Prefeitura de Salvador realiza mais de 10 mil atendimentos a comunidades quilombolas e cadastra 1,3 mil terreiros
Por Redação
A Secretaria Municipal da Reparação (Semur) atualizou os dados do Planejamento Estratégico da Prefeitura de Salvador, apontando a realização de mais de 10 mil atendimentos voltados à população quilombola e a capacitação de 10,2 mil servidores municipais por meio do Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI).
O balanço também aponta o cadastramento de 1.325 terreiros na capital baiana e o oferecimento de 237 ações de apoio a manifestações da cultura negra. Segundo informações da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Salvador (Secom/PMS), as ações de incentivo à diversidade no mercado de trabalho alcançaram a marca de 205 empresas e instituições privadas certificadas com o Selo da Diversidade Étnico-Racial.
A iniciativa, que tem validade anual e exige o cumprimento de diretrizes de inclusão, já sensibilizou cerca de 10,5 mil trabalhadores sobre práticas de combate à discriminação racial dentro do ambiente corporativo.Na área de apoio às instituições de matriz africana, a gestão municipal mantém o mapeamento e cadastramento de terreiros por meio do Programa Baobá, facilitando o acesso a benefícios legais como isenção tributária e regularização fundiária.
Além disso, o programa Morar Melhor Entidades, executado em parceria com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), já beneficiou 195 instituições comunitárias e de culto com intervenções estruturais, incluindo reforma de telhados, pintura, instalações elétricas e hidráulicas.
A assistência à população quilombola também abrange o suporte a estudantes universitários oriundos da Ilha de Maré através da Casa do Estudante Quilombola, localizada no bairro do Canela. A estrutura oferece moradia e espaço de estudo para até 40 jovens matriculados em instituições de ensino superior em Salvador, visando reduzir as dificuldades de deslocamento diário e garantir a permanência acadêmica.
