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O aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), Paulo Figueiredo, divulgou nesta quarta-feira (28) uma primeira versão de uma carta com um brasão desatualizado e a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. A denominação deixou de ser utilizada em 1967, quando o país passou a adotar oficialmente o nome República Federativa do Brasil.
A carta foi divulgada inicialmente por Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi distribuída por WhatsApp, desta vez com o brasão correto, que contém a inscrição “República Federativa do Brasil”. O influenciador admitiu o erro e apagou a postagem nas suas redes:
Confira postagem:
Apaguei o tweet da carta do Flávio porque continha um erro que vai ser ajustado. Em breve ele publica a versão final.
— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) October 28, 2026
Em publicação na rede social X, Figueiredo afirmou que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. Ele também ressaltou que a versão publicada pelo próprio Flávio Bolsonaro deveria ser a considerada. Após a publicação errada, Flávio publicou de modo correto:
Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter).
No documento, o senador agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento no exterior. Flávio também questiona o resultado das eleições em que foi derrotado, alegando fraude, sem apresentar, no trecho divulgado, provas que sustentem a acusação.
A primeira versão foi reproduzida na imprensa; internautas reagiram com brincadeiras pelo erro no contexto:
O brazão dos ESTADOS UNIDOS DO BRAZIL me lembra o clássico do José Serra. "MUDOU??????" Tempos mais simples... https://t.co/Nl0JydOfvB
— Lado B do Rio (@LadoBdoRio) October 28, 2026
A carta do presiFAKE Flávio Bolsonaro tinha o brasão... DOS ESTADOS UNIDOS DO BRAZIL. Isso mesmo. O patriota mandou essa, com "Z" de "zero à esquerda". https://t.co/aDVNuFFFL7
— Antonio Tabet (@antoniotabet) October 28, 2026
E o Flávio se declarando "presidente" usando brasão com o título de "Estados Unidos do Brazil", hein? Aposto 100zão que foi o Paulinho Tictac que escreveu essa carta de vassalagem. Aí a gente chama de lambe-botas dos EUA, acham ruim. Meu país é o Brasil, tem uma penca de defeitos nos governantes, mas aqui somos brasileiros. Os brasileiros de bem respeitam os outros países e até admiram, mas lamber o saco como esses caras fazem aí já é demais. Isso comprova que Flávio iria entregar tudo de bandeja para o Trump.
— Allan dos Panos (@allandospanos) October 28, 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL) pode ter saído do Brasil e viajado aos Estados Unidos por “dever” alguma coisa ou por medo. A opinião foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao fazer um discurso para apoiadores nesta terça-feira (27), em frente ao Palácio da Alvorada.
“O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa ou tem medo de alguma coisa. E não vá dizer lá fora que o Brasil não tem democracia. Se não tivesse democracia, um miliciano não poderia ser candidato à Presidência. Lamento a falta de respeito que ele teve com eleitores dele e com a democracia”, disse Lula.
O presidente criticou a decisão de Flávio Bolsonaro de fugir para os Estados Unidos, em uma operação que passou por uma saída clandestina do Brasil. O senador não entregou seu passaporte à Polícia Federal, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teria ingressado na Argentina pela cidade de Puerto Iguazu, para depois pegar um avião com destino aos EUA.
Na sua fala aos apoiadores que foram ao Palácio comemorar o seu aniversário de 81 anos, Lula também falou sobre o momento em que foi preso, durante a operação Lava-Jato, e fez uma comparação ao momento atual e à fuga de Flávio Bolsonaro.
“Eu fico imaginando a culpa, a confiança do cidadão que perde eleição e foge do seu país. Quando fui acusado, tive muito convite para sair do Brasil e ir para embaixada. Resolvi ficar no Brasil e me entreguei à PF porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência. E estou aqui pro quarto mandado. Quem não deve não teme”, discursou Lula.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno da eleição presidencial, deixou o Brasil e viajou para os Estados Unidos, segundo relatos de aliados.
A viagem foi confirmada à agência Reuters por um aliado do senador, sob condição de anonimato.
Mais cedo, nesta terça-feira (27), o portal Metrópoles havia informado que Michelle Bolsonaro, madrasta de Flávio, contou a aliados sobre a saída dele do país.
Ao comentar a suposta entrega dos passaportes na segunda, Flávio negou que pretendesse sair do Brasil. “Nunca pensei em sair do país”, disse na ocasião. Ele também questionou se seria alvo da mesma medida caso tivesse vencido a eleição.
A atriz Viola Davis celebrou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente do Brasil nas redes sociais. Com vídeo compartilhado no Instagram, a atriz e produtora norte-americana convocou os eleitores norte-americanos a se movimentarem como foi feito no Brasil por eleições democráticas.
Na legenda do vídeo, Viola afirmou que esperava que o pleito brasileiro inspirasse os estadunidenses a lutar pela democracia sem mentiras e violência e com a união da esquerda e da direita contra o fascismo e o extremismo.
"Obrigado, Brasil, por nos ensinar uma lição: é possível lutar pela democracia sem mentiras, sem violência e unindo esquerda e direita contra o fascismo e o extremismo. Sua juventude, seu amor e sua pluralidade são o poder brando que vocês trazem para o mundo. Estamos observando e aprendendo! Axé", escreveu.
Os EUA enfrentam no próximo mês as eleições de meio de mandato, que vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump. No país norte-americano, os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis. Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.
Viola foi uma das artistas internacionais que se posicionaram a favor de Lula no segundo turno das eleições presidenciais. Os atores Mark Ruffalo, Tilda Swinton, Julie Delpy, Javier Bardem, Juliette Binoche, e os diretores Guilhermo del Toro, Gael Garcia Bernal e Pedro Almodóvar, também se pronunciaram.
Músicos como Roger Waters, fundador do Pink Floyd, Madonna, a banda The Strokes, o guitarrista Tom Morello, do Rage Against the Machine e o cantor Oliver Sykes, vocalista da banda Bring Me The Horizon, também prestaram apoio ao petista.
A Fifa divulgou o país que sediará a Copa do Mundo Feminina de Clubes. O evento está marcado para 2028 e, assim como a edição masculina, acontecerá nos Estados Unidos. A decisão ocorreu em reunião do Conselho da Federação Internacional de Futebol, realizada em Zurique no dia 15 de outubro, mas foi oficializada na tarde desta quinta-feira (22).
Em nota oficial, a organização explicou a escolha pelo país: "A decisão levou em conta a experiência do país (EUA) na organização de torneios da Fifa, a maturidade de sua infraestrutura e de seus serviços, bem como o nível de interesse das partes interessadas no futebol feminino no país".
Todavia, o torneio terá datas diferentes da última competição. Se o Supermundial masculino foi realizado entre junho e julho, a edição feminina acontecerá em janeiro - mais precisamente entre os dias 5 e 30.
Assim como no torneio masculino, o acesso à competição será definido com base nos resultados esportivos dos clubes na principal competição continental de suas respectivas confederações. Até agora, sete equipes estão confirmadas na disputa: Arsenal FC (Inglaterra), Club América (México), FC Barcelona (Espanha), Gotham FC (Estados Unidos), Naegohyang FC (Coreia do Sul), SC Corinthians (Brasil) e Wuhan Jiangda (China).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.