Carla Zambelli arrecada R$ 63 mil em vaquinha para se manter na Itália
Por Redação
A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) arrecadou 10.310 euros, o equivalente a pouco mais de R$ 63 mil, por meio de uma vaquinha online criada para custear sua permanência na Itália. Até o início da tarde desta sexta-feira (6), a campanha, hospedada na plataforma GoFundMe, havia recebido 398 doações.
A iniciativa foi anunciada após uma primeira tentativa de arrecadar recursos por meio de uma comunidade online não avançar. Zambelli havia criado um perfil na plataforma Kiwify, utilizada para a comercialização de cursos e conteúdos digitais, com a proposta de oferecer publicações exclusivas e relatos sobre as experiências vividas durante o período em que esteve presa.
Essa assinatura custaria R$ 50 mensais, mas o perfil acabou cancelado. Na Itália, a ex-parlamentar aguarda a análise do pedido de extradição apresentado pelas autoridades brasileiras. Ela ficou presa por cerca de dez meses no país europeu e foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na invasão hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por porte ilegal de arma de fogo.
Em publicações nas redes sociais, Zambelli atribuiu ao ministro Alexandre de Moraes, relator de seus processos no STF, a responsabilidade pelas dificuldades que enfrenta no exterior. As informações oram confirmadas pelo jornal O Globo.
Segundo ela, a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol, sob acusação de envolvimento em um crime de invasão com prejuízo financeiro, teria dificultado a abertura de contas bancárias e a busca por emprego na Itália.
Ao anunciar a campanha, a ex-deputada afirmou que pretende procurar trabalho quando estiver estabelecida em uma cidade italiana, para deixar de depender das contribuições dos apoiadores. Ela também revelou que está escrevendo um livro sobre os acontecimentos relacionados à sua prisão.
Zambelli ainda afirmou que as doações provavelmente não poderiam ser realizadas por Pix, por se tratar de uma plataforma internacional. A ex-parlamentar também manifestou preocupação com a possibilidade de a campanha ser bloqueada por determinação de Moraes.
