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Hacker de Vorcaro pede soltura ao STF e acena com proposta de delação à PF

Por Redação

Hacker de Vorcaro pede soltura ao STF e acena com proposta de delação à PF
Foto: Reprodução

A defesa de Victor Lima Sedlmaier, investigado por suspeita de integrar um grupo de hackers vinculado ao empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação de sua prisão preventiva. A petição encaminhada ao relator do processo, ministro André Mendonça, formalizou o interesse do investigado em prestar um novo depoimento à Polícia Federal para prestar esclarecimentos e colaborar com as apurações em andamento.

 

Segundo informações da CNN Brasil, o investigado é apontado pelas autoridades como integrante de um grupo denominado "Os Meninos", que atuaria na execução de ataques cibernéticos, invasões de dispositivos eletrônicos, derrubada de perfis digitais e monitoramento ilegal de alvos. Victor foi detido em 16 de maio após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), decorrente de deportação dos Emirados Árabes Unidos, onde era procurado no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero.

 

Na manifestação submetida à Corte Suprema, os advogados sustentam que o cliente está à disposição da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para detalhar os fatos. Embora ressaltem que a iniciativa não se trata formalmente de um acordo de delação premiada ou confissão, a defesa sinalizou abertura para tratativas reservadas caso as autoridades policiais ou o órgão ministerial manifestem interesse em negociar termos de cooperação.

 

Entre os fundamentos jurídicos apresentados para a concessão da liberdade, a defesa argumentou a necessidade de reavaliação periódica do decreto prisional, cujo prazo legal de 90 dias já transcorreu. Os defensores alegaram ainda a mitigação de riscos à instrução criminal, uma vez que dispositivos eletrônicos, mídias de armazenamento e documentos do investigado já foram apreendidos e submetidos à perícia oficial.

 

Subsidiariamente, caso o pedido de soltura plena não seja acolhido pelo relator, a defesa solicitou a substituição da custódia cautelar por medidas alternativas, tais como o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte com proibição de ausentar-se do país e o comparecimento periódico em juízo.