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Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

Pesquisa: eleicoes 2026

Eleições 2026: Ex-prefeitos do Vale do Jiquiriçá buscam vagas na Assembleia Legislativa
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

Três ex-prefeitos do Vale do Jiquiriçá estão entre os nomes que disputam uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições deste ano.

 

Binho de Mota (PSDB), ex-prefeito de Laje; Júlio Pinheiro (PT), ex-prefeito de Amargosa; e Cézar de Adério (PDT), ex-prefeito de Milagres. Eles encerraram os mandatos municipais e agora buscam espaço no Legislativo estadual.

 

Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, as candidaturas dos três foram registradas para o cargo de deputado estadual e aparecem como deferidas no sistema de acompanhamento das eleições de 2026.

 

Os ex-prefeitos têm como uma das principais bases eleitorais os municípios que administraram e também procuram ampliar o apoio em outras cidades do território.

 

O Vale do Jiquiriçá é formado por 20 municípios e reúne cerca de 247,6 mil eleitores, segundo levantamento divulgado com base em dados eleitorais. As estatísticas oficiais do eleitorado são disponibilizadas pela Justiça Eleitoral.

 

BINHO DE MOTA

Ex-prefeito de Laje, Binho de Mota está filiado ao PSDB e disputa uma cadeira na AL-BA. No cenário da eleição para o governo estadual, ele declarou apoio à candidatura de ACM Neto (União).

 

Em Laje, a prefeita Jaci Reis (PSD), que chegou ao cargo em 2024 com apoio político de Binho, segue alinhada ao grupo governista liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). Dessa forma, os dois estão em campos diferentes na disputa pelo governo estadual.

 

CÉZAR DE ADÉRIO

Ex-prefeito de Milagres, Cézar de Adério concorre pelo PDT. Ele apoiou ACM Neto na eleição para governador em 2022 e, para 2026, está alinhado à candidatura à reeleição de Jerônimo Rodrigues.

 

Em Milagres, o candidato conta com o apoio do prefeito Marcos Queiroz (PP), que também integra a base de apoio ao governador.

 

JÚLIO PINHEIRO

Ex-prefeito de Amargosa, Júlio Pinheiro disputa a eleição pelo PT e está integrado ao grupo político do governador Jerônimo Rodrigues. Em julho, participou do Programa de Governo Participativo (PGP) realizado em Jaguaquara e reuniu prefeitos e lideranças políticas do Vale do Jiquiriçá.

 

Entre os prefeitos que declararam apoio à pré-candidatura estão Getúlio Sampaio, de Amargosa, João Carlos Rauedys, de Mutuípe, Gel de Ricaço, de Itaquara, e Edione Oliveira, de Jaguaquara.

 

Getúlio Sampaio representa a continuidade do grupo político do PT em Amargosa. Antes dele, o município foi administrado por Valmir Sampaio, seu irmão, que morreu em 2021 em decorrência da Covid-19. Júlio Pinheiro sucedeu Valmir na prefeitura, foi reeleito e, em 2024, apoiou a eleição de Getúlio.

 

Com trajetórias políticas distintas e alianças diferentes na disputa pelo governo estadual, Binho de Mota, Júlio Pinheiro e Cézar de Adério buscam transformar a experiência acumulada nas prefeituras e as alianças construídas no Vale do Jiquiriçá em apoio eleitoral para a disputa por uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia.

Eleições 2026: Quem são os candidatos ao Senado pela Bahia?
Fotos: Divulgação

Nas eleições de 2026, os eleitores baianos irão escolher dois senadores para representar o estado no Senado Federal. A disputa reúne candidatos de diferentes partidos e trajetórias políticas e profissionais.

 

A seguir, o Bahia Notícias apresenta quem são os candidatos ao Senado pela Bahia em 2026, com informações sobre idade, cidade de nascimento, profissão, trajetória política e participação em eleições anteriores.

 

Angelo Coronel (Republicanos)

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

O senador Angelo Coronel (Republicanos) é candidato à reeleição ao Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. Engenheiro civil e empresário de 68 anos, iniciou sua trajetória na vida pública em 1989 como prefeito de sua cidade natal, Coração de Maria (BA). Coronel construiu uma longa carreira no Legislativo baiano, onde atuou como deputado estadual por mais de duas décadas e chegou a presidir a Assembleia Legislativa (2017-2019). Eleito para o Senado pela primeira vez em 2018 pelo PSD, ele busca agora um novo mandato, desta vez filiado ao partido Republicanos, e diferente de 2018, concorre em oposição ao PT.

 

Carlos Sodré (MOBILIZA) 

Foto: Divulgação

 

Carlos Eduardo Sodré (Mobiliza) é advogado e procurador federal aposentado, o candidato de 80 anos é natural de Itapé, no sul do estado, cidade onde concorreu ao cargo de prefeito nas eleições de 2012 mas não conseguiu se eleger. Com uma trajetória ligada ao meio jurídico e institucional, Sodré também já atuou como cônsul da Costa do Marfim na Bahia.

 

Gregório Gould (Unidade Popular)

Foto: Divulgação / Unidade Popular

 

Gregório Gould (UP) tem 40 anos e é natural do Rio de Janeiro, ele iniciou sua militância política no movimento estudantil, período em que presidiu a Associação Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (AERJ) e foi vice-presidente nacional da UBES. Um dos fundadores do partido Unidade Popular, Gould construiu sua trajetória atrelada diretamente a movimentos sociais: na Bahia, coordenou as ocupações urbanas Luisa Mahin e Carlos Marighella pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), na região da Praça Castro Alves, em Salvador, e atualmente concentra sua atuação no movimento sindical, trabalhando junto aos operários do Polo Petroquímico de Camaçari por meio do Movimento Luta de Classes (MLC).

 

Jaques Wagner (PT)

Foto: Ton Molina/Agência Senado

 

Jaques Wagner (PT) é uma figura histórica da política baiana e nacional. Carioca radicado na Bahia iniciou sua trajetória na vida pública nos anos 1980 como técnico de manutenção no Polo Petroquímico de Camaçari, onde destacou-se como líder sindical (pelo Sindiquímica) e participou ativamente da fundação do PT e da CUT na Bahia. Foi deputado federal, ministro de Estado (Trabalho, Defesa e Casa Civil) e governou a Bahia por dois mandatos (2007-2014), período que marcou o início da hegemonia do PT no governo estadual. Eleito senador em 2018, Wagner ocupou a liderança do governo no Senado até junho de 2026, quando se afastou do cargo para se dedicar à sua defesa após ser alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, no escândalo envolvendo o Banco Master.

 

João Roma (PL)

Foto: Reprodução

 

João Inácio Ribeiro Roma Neto (PL) é candidato ao Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. Nascido no Recife e radicado na Bahia, construiu sua trajetória política inicialmente na Câmara dos Deputados, sendo eleito em 2018, mas ganhou maior projeção nacional ao assumir o Ministério da Cidadania durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). Como presidente do diretório estadual do Partido Liberal, consolidou-se como a principal liderança da direita conservadora no estado. Após disputar o governo baiano em 2022 e não ser eleito, o também produtor agropecuário foca agora em retornar ao Legislativo, apresentando-se como o nome do bolsonarismo na disputa por uma das duas vagas ao Senado.

 

Marcelo Carvalho (REDE)

Foto: Divulgação

 

Marcelo Carvalho Lavigne (Rede) tem 45 anos, é professor de Filosofia, nascido em João Pinheiro (MG) e radicado no estado, construiu sua base política no movimento sindical. Ele preside, atualmente licenciado, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) na Bahia, além de atuar como dirigente estadual da Rede Sustentabilidade. Com trajetória em eleições proporcionais na capital, disputou a Câmara Municipal de Salvador em 2020, quando não foi eleito, e em 2024, ano em que obteve a suplência —, ele concorre pela primeira vez a um cargo majoritário pela Federação PSOL-Rede, apresentando uma candidatura focada nos movimentos sociais e no fortalecimento de um polo progressista alternativo na política baiana.

 

Marcelo Millet (PCO)

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Natural de Salvador, Marcelo Millet tem 40 anos, ele atua como motorista de aplicativo e acumula experiência em disputas majoritárias recentes pelo Partido da Causa Operária: em 2020, foi candidato a vice-prefeito da capital baiana na chapa de Rodrigo Pereira, e em 2022, concorreu ao governo do estado, não sendo eleito em ambas as tentativas. Possui um histórico de militância ligado às bases operárias e participação em mobilizações de rua como as campanhas contra a prisão do presidente Lula e o movimento "Fora Bolsonaro".

 

Marcelo Santana (DC)

Foto: Divulgação

 

Marcelino José Guimarães Santana, que adota o nome de urna Marcelo Santana (DC), é advogado e natural de Salvador, ele possui um extenso histórico de participações em disputas proporcionais ao longo das últimas duas décadas. No âmbito municipal, concentrou suas campanhas na cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, onde concorreu ao cargo de vereador em 2004 (não eleito), alcançando a suplência nos pleitos de 2008, 2012 e 2016, além de retornar à disputa local em 2020 e 2024. Já em nível nacional, tentou uma vaga de deputado federal em 2006 (média), em 2018 (pelo próprio DC) e em 2022 (à época filiado ao PTB). Após essas sucessivas candidaturas legislativas, ele retorna ao Democracia Cristã neste ano para tentar pela primeira vez um cargo majoritário.

 

Professora Delliana (PSOL)

Foto: Bruno Hierro 

 

Delliana Ricelli Ribeiro da Silva, que adota o nome de urna Professora Delliana (PSOL), é Natural de Ubaitaba, no sul do estado, e radicada há cerca de duas décadas em Itabuna, a candidata de 43 anos é professora de ensino médio e construiu sua trajetória na militância ligada à educação e às pautas sociais. Representando a Federação PSOL-Rede na corrida majoritária, ela é a única mulher a disputar uma das duas vagas baianas ao Senado neste pleito. Com uma campanha focada na defesa dos serviços públicos, das minorias e dos direitos da classe trabalhadora.

 

Rui Costa (PT)

Foto: Reprodução

 

Rui Costa (PT) é economista de 63 anos e natural de Salvador, iniciou sua trajetória na vida pública nos anos 1980 como liderança no movimento sindical do Polo Petroquímico de Camaçari — atuando na direção do Sindiquímica — e como um dos fundadores do PT no estado. No Legislativo, foi vereador da capital baiana (2005-2007) e deputado federal eleito em 2010, conciliando a atuação parlamentar com o comando de secretarias estaduais de Governo e das Relações Institucionais nas gestões Jaques Wagner. Sua projeção política consolidou-se ao governar a Bahia por dois mandatos consecutivos (2015-2022). Em 2023, assumiu o Ministério da Casa Civil no governo do presidente Lula e retorna agora às urnas locais como um dos candidatos da coligação governista na disputa por uma das vagas ao Senado.

 

QUANDO SERÁ A ELEIÇÃO AO SENADO
O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado no dia 4 de outubro. Na Bahia, os eleitores irão escolher dois representantes para o Senado Federal, além dos candidatos aos demais cargos em disputa.

Eleições 2026: PRF e TSE restringem abordagens e bloqueios em rodovias federais
Foto: PRF / Divulgação

A Portaria Conjunta nº 4/2026 da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu regras para a atuação dos órgãos de segurança pública durante as Eleições Gerais de 2026. A norma, assinada nesta terça-feira (15), restringe abordagens e bloqueios que possam dificultar o deslocamento de eleitores. Pelo texto, veículos só poderão ser abordados em situações que representem “risco concreto e iminente à vida ou à integridade física das pessoas”.

 

Eventuais bloqueios em rodovias federais também deverão ser informados previamente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) responsável, com justificativa e indicação de rotas alternativas. A exigência de comunicação prévia não vale para ocorrências de flagrante delito ou infrações às normas de segurança do trânsito. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, enquanto o segundo ocorrerá em 25 de outubro.

 

A portaria complementa o artigo 236 do Código Eleitoral, que estabelece restrições à prisão ou detenção de eleitores e candidatos em períodos próximos à votação. Além do policiamento, a PRF poderá prestar apoio logístico à Justiça Eleitoral, mediante solicitação, no transporte de materiais e urnas eletrônicas e na proteção de instalações.

Opinião: Eleições 2026 e aquele 1% bem “vagabundo” dos votos válidos
Foto: Gemini

“Aquele 1%”. E não é uma música sertaneja, mas o percentual que pode ser decisivo para a jornada eleitoral de 2026 – na Bahia e até mesmo nacionalmente. Há algumas semanas, disputas em dois turnos eram improváveis nos dois planos, apesar de não podermos tratá-las como impossíveis. Agora, no plano federal é muito provável que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrente Flávio Bolsonaro (PL) no final de outubro – pelo menos é o desenho rascunhado. E na Bahia?

 

Diferentemente de quatro anos atrás, quando a candidatura ao governo da Bahia de João Roma (PL) praticamente forçou um segundo turno entre Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União), a falta de uma terceira alternativa com potencial de votos tornava a chance de dois turnos quase nula. Além de Roma, em 2022, Kleber Rosa (PSOL) também “roubou” um naco de votos que ajudou a adiar a decisão para o final de outubro daquele ano. Agora, Ronaldo Mansur (PSOL) está distante de ter um desempenho similar, que pudesse viabilizar o roteiro de duas disputas.

 

Todavia, ora as pesquisas mostram a “boca de jacaré” se afunilando ora um empate técnico entre as duas candidaturas mais competitivas, de Jerônimo e ACM Neto. Só que o acirramento com uma margem tão pequena de diferença entre ambos (tal qual se viu no segundo turno de quatro anos atrás) tem se mantido e acende um alerta que estava desligado até então: um pequeno percentual de votos (ou 1%) pode ser crucial para saber quem vence a corrida pelo Palácio de Ondina. E quando esse candidato irá vencer, no dia 4 ou no dia 25.

 

Levantamentos eleitorais devem ser avaliados como retratos estanques. Todavia, se observarmos em perspectiva, nota-se tendências de proximidade entre os dois adversários. No entanto, mesmo estando muito próximos de 50% + 1, há uma chance remota de que a soma dos demais adversários mantenha um limiar muito curto para uma vitória em turno único. Em se tratando de eleição, a imprevisibilidade das urnas se torna um padrão. Na Bahia, então, a história recente quase comprova esse cenário difícil de prever. Para as campanhas, esse dado deve ser analisado com muita cautela.

 

Enquanto isso, a disputa nacional mostra que o favoritismo da reeleição de Lula diminuiu – com consequente impacto na campanha de Jerônimo na Bahia – e os percentuais das possíveis “terceiras vias” não crescem ao ponto de ultrapassar o herdeiro de Bolsonaro. Ou seja, uma disputa em dois turnos passa a ser provável. E aí entra uma variável na equação baiana: a chance de mobilização do eleitor com um segundo turno é maior se por aqui também houver uma segunda disputa. Por isso, qualquer 1% pode ser essencial para uma vitória para Lula, Jerônimo ou ACM Neto. A eleição de 2026 parece ter aquele 1% bem vagabundo...

Eleições 2026: Mercado financeiro já doou R$ 11,8 mi para campanhas eleitorais
Foto: Gerada por IA

Dezoito nomes ligados a bancos, gestoras, corretoras e empresas de investimentos já destinaram R$ 11,84 milhões a campanhas eleitorais em 2026. O valor corresponde a 13,9% dos R$ 85,36 milhões doados pelos 100 maiores doadores pessoas físicas registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo levantamento do BP Money.

 

Entre os financiadores estão executivos, empresários, herdeiros de instituições financeiras e ex-dirigentes de bancos. A lista inclui o ex-presidente do Banco Central (BC) Armínio Fraga, que doou R$ 750 mil, e Ricardo Lacerda, fundador e CEO do BR Partners, responsável por R$ 1 milhão. O maior valor entre os integrantes do mercado financeiro foi destinado por Hélio Seibel. Fundador da HS Investimentos e dono do Grupo Ligna, ele repassou R$ 1,12 milhão às campanhas.

 

Também aparecem Ricardo Annes Guimarães, controlador e vice-presidente do conselho do Banco BMG, com R$ 950 mil; Beatriz Sawaya Botelho Bracher, filha de Fernão Bracher, fundador do BBA, com R$ 905 mil; e Carlos Geo Quick, ex-controlador do Banco Neon, que doou R$ 900 mil.

 

Quick está entre os nomes de maior destaque do levantamento por responder a uma ação penal na Justiça Federal relacionada a supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O Banco Neon foi liquidado pelo Banco Central (BC) em 2018. A lista também reúne integrantes de famílias tradicionais do setor bancário.

 

Três nomes ligados ao Itaú somam R$ 2,01 milhões: Beatriz Bracher, Teresa Cristina Botelho Bracher, casada com o ex-CEO do Itaú Unibanco Candido Bracher, e Walter Moreira Salles Junior, herdeiro do bloco de controle do banco. Gestores e empresários ligados a casas independentes de investimento também aparecem entre os maiores financiadores. Hélio Seibel, Haakon Lorentzen, Manuela Kayath, Richard Ionescu e Juliano Custódio, juntos, destinaram R$ 3,22 milhões.

 

No total, o ranking dos 100 maiores doadores reúne R$ 85,36 milhões, de um montante de R$ 313,09 milhões registrado em doações de pessoas físicas no momento do levantamento. Pela legislação eleitoral, empresas não podem financiar diretamente campanhas. As contribuições privadas são feitas por pessoas físicas e estão sujeitas ao limite de 10% dos rendimentos brutos obtidos pelo doador no ano anterior à eleição.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O Soberano adotou uma estratégia nova contra a oposição e soltou os cachorros - literalmente. E olha que o cão estava mais animado do que muita gente no apoio do seu candidato. Uns estão meio tímidos, outros distribuindo bola nas costas... Até o Cacique conseguiu prejudicar o próprio Cacique. Já outros estão muito agressivos. Será que Mula pega raiva? Saiba mais!

Pérolas do Dia

André Viana

André Viana
Foto: Antena 1 Salvador

"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade". 


Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Executivo estadual e ao Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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