sendo tratado como a chapa "puro-sangue". Caiado, que vinha do União Brasil, filiou-se ao PSD em 2026 para viabilizar o projeto político.
Durante a cerimônia que transmitida ao vivo, o candidato apresentou sua plataforma política com foco em anticorrupção e segurança pública, posicionando-se como uma alternativa à polarização entre PT e PL e declarando a intenção de devolver o país "aos brasileiros de bem".
Em seu discurso, o ex-governador de Goiás destacou o papel de duas lideranças de seu novo partido que também chegaram a ser cotadas para disputar o Palácio do Planalto: o governador do Paraná, Ratinho Jr., e o governador do Rio Grande do Sul em segundo mandato, Eduardo Leite (PSD).
Entre as principais diretrizes apresentadas por Ronaldo Caiado durante a convenção estão: fortalecimento e priorização de investimentos estatais nessas duas áreas estratégicas; defesa de redução orçamentária para os três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário; manutenção da promessa de pré-campanha para conceder anistia ampla e irrestrita aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro; críticas diretas ao caso envolvendo o Banco Master, classificado por Caiado durante o evento como um "assalto aos aposentados".
No pronunciamento como candidato a vice, Gilberto Kassab celebrou o lançamento da chapa própria nacional, além de registrar apoio ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, tradicional aliado de Jair Bolsonaro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Renan Santos
"O Flávio Bolsonaro já é o próximo presidente da república. O Bolsonaro já ganhou. Façam o que vocês quiserem aí. Não vou pedir para vocês votarem nem nulo, nem no fulano, nem no ciclano simplesmente porque não faz diferença".
Disse Renan Santos, candidato pelo partido Missão, em uma live na noite deste domingo (4), criticou a postura dos eleitores brasileiros, disse acreditar que o senador Flávio Bolsonaro (PL) será eleito presidente, afirmou que não vai apoiar ninguém no segundo turno e previu que o ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser solto em um acordo do novo governo com o Supremo Tribunal Federal (STF).