Neymar diz que é "fake news" informação dada por revista de que seu pai pediu dinheiro a Daniel Vorcaro
Por Edu Mota, de Brasília
Neymar usou as suas redes sociais para chamar de “fake news” uma reportagem divulgada nesta segunda-feira (21) pelo site da revista Carta Capital, de que o empresário Neymar da Silva Santos, pai do jogador do Santos, teria pressionado o banqueiro Daniel Vorcaro para que fizesse repasses financeiros.
Segundo a revista, a informação surgiu em um registro extraído dos celulares do dono do Banco Master. O registro sobre o pai do jogador Neymar aparece em uma conversa de 11 de fevereiro de 2025, na qual o lobista e publicitário Thiago Miranda, que fazia a interlocução com o banqueiro, relata a Vorcaro que estava sendo cobrado pelos dois.
O objetivo das investidas seria garantir um contrato de patrocínio de peso para estampar o Banco Master no uniforme do Santos. De acordo com informações da Polícia Federal, toda a ponte entre o dono do banco e os interessados no patrocínio funcionava por meio do publicitário e lobista Thiago Miranda.
“Mais uma vez, temos de vir a público para desmentir uma notícia. Desta vez, divulgaram informações que não correspondem aos fatos. Lamentamos a publicação de informações falsas”, disse Neymar em postagem nas redes sociais.
A reportagem de Carta Capital afirma que em 11 de fevereiro de 2025, Thiago Miranda teria perdido a paciência com o atraso dos pagamentos e cobrado uma resposta urgente do banqueiro. A cobrança do pai de Neymar seria por R$ 15 milhões anuais que haviam sido propostos para colocar a logomarca da instituição financeira no uniforme do Peixe.
O inquérito da PF diz que o acordo reservaria R$ 8 milhões na lateral da camisa do Santos, R$ 5 milhões na bermuda e mais R$ 2 milhões no meião da equipe.
As tratativas também teriam envolvido possibilidades de encontros presenciais na residência particular de Vorcaro para discutir os detalhes do contrato. O intermediário Thiago Miranda teria avisado que até mesmo Neymar poderia participar da reunião assim que deixasse o centro de treinamento do Santos.
De acordo com as investigações, o operador preferia tratar dos acertos cara a cara por considerar que os valores eram altos demais para conversas por aplicativo. Ele teria insistido para que Vorcaro recebesse o pai do craque em um jantar reservado.
Apesar das cobranças registradas no telefone do operador, a investigação não encontrou provas de que o encontro presencial tenha acontecido. Da mesma forma, as autoridades policiais destacaram que não existem recibos que comprovem a assinatura do contrato de publicidade nem o depósito de dinheiro nas contas do clube.
