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Lula embarca para Assembleia Geral da ONU e afirma que Brasil "respeita todo mundo e exige respeito"
A caminho de Nova York para participar da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil é um país soberano que "respeita todo mundo e exige respeito". A declaração foi feita neste domingo (20) em publicação no X (antigo Twitter) durante o deslocamento para os Estados Unidos.
Confira declaração:
A caminho de Nova York. Lá, mais uma vez, terei a honra e a responsabilidade de representar o Brasil e o povo brasileiro na Assembleia Geral da ONU.
— Lula (@LulaOficial) September 20, 2026
Somos um país soberano, de economia forte e que cuida da sua população e das suas riquezas. Que respeita todo mundo e exige…
Segundo apurações do jornal O Globo, o voo presidencial partiu de Brasília por volta das 10h30, com chegada prevista para as 18h15 no Aeroporto Internacional John F. Kennedy. Na mensagem, o chefe do Executivo destacou que levará à tribuna da ONU uma mensagem em defesa da paz, do diálogo entre as nações, da preservação das riquezas nacionais e do fortalecimento da economia.
Em sua 11ª participação no evento da ONU, a expectativa é que Lula cobre formalmente a reforma do Conselho de Segurança do órgão. O colegiado conta atualmente com cinco membros permanentes que detêm poder de veto sobre as decisões globais: Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai levar para a agenda em Nova York uma série de pronunciamentos em defesa de medidas para conter o avanço das mudanças climáticas. A ida do mandatário aos Estados Unidos acontece na próxima semana.
Além do discurso de abertura na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), no próximo dia 24, Lula participará da Cúpula do Futuro, no dia 22, e da reunião ministerial de chanceleres do G20, no dia 25.
Os pronunciamentos acontecerão em meio às queimadas que atingem diversas regiões do Brasil.
A Assembleia Geral da ONU aprovou resolução que pede cessar-fogo imediato na guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas para apoio humanitário, que entram no 21º dia de ataques nesta sexta-feira (27). O texto, aprovado nesta tarde por 120 votos favoráveis, 14 contrários e 45 abstenções, é a primeira proposta diplomática para pôr fim ao conflito aprovada nas Nações Unidas desde o começo dos ataques, depois de uma série de impasses em votações no Conselho de Segurança. A resolução é de caráter recomendatório, ou seja, os agentes envolvidos não têm a obrigação de atender aos pontos definidos no colegiado, de acordo com O Globo.
O documento aprovado pelo colegiado da ONU, composto por 193 países, pede um cessar-fogo imediato para apoio humanitário, garantindo a entrada de suprimentos de alimentação e serviços aos civis em Gaza e de representantes de órgãos das Nações Unidas e outras organizações humanitárias na região. Ainda pede a suspensão de determinação de Israel para que palestinos evacuarem a região norte de Gaza e a garantia de uma forma de proteção da população palestina na região. A resolução ainda destaca a importância de conter uma escalada do conflito para uma guerra que envolve outros atores regionais.
Por maioria, os países-membros rejeitaram uma emenda que condena o ataque terrorista do Hamas no último dia 7 e a tomada de reféns. Segundo o texto, elaborado pela delegação do Canadá e subscrita por outras nações, demanda a soltura dos cidadãos reféns e "a segurança, o bem estar e o tratamento humano dos reféns de acordo com a legislação internacional". O trecho, porém, foi criticado por países árabes presentes por não incluir ainda uma condenação aos ataques feitos por Israel em Gaza.
Em Nova York nesta terça-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro (PL) discursou na abertura da 77ª Sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU). O chefe do Executivo brasileiro começou a falar após pronunciamento do secretário-geral da ONU, António Guterres.
Bolsonaro iniciou sua fala citando o combate à pandemia de Covid-19 no Brasil. "Quando o Brasil se manifesta sobre a agenda da saúde pública, fazemos isso com a autoridade de um governo que, durante a pandemia da Covid-19, não poupou esforços para salvar vidas e preservar empregos. Como tantos outros países, concentramos nossa atenção, desde a primeira hora, em garantir um auxílio financeiro emergencial aos mais necessitados", disse.
"O nosso objetivo foi proteger a renda das famílias para que elas conseguissem enfrentar as dificuldades econômicas decorrentes da pandemia. Beneficiamos mais de 68 milhões de pessoas, o equivalente a 1/3 da nossa população", acrescentou em referência à criação do Auxílio Emergencial.
Na sequência, o presidente criticou a "corrupção sistêmica" no período em que a "esquerda presidiu o Brasil". Ele afirmou que em seu governo, "extirpou a corrupção" que existia no país. "Somente entre o período de 2003 e 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil, o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político em e desvios chegou a casa dos US$ 170 bilhões de dólares", disse.
"O responsável por isso foi condenado em três instâncias por unanimidade. Delatores devolveram US$ 1 bilhão de dólares e pagamos para a bolsa americana outro bilhão por perdas de seus acionistas", complementou.
GASOLINA EM PAUTA
Bolsonaro também usou o tempo do seu discurso para falar sobre o preço da gasolina. Segundo ele, o valor do combustível caiu mais de 30% desde junho e um litro no Brasil custa cerca de U$ 0,90.
"O preço da energia elétrica também teve uma queda de mais de 15%. Quero ressaltar que o custo da energia não caiu por causa de tabelamento de preços ou qualquer outro tipo de intervenção estatal. Foi resultado de uma política de racionalização de impostos formulada e implementada com o apoio do Congresso Nacional", afirmou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.